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REPORTAGEM
28/06/2011 - 14h23 Bookmark and Share
"UM MÊS COM..."
C3 Picasso: como é passar 30 dias em um cubo
Lançamento da Citroën é o mais novo modelo a encarar o teste da vida real
da Redação
Vamos passar um mês inteiro vivendo dentro de um cubo. Ou melhor, andando em um cubo. Mais: a bordo do mais recente lançamento da Citroën, o C3 Picasso. O modelo, na inédita cor Bleu Bourrasque (um novo azul...), é o mais novo a participar da seção "Um mês com...". É o mais importante lançamento da marca francesa neste ano.

Nós, de Interpress Motor, fomos um dos primeiros brasileiros a dirigir o C3 Picasso, na versão europeia, há mais de dois anos. Foram mais de 2.000 quilômetros pelo interior da França e na capital, Paris. Em uma das noites, por falta de vaga em hotel na cidade de Saint-Malo, o repórter Luís Perez teve simplesmente de dormir dentro do carro (leia aqui). Agora a convivência será no dia a dia do Brasil.

A versão que está conosco é a top de linha Exclusive, mas com câmbio manual, cujo preço sugerido é de R$ 57.400. A de entrada é a GL (R$ 47.990), a intermediária é a GLX (R$ 50.400 com câmbio manual e R$ 53.900 com automático) e a Exclusive top, com câmbio automático, chega a R$ 60.400.

Citroën C3 Picasso - foto Luís Perez
Citroën C3 Picasso, que acaba de chegar para o "Um mês com..."

Desde a versão de entrada, o carro traz direção hidráulica, ar-condicionado, computador de bordo, vidros elétricos na frente e atrás, bancos traseiros rebatíveis 1/3 e 2/3, porta-luvas refrigerado e com iluminação e tomada de 12 volts dianteira.

A versão que estamos avaliando traz ar-condicionado digital, bancos de couro, CD player com viva-voz por Bluetooth, entrada USB e para iPod (mas a conexão por Bluetooth permite executar músicas), airbag duplo, controlador e limitador de velocidade, volante de couro com detalhes cromados, sensor de estacionamento traseiro, acendimento automático de faróis, para-brisa com sensor de chuva, apoios de braço centrais dianteiros (mais úteis com a versão automática), entre outros itens.

São opcionais presentes na unidade avaliada airbags de tórax laterais dianteiros e sistema de navegação MyWay com tela colorida de 7 polegadas integrada ao painel. Já passaram pelo teste dos 30 dias os seguintes modelos: Citroën C4 Pallas, Ford EcoSport automático, Fiat Linea, Nissan Livina, Volkswagen Gol, Chevrolet Agile, Honda Civic, Fiat Novo Uno, Citroën Aircross, Honda City, Ford Fusion Hybrid e Renault Fluence.

Fale conosco Clique aqui para deixar sugestões, elogios, críticas ou dúvidas

25º dia – 21/7/2011
O que o computador de bordo tem


por Luís Perez

Nesta quinta (21) é rodízio do C3 Picasso. Espero dar 10h da manhã para levar a Júlia à escola, onde ela está fazendo um curso de férias. O carro acaba de entrar na reserva. É hora de abastecer novamente. Gasolina aditivada a R$ 2,99 o litro, entram 50,02 litros, tendo rodado 465 quilômetros. Ou seja, 9,30 km/l. Lembre-se de que fomos até o interior de São Paulo e voltamos, pela Castello Branco, em uma viagem de quase 400 quilômetros.

Citroën C3 Picasso - foto Luís Perez
C3 Picasso: R$ 150 para encher o tanque com gasolina aditivada

Brinco um pouco com o computador de bordo. Ele fornece os seguintes dados: hodômetro parcial, autonomia, consumo (e geralmente bate com o que verificamos nas medições) e velocidade média (você se espanta em ver como andamos devagar na cidade...). A mulher do Paulo Crispiniano, que andou uns dias com o carro, reclamou que o computador de bordo “desligava”. Sim, ele só funciona com a chave na ignição.

