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REPORTAGEM
17/12/2012 - 12h40 Bookmark and Share
AVALIAÇÃO EXCLUSIVA
Nissan Altima esconde esportividade sob sisudez
Dirigimos no Brasil a versão 2.5 SL de 184,5 cv do sedã que estava no Salão de SP
por LUÍS PEREZ, enviado especial a São José dos Pinhais (PR)
Nos últimos dez anos, a imagem da japonesa Nissan passou por uma revolução no Brasil. Após a importação de veículos de maior porte, veio a fabricação de comerciais leves em São José dos Pinhais (SP) e, mais recentemente, o mercado conheceu seus veículos de passeio nacionais, caso da família Livina, e vindos do México, como March, Versa, Tiida e Sentra.

Quando se fala em sedã de luxo da marca no Brasil, imediatamente o modelo que vêm à cabeça é o Maxima, importado para cá nos anos 1990 e início dos 2000. Agora a Nissan quer recomeçar a contar essa história com o Altima, estrela de seu estande no Salão do Automóvel de São Paulo. Lançado nos Estados Unidos em meados do ano, é um sucesso de vendas, ficando em terceiro entre os mais vendidos – perde só para Toyota Camry e Honda Accord.

Por aqui a Nissan encara como seus maiores rivais Ford Fusion, Volkswagen Passat e Hyundai Sonata. É importado dos Estados Unidos – sua fábrica fica em Smyrna, Estado do Tennessee; a marca não confirma que vá fabricá-lo no México – e deverá custar aproximadamente R$ 90 mil. Carpress avaliou o modelo no Brasil com exclusividade, entre manhã e tarde de um dia da última semana, ao longo de aproximadamente 100 quilômetros na região de São José dos Pinhais (PR), onde fica a fábrica brasileira da Nissan.

Nissan Altima SL - foto Roberto Assunção

Nissan Altima SL - foto Roberto Assunção
Sedã grande Altima, que a Nissan lança no 2º semestre de 2013

Galeria de fotos Muito mais fotos no álbum.

Dirigimos exatamente a unidade que estava exposta no Anhembi durante o salão, na versão SL com motor 2.5 16V de 184,5 cv de potência (torque de 24,9 kgfm a 4.000 rpm). É a que vem para o Brasil – há ainda uma mais potente, 3.5 V6 de 274 cv, sem previsão de desembarque por aqui. Chega às lojas entre julho e setembro de 2013.

À primeira vista, o sedã parece mesclar sisudez a toques de esportividade. Faróis dianteiros e lanternas traseiras parecem "conversar" entre si graças a seu desenho marcados por pontas vivas que se complementam. Curvatura do teto e linha lateral denotam fluidez. Na frente há grade cromada em formato de trapézio, enquanto atrás há uma barra cromada entre o logo da Nissan e a placa, sem exageros. A ponteira de escapamento é dupla.

Por dentro o modelo é sóbrio e segue a identidade visual de vários veículos da marca japonesa. É o caso dos comandos do rádio, do telefone (há conexão por Bluetooth) e do controlador de velocidade, no volante. Tanto no console central quanto na porta há acabamento que imita fibra de carbono.

Nissan Altima SL - foto Roberto Assunção

Nissan Altima SL - foto Roberto Assunção
Lateral fluida e faróis e lanternas com desenhos que "conversam"

Mas nem precisava desse pormenor para que o veículo demostrasse ser repleto de tecnologia, em que pesem algumas derrapadas. Vamos primeiro às boas notícias. Nos bancos de couro os assentos mostram que a Nasa não faz apenas foguetes e espumas de travesseiro. A agência espacial norte-americana ajudou a criar assentos com o conceito "gravidade zero" – desenhados para reduzir as cargas musculares na coluna de motoristas e passageiros, proporcionando mais conforto.