Até agora já rodamos 1.972 quilômetros com o modelo.

24º dia – 20/7/2011

AFU... Ufa!

por Luís Perez

Sempre que pego um carro qualquer e depois volto a dirigir o C3 Picasso, cometo uma pequena barbeiragem – freio bruscamente. De fato, uma característica dos carros da Citroën é uma frenagem bastante forte, em razão de um dispositivo chamado AFU (Auxílio à Frenagem de Urgência). Não é preciso fazer força nem afundar o pé. Uma segurança a mais.

23º dia – 19/7/2011
"Bonitão, né?"

por Luís Perez

Dia de me preparar para uma viagem. Visita ao centro de São Paulo, trocar dinheiro. Paro em um estacionamento central. "Este aqui é o novo Picasso? Bonitão, né?" Pela primeira vez um manobrista me aborda para falar sobre o carro, que achou original em relação ao Aircross.

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
Estamos com a versão manual; automática é boa para a cidade

No anda-e-para da cidade, pra lá e pra cá, talvez fosse melhor a opção com câmbio automático. Também noto que o console central, em que a batata da perna encosta várias vezes durante as viagens, esquenta um pouco. Talvez fosse o caso de um reforço no isolamento térmico.

22º dia – 18/7/2011
Cubo sim, cubículo não

por Luís Perez

Nesta segunda passei praticamente o dia inteiro dentro do cubo. Aliás, o cubo está longe de ser um cubículo. Espaçoso, chama a atenção de quem senta no carona. Mais de uma pessoa comentou: "O mais legal é que a coluna que a gente consegue ver na diagonal da coluna ligada ao para-brisa [referindo-se à visão panorâmica da coluna A]".

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
Visão panorâmica é um dos pontos fortes do modelo

Escapo de multas na Castello Branco graças ao controlador de velocidade. A volta, com a pequena Júlia, que passava férias na casa de familiares, também é tranquila. Chegamos a São Paulo após quase 400 quilômetros sãos e salvos.

21º dia – 17/7/2011
Aprendendo a economizar

por Luís Perez

Domingo. Resolvi driblar o trânsito da volta de finais de semana na estrada e me programei para buscar a Júlia no interior só nesta segunda (18). Então é dia de calibrar os pneus e encher o tanque. De novo com gasolina.

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
Consumo ficou melhor nas medições mais recentes

Vejamos: rodamos 428 quilômetros, completamos o tanque com 44,25 litros. Ou seja, 9,67 km/l. Estamos aprendendo a melhorar o consumo com o tempo.

20º dia – 16/7/2011
Revendo conceitos

por Luís Perez

Tudo bem, eu confesso. Já fui de achar que tudo o que era feito no Brasil não passava de gambiarra do que existe lá fora. Então no início achei que os mostradores circulares em vez de digitais eram por ser mais baratos.

Também achei que a posição inusitada da placa traseira do C3 Picasso, do lado direito da tampa do porta-malas, fosse um reaproveitamento do Aircross, pois no modelo aventureiro o pneu fica do lado esquerdo. Mas revi meus conceitos.

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
Na traseira a placa do C3 Picasso é deslocada para a direita

A tendência mundial de design são no momento mostradores do tipo analógicos. Também achei que a solução para a placa com a inscrição "Picasso" na traseira ficou muito boa. Ah, a grade dianteira também é diferente em relação ao modelo europeu.

19º dia – 15/7/2011
Completíssimo

por Luís Perez

Então o leitor pode dizer: moleza testar o C3 Picasso na versão Exclusive, que já vem completona. Sim, mas o modelo é relativamente bem equipado desde a versão de entrada, GL. Na outra ponta não necessariamente vem com todos os equipamentos que poderiam.

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
Controlador e limitador de velocidade ao alcance da mão esquerda

Quem quiser uma versão Exclusive completíssima tem à disposição os seguintes itens opcionais: airbags de tórax laterais dianteiros, pintura metálica e navegador. Dependendo da localidade, o preço pode chegar a cerca de R$ 62 mil.

18º dia – 14/7/2011
Sonhos superados

por Luís Perez

Um belo dia eu disse a alguém que, por trabalhar com teste de carros, sentia falta de ter o meu próprio automóvel, com as minhas coisas dentro, alguns objetos pessoais, meus CDs... O C3 Picasso mostra como nossos sonhos podem ficar ultrapassados.

Simplesmente todos os discos da minha CDteca foram baixados no iPod do meu iPhone e, no C3 Picasso, ouço todos sem correr o risco de que um manobrista amigo do alheio queira levar embora o álbum Double Face de Zezé Di Camargo & Luciano.

Simplesmente porque basta parear o Bluetooth e ouvir todas as músicas nos alto-falantes do carro. Quando deixo o carro com o manobrista, todos os meus CDs seguem em meu bolso, dentro do celular. Tempos modernos.

17º dia – 13/7/2011
Revisões tabeladas

por Luís Perez

Sim, a Citroën quer acabar de vez com a fama de manutenção cara. Lançou uma ofensiva de revisões a preços fixos para o C3 Picasso. A dos 10 mil quilômetros sai por R$ 297 (três parcelas de R$ 99). A dos 20 mil quilômetros, R$ 480 (três de R$ 160). A dos 30 mil quilômetros, R$ 525 (três de R$ 175). As de 40 mil e 50 mil quilômetros têm o mesmo valor da de 20 mil. A de 50 mil quilômetros é mais salgada: R$ 750 (três de R$ 250).

16º dia – 12/7/2011
Vendas apenas começando

por Luís Perez

Semana que tinha tudo para ser tranquila (sabe aquela canção, “Quando as Crianças Saírem de Férias”?), mas não é o que acontece. Muito trabalho e eventos aqui e ali. Eis que vejo um ou outro C3 Picasso na rua. Um em plena rua Cerro Corá, Alto de Pinheiros. Olho a placa para não ver se é frota de fábrica. Que nada. Uma mulher ao volante.

Vou consultar as estatísticas de vendas. No último mês, a Citroën assumiu o sétimo lugar no ranking brasileiro, à frente de Honda e Toyota, com 8.272 unidades emplacadas. No acumulado do ano, são 46.558 unidades comercializadas, um crescimento de 28,45% sobre o mesmo período de 2010.

Só agora o C3 Picasso começou a ser distribuído à rede de concessionários. Em junho foram 449 unidades emplacadas (com vendas para a rede de concessionárias superiores a 1.000 unidades).

15º dia – 11/7/2011
Melhor marca de consumo

por Luís Perez

A volta do interior, ainda neste domingo (10), teria sido completamente tranquila não fosse um engarrafamento de aproximadamente dez quilômetros provocado por fogo na mata à beira da rodovia Castello Branco. Só no quilômetro 46 o trânsito começou a fluir. Chego cansado, mas com a sensação de dever cumprido – Júlia e sua avó estão aproveitando as férias.

Hora de medir novamente o tanque. Não precisei parar em posto para abastecer nem na ida nem na volta, ao contrário do que acontece quando estou com um carro abastecido com álcool. Foram então desta vez 478 quilômetros consumindo 51,06 litros. E o C3 Picasso atinge sua melhor marca de consumo: 9,36 km/l. Certeza que a marca seria melhor não fosse o tal incêndio, provocado provavelmente por balão ou bituca de cigarro.

14º dia – 10/7/2011
Porta-malas dá banho em sedã

por Luís Perez

Domingo de sol, carro abastecido, hora de colocar a bagagem no carro. “Ah, você não está com carro grande? Não sei se vai dar para levar tudo”, observa pessimista a avó da Júlia. Seu temor tem razão de ser. Geralmente essa viagem é feita a bordo de um Honda Civic. Tudo bem que entre suas maiores qualidades não está o espaço para malas, mas é um sedã, é um carro maior.