De fato esse é um dos pontos fortes do modelo – o corpo fica muito bem acomodado. Quem viaja no banco de trás também não tem do que reclamar. Há espaço de sobra para esticar as pernas, mérito do entre-eixos de 2,77 metros (o sedã tem 4,86 m de comprimento), porta-copos embutido, porta-revistas atrás dos dois bancos da frente e saídas do ar-condicionado. Ah, outro senão: o porta-malas não é tão generoso para o porte do sed㠖 436 litros.

Mas esses estão longe de ser os únicos destaques em termos de conforto e segurança. Seu ar-condicionado é automático dual zone (basta ajustar a temperatura, que ainda era mostrada em graus Fahrenheit em vez de Celsius), o banco do motorista tem ajustes elétricos com regulagem lombar, os bancos dianteiros têm aquecimento, recurso disponível também para o volante (coisa rara por aqui) e a direção é eletridráulica. A derrapada aqui, no caso, foi que o banco do motorista não tem memorização e o do passageiro nem sequer traz ajustes elétricos.

O concorrente do Fusion traz um item raro em comum com o modelo da Ford: sensores de mudança de faixa. Extremamente sensíveis, alertam toda vez que o motorista troca a faixa de rolamento sem dar seta. Funciona bem. Bem até demais. Chega a ser chata. Qualquer "escapadinha" que passasse sobre uma faixa, mesmo em uma simples estradinha sinuosa, ele apitava. Mas vale pela segurança.

Nissan Altima SL - foto Roberto Assunção
Testamos o modelo na região de São José dos Pinhais (PR)

Outras atrações são o aviso de ponto cego – uma luz pisca se houver um carro atrás que não seja mostrado no retrovisor externo – e o detector traseiro de objetos em movimento – evita surpresas desagradáveis ao sair de uma vaga de estacionamento, por exemplo.

Durante a condução, o motorista tem à disposição freios com sistema ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica da frenagem), VDC (Vehicle Dynamic Control, controle de estabilidade) e TCS (Traction Control System, controle de tração). Se uma batida for inevitável, o modelo oferece seis airbags (dianteiros, laterais e de cortina).

"Vamos trazer o top do top em acabamento", afirma Danilo Zanetti, chefe do produto Altima da Nissan do Brasil. Para abrir o carro e dar a partida, realizada por meio de um botão no painel, basta estar com a chave no bolso. Testado em estradas de maior velocidade, trechos de pistas simples e curvas sinuosas e em algumas áreas urbanas, o Altima mostra que veio para agradar a quem procura desempenho esportivo.

Nissan Altima SL - foto Roberto Assunção
Painel em tons escuros, como deve ser vendido no Brasil

Sua agilidade empolga quem está ao volante. "Você não vai acreditar que é só 2.5", avisou Zanetti antes de nosso teste – e ele tinha razão. As respostas às acelerações são bem rápidas e a boa rigidez torcional da carroceria surte efeito mesmo nas curvas mais complicadas. Auxilia no conforto a suspensão independente. A parafernália eletrônica foi usada algumas vezes em que expusemos a quinta geração do Altima (para o brasileiro, a primeira a chegar) a situações-limite – em que o carro rapidamente corrigiu a trajetória.

Equipa o sedã a última geração do câmbio Xtronic CVT (sigla em inglês de transmissão continuamente variável), à prova de “trancos” característicos de alguns automáticos. Dotado de modo Sport, o item se encarrega de manter a melhor rotação do motor em todas as situações de direção, essa nova transmissão teve o atrito dos componentes reduzido em 40%, permitindo 15% a mais de economia de gasolina com a mesma performance.

Fazem falta borboletas atrás do volante e opção de mudança de marcha sequencial, item que existe lá fora nas versões com motor 3.5. De qualquer forma, o câmbio da versão que vem para cá não contempla opção de trocas sequenciais.