Mais: há pouco tempo, Júlia trocou a chupeta que tanto estrago fazia em seus dentes em formação por uma bicicleta da Barbie e adorou. Era imprescindível levá-la também. Como fazer caber a bicicleta, o berço de armar e toda a bagagem para as duas, que em um carro maior sempre ficaram justinhas em um veículo maior? A resposta veio rápido: no C3 Picasso, o céu (ou melhor, o teto) é o limite.

Retirei a tampa do porta-malas, sem a qual não caberia a bicicleta sobre as malas. E não é que deu e sobrou? Só precisei deixar a tampa em São Paulo para resgatá-la depois e colocar de volta no carro. Vamos aos números: oficialmente são 403 litros.

Citroën C3 Picasso - foto Luís Perez
Modelo carrega até bicicleta, o que seria inviável em um sedã

Com os bancos rebatidos (o que não era o caso, pois iam duas passageiras no banco de trás), 1.500 litros. A largura do assoalho é de 1 metro, com comprimento útil máximo de 0,75 m. A altura é de 0,58 m, mas sem a tampa há espaço para cima para crescer. E a visão do motorista nem sequer foi prejudicada.

13º dia – 9/7/2011
8,67 km/l de gasolina

por Luís Perez

Amanhã é dia de pegar a rodovia Castello Branco e de levar a pequena Júlia e a avó para passar uns dias no interior, na casa de parentes do lado materno. Antes disso, no entanto, dou um trato no C3. Uma lavada, calibrada nos pneus e abastecimento, é claro.

Lembro que da última vez enchi o tanque de gasolina. E agora ele nem está tão vazio. Mas quero cumprir os quase 400 quilômetros sem ter de parar para abastecer. Então, vejamos: segundo nossa planilha, rodei 317 quilômetros e entraram 36,57 litros. Resultado: 8,67 km/l.

É quase o dobro do registrado anteriormente, com etanol. Facilmente explicável: com etanol rodamos na cidade, onde se gasta mais. Com gasolina, mais na estrada. E nela continuaremos. O C3 Picasso dorme na garagem o sono dos justos para amanhã cedinho seguir viagem.

12º dia – 8/7/2011
Peruas, tremei

por Paulo Crispiniano

Perez está impaciente. Precisa do cubo para, agora ele, levar a filha de 3 anos para o interior de São Paulo (coisa de 200 quilômetros para ir e o mesmo tanto para voltar). Foram bons os dias em que passei com ele.

Devolvo tendo rodado bem na estrada, testado a maciez, o GPS integrado ao painel, a suspensão macia sem ser molengona. É um carro que tem tudo para tirar mercado das peruas que outrora reinavam. Hora de pegar trechos mais longos de estrada a bordo do C3 Picasso.

11º dia – 7/7/2011
Dinheiro do café

por Paulo Crispiniano

Como vocês sabem, estamos testando o novo C3, que hoje já não é mais um carrinho de entrada. Você vai precisar de um bom pixo para comprar o mais barato: 48 pratas (o pessoal pelo jeito se acostumou nesses patamares de US$ 30 mil, como se fosse o dinheiro do café).

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
C3 Picasso: bem equipado desde a versão de entrada

Pelas 48 pratas até que vem bastante coisa. Mas para ter esse que caiu na minha mão, com computador de bordo, GPS, ar-condicionado digital, limitador de velocidade (nem sei onde liga isso no carro), é preciso mais grana ainda: pelo menos R$ 57.400. A questão é: precisamos de tudo isso?

10º dia – 6/7/2011
Desvalorização

por Paulo Crispiniano

Tudo bem, mas nessa eu fiquei vendido. Eu, não o carro. Parei no meu velho Palio Weekend Stile 1.6 2002-2003 comprado no ano da graça de 2005, quando minha primeira filha nasceu. Turrão, fui perdendo a oportunidade de passá-lo nos cobres. Não quis participar do "círculo".

Hoje prefiro não consultar mais a tabela Fipe para saber que ele desvalorizou mais 15% neste ano. Já até suspendi o seguro. Quanto o C3 vai desvalorizar agora que ele virou C3 ao cubo? Mais do que gostaríamos, acredito. Bem mais.

9º dia – 5/7/2011
Filosofadas cubistas

por Paulo Crispiniano

A vida no cubo. Tudo dentro do cubo. Cubo ao cubo. C3. Sacou? Então vamos de novo: chamava C3 e era bonitinho. Mas o C3 na matriz, na França, já era outra coisa. Era um Picasso. Um cubo. Então virou C elevado ao cubo. C³.

E assim o seu C3, que você achava até bastante bom para o serviço público, honesto e bonitinho, de uma hora para outra ficou completamente desatualizado. “Mas é assim que funciona”, me diz o Perez, otimista incorrigível. Um “círculo virtuoso”, ele continua. “Você fica com vontade de trocar de carro, você troca, a indústria produz, o país cresce.”

Uau.

8º dia – 4/7/2011
Sobra espaço atrás

por Paulo Crispiniano

Minhas filhas estavam sonolentas – nós as havíamos literalmente tirado da cama. Iam a bordo co “cubo” a Viracopos, o aeroporto de Campinas que gente que compra passagem no atacado prefere quando precisa viajar. Mal perceberam no cubo features que normalmente adorariam em qualquer carro: a mesinha de avião para fazer um lanchinho; os próprios mapas do GPS, normalmente um objeto de adoração da Vitória, 6 doces anos (é bem verdade que eu só consegui fazer aparecer esses mapas em Jundiaí, na volta, quando as meninas já tinham embarcado).

Perceberam contudo que o carro era confortável. A mãe foi com elas atrás, entre dois tipos de cadeirinhas, dessas que normalmente acabam com o resto do espaço. Mas sobrava bastante espaço assim mesmo.

Como não viram a operação noturna de colocar malas no porta-malas, não constataram que o compartimento não é assim tão generoso. Sorte nossa que a bagagem dessa vez não era digna das expedições do Richard Burton. Meu Palio Weekend (já falei dele?) nessas horas ainda dá forte no couro.

Mas o cubo é alto, 1,63 metro, diz o Perez – um Perez, aliás – e elas foram de vista panorâmica. Adoraram.

7º dia – 3/7/2011
Tomada de 12 volts na traseira

por Luís Perez

Meu amigo jornalista especializado em turismo Paulo Crispiniano me pede o C3 Picasso (já falei que tem pegada familiar, não é?) para uma nobre missão. Levar suas duas filhas (uma de 3 e a outra de 6 anos) ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), de onde partirão em férias para a casa da família da mãe, em Florianópolis (SC).

Crianças mais crescidas aproveitam melhor as mesinhas tipo avião e, com a proliferação de DVD players e joguinhos eletrônicos, é providencial a tomada de 12 volts voltada aos ocupantes do banco traseiro. Então estou entregando o carro a ele nesta noite. Vamos ver como ele se sai.

6º dia – 2/7/2011
42 kg mais leve

por Luís Perez

Já citei que me agrada mais o C3 Picasso do que o Aircross. Questão de gosto – ou sinal de que estou ficando velho. Mas o novo modelo me parece mais leve na condução. Resolvo consultar os universitários e constato que a diferença nem é tão grande assim.

Com mesmíssima motorização, o C3 Picasso pesa 1.362 kg, contra 1.404 do Aircross. Ou seja, apenas 42 kg de diferença – peso de uma criança, ou melhor, dos penduricalhos que o Aircross tem a mais. Talvez seja um efeito mais psicológico.

5º dia – 1º/7/2011
Primeiro consumo, 4,86 km/l

por Luís Perez

Virada de mês e chega ao fim o primeiro tanque. Quando o carro chegou da Citroën, tomei o cuidado de perguntar com que combustível ele estava abastecido. Resposta: etanol. Tratei então de novamente completá-lo para realizar uma medição mais fiel. E aí vai: com o derivado da cana, rodamos 260 quilômetros.