Desempenho e consumo

Dados fornecidos pela Nissan confirmam o que se sente ao volante – aceleração de 0 a 100 km/h inferior a 10 segundos, ou melhor, de 7,1 segundos (a marca chama de "vigorosa"), com velocidade máxima de 200 km/h. Tudo isso sem ter de levar fama de beberrão – são 11,48 km/l na cidade e 16,16 km/l na estrada. Na contramão da atual tendência (mas vai do gosto de cada freguês), o freio de estacionamento do Altima é com um pedal no pé esquerdo.

De resto o painel de instrumentos traz mostradores analógicos com um display central em que são mostradas, em profundidade, diversas informações do computador de bordo – trip A e B, temperatura, temperatura e até a pressão dos pneus, entre outras. No console central há uma tela de sete polegadas (o navegador não funcionava aqui e a Nissan não informou se funcionará até o lançamento), comandos do rádio, do ar, entrada USB e tomada de 12 volts.

Nissan Altima - foto Luís Perez
Antes de ser dirigido por nós, unidade foi exposta no Salão de SP

Segundo a empresa, ainda não foi definido o conteúdo exato do modelo que será inicialmente vendido no Brasil, pois ainda há flexibilidade para ajustar os pacotes e versões. Portanto ainda se espera algumas diferenças. Deve ser o caso, por exemplo, de um emblema que o Altima ostenta na tampa do porta-malas.

O brasileiro se acostumou a vê-lo como um indicador de que o carro é flex. No caso do sedã, ele vem com a inscrição "Pure Drive", uma espécie de selo de garantia de que o modelo excede as exigências nos Estados Unidos as exigências de redução nas emissões de poluentes que deverão vigorar só a partir de 2016.

Mais do que um simples lançamento, o Altima simboliza a volta da Nissan para o segmento de sedãs de luxo, cujo potencial de vendas mensal varia de 100 a 250 unidades mensais. Uma ação que está longe de ser pouco estratégica – o modelo é o último degrau em direção à Infiniti, divisão de luxo da Nissan que chega ao país em 2014. A marca espera fazer dele um modelo competitivo para o segmento, assim como já acontece nos Estados Unidos. Atributos não lhe faltam.

Nissan Altima 2.5 SL
DADOS DO VEÍCULO
Motor
 4 cilindros em linha, 16V, gasolina, 2.488 cm³
Potência 184,5 cv a 6.000 rpm
Torque 24,9 kgfm a 4.000 rpm
Transmissão automática CVT (Continuously Variable Transmission, continuamente variável)
Peso 1.410 kg
Pneus 215/55 R17
Tanque 68,13 litros
Porta-malas 436 litros
Comprimento/largura/altura/entre-eixos 4,86/1,83/1,47/2,77 (em metros)
Fabricado nos Estados Unidos
PREÇO NOS EUA
US$ 28.400 (R$ 58.840)
PREÇO ESTIMADO NO BRASIL
R$ 90 mil
ACELERAÇÃO DE 0 A 100*
7,1 segundos
VELOCIDADE MÁXIMA*
200 km/h
CONSUMO*
11,48 km/l na cidade a 16,16 km/l na estrada
DE SÉRIE
Ar-condicionado dual zone, bancos com ajustes elétricos e lombar (só o do motorista) com sistema “gravidade zero” e aquecimento, volante de couro com aquecimento, sistema “one touch” para subir e descer os vidros dianteiros, teto solar elétrico, porta-revistas atrás dos bancos do motorista e do passageiro, direção eletridráulica, sensores de mudança de faixa, botão de partida, aviso de ponto cego, detecção traseira de objetos em movimento, freios com sistema ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica da frenagem), VDC (Vehicle Dynamic Control, controle de estabilidade), TCS (Traction Control System, controle de tração), seis airbags, entre outros itens
OPCIONAIS
Não há
PRINCIPAIS CONCORRENTES
Ford Fusion, Volkswagen Passat e Hyundai Sonata
* Fornecido pelo fabricante

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