Ao completar o tanque, entraram 53,55 litros (estava quase vazio, pois são 55 litros de capacidade). Resultado: 4,86 km/l. Era o que o computador de bordo marcava. Com o etanol encarecendo de novo e na perspectiva de realizar algumas viagens, tratei de abastecer agora com gasolina.

4º dia – 30/6/2011
Opinião infantil

por Luís Perez

Último dia de aulas escolares. Embora isso cause fúria a alguns leitores, hora de colher a opinião de alguém da família que vai usar o carro (e muito): a pequena Júlia, de 3 anos. Ela gosta de ser independente, de entrar sozinha pela porta de trás. Invariavelmente dá a volta na cadeirinha pelo assoalho (no C3 europeu tem um porta-objetos; no nacional, não) e senta sozinha na cadeirinha.

No modelo, ela tem certa dificuldade. Apesar das dimensões compactas, o carro é alto. Ela comenta: “É grande este carro, né?”. Mas finalmente senta na cadeirinha, espera ser presa pelo cinto e pede no mesmo instante para baixar a mesinha tipo avião. Gosta de tomar um suco.

Citroën C3 Picasso - foto Luís Perez

Citroën C3 Picasso - foto Divulgação
Júlia baixa a mesinha (no alto); espelho permite observá-la (acima)


Do banco da frente, graças a um espelho convexo retrátil, consigo ao mesmo tempo prestar atenção no trânsito atrás de mim e também na pequena. Sim. O C3 Picasso tem forte pegada familiar.

3º dia – 29/6/2011
Agilidade manual

por Luís Perez

Às vezes me sinto um ser estranho. Eu gosto de carros com câmbio manual. Sim, poderia ter testado o C3 Picasso automático. Mas sinto prazer em cambiar as marchas e ter domínio da força do motor nas mãos. Há impressão de que tudo fica mais ágil (se bem que com as caixas automáticas modernas, é mais impressão do que outra coisa).

O carro não faz feio no trânsito urbano (onde de fato, para o pé esquerdo, o automático faz falta). O motor 1.6 flex oferece 110 cv com gasolina a 113 cv com etanol. Começamos abastecendo com etanol e o primeiro tanque já está quase no fim. Mas o combustível está encarecendo. E vêm algumas viagens por aí. Acho que será inevitável migrar para a gasolina. A conferir,

2º dia – 28/6/2011

Navegação intuitiva


por Luís Perez

Ao contrário do que ocorre com outros veículos, os comandos do sistema de navegação do C3 Picasso é bastante intuitivo. É possível acessá-lo rapidamente pela tecla "NAV" no painel de instrumentos e escrever, por meio de um sistema de busca de letras, o endereço desejado.

Citroën C3 Picasso - foto Luís Perez
Sistema de navegação do modelo na hora do rush

É possível deixar o mapa em segundo plano ou aparecendo totalmente na tela de 7 polegadas. O sistema inclui mais de 1.300 cidades mapeadas e cerca de 1 milhão de pontos de interesse, como restaurantes, postos de gasolina e concessionárias.

1º dia – 27/6/2011
Vocação de minivan


por Luís Perez

Chego à garagem com o C3 Picasso. Não é um carro que chame a atenção pelas ruas. Nem o porteiro faz a costumeira festa. Mas preciso dizer que, pessoalmente, gosto mais dele do que do Aircross. Não sou muito adepto dos tradicionais penduricalhos dos modelos "aventureiros".

Simpatizo com o visual mais limpo e prático do novo Citroën. A posição de dirigir também é um capítulo à parte. Com 1,63 metro de altura, o modelo proporciona aquilo que a marca chama de visibilidade panorâmica. Um quê de minivan. Ou de utilitário, sem sê-lo. É um automóvel que dá vontade de ter na garagem.


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