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REPORTAGEM
17/12/2010 - 12h38 Bookmark and Share
"UM MÊS COM..." - EXCLUSIVO
Teste mostra como é o dia a dia do Fusion Hybrid
Sedã da Ford que traz tecnologia pioneira para o Brasil custa R$ 133.900
da Redação
Interpress Motor realizou, com exclusividade na imprensa automobilística brasileira, o primeiro teste de fôlego de um automóvel híbrido comercializado no Brasil. A Ford topou o desafio e cedeu o recém-lançado Fusion Hybrid para participar da seção "Um mês com...", que desvendou, em primeira mão, como é ter um veículo do gênero por aqui para uso no dia a dia.

Durante o teste analisamos o comportamento do veículo "full hybrid" (híbrido total) no cotidiano e suas intercorrências. O automóvel é impulsionado por um motor a gasolina e outro elétrico, integrados na transmissão e uma bateria de alta capacidade (250V-275V), para tracioná-lo. A bateria é recarregável pela própria ação energética do veículo (durante as frenagens, por exemplo), sem que seja necessário ligá-lo a uma tomada.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Ford Fusion Hybrid chega para nosso teste dos 30 dias

Funciona assim: em geral apenas o motor elétrico atua quando a velocidade é inferior a 75 km/h. Ou seja, quanto maior o anda-e-para dos engarrafamentos, melhor. Nessa hora o carro praticamente não polui nem consome gasolina. Quando é necessário recarregar a bateria automaticamente ou quando o carro desenvolve velocidades mais altas, o motor a gasolina entra em ação. O resultado é um carro de grande porte, com 1.687 kg, com consumo de 1.0 – segundo a Ford, mas mediremos no teste, 16,4 km/l na cidade e 18,4 km/l na estrada.

Para não causar nenhum tipo de preocupação em relação à nova tecnologia, a Ford oferece oito anos de garantia para a bateria de níquel-metal, desenvolvida em parceria com a Sanyo (para o veículo como um todo, três anos). O preço de ter essa tecnologia nova é de R$ 133.900 (o equivalente só a gasolina custa R$ 82.160).

Ao final dos 30 dias de testes, os leitores têm à disposição, abaixo, um dossiê completo de como é rodar com um automóvel inovador, que aponta para o futuro.

Galeria de fotos Confira uma galeria do Fusion Hybrid testado.

32º dia – 17/1/2011
3.342,8 quilômetros depois...

por Luís Perez

Chega ao fim a empreitada do "Um mês com..." o Fusion Hybrid, a primeira avaliação de longa duração de um carro do gênero feita por um veículo especializado no setor automobilístico no Brasil. Rodamos mais do que o dobro da média do motorista nesse período: foram 3.342,8 quilômetros. Gastamos em abastecimento R$ 605,31, sempre lembrando que o primeiro tanque veio cheio da Ford e estava com três quartos neste final de teste.

A cada tanque íamos aprimorando a economia de combustível. Em um consumo "ideal", não custaríamos a chegar à marca fornecida pela Ford, que é de 16,4 km/l na cidade e 18,4 km/l na estrada. Tudo bem que os R$ 51.740 de diferença entre a versão 2.5 e a híbrida não se paguem em pouco tempo – coisa de 16 anos, sendo que o consumidor desse tipo de carro fica de dois a quatro anos apenas com o veículo.

Óbvio que houve leitor escrevendo "ah, então não é vantagem, prefiro um veículo diesel". Esse leitor provavelmente não tem filhos e/ou pouco se importa em como estará o planeta daqui a algumas décadas. Sim, a diferença de preço é enorme, mas se trata de uma tecnologia nova e, como tal, quem tiver dinheiro para pagar por ela neste início que o faça.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
O Ford Fusion Hybrid que passou um mês conosco

Sei que vale muito a pena e não houve um único incômodo (fora os pedestres distraídos e o porta-malas menor) causado pelo fato de o Fusion avaliado ser híbrido. Pelo contrário. É muito interessante pensar que você pode colocar combustível no posto de sua preferência em São Paulo, viajar até o Rio e voltar, sem precisar abastecer em nenhum outro local.

Registramos sim vários contratempos inerentes à cidade em que vivemos – um quase assalto, um pneu rasgado por um buraco submerso... – e ainda assim a marca de 14 km/l registrada pelo modelo, sempre com o ar-condicionado ligado, foi melhor do que o 1.0 mais pé-de-boi. Apesar do desembolso inicial, a comodidade e a economia que se faz, aliado ao fato de não estar poluindo tanto o planeta, dão uma grande sensação de leveza.

Em que pese o fato de ainda ser mercadologicamente difícil, em razão do preço mais elevado, o Fusion Hybrid é um modelo altamente recomendável. Os porquês você confere abaixo, nos relatos dia a dia de como foi nosso teste.

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31º dia – 16/1/2011

Carro da presidenta

por Luís Perez

Você já deve ter visto o Fusion Hybrid na TV. E não foi em comerciais. No final de outubro, um exemplar do modelo foi cedido à Presidência da República em regime de comodato, fazendo dos chefes de estado brasileiros um dos primeiros a rodar com um veículo com essa tecnologia.

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30º dia – 15/1/2011
Todos os CDs a bordo

por Luís Perez

Durante este teste, procurei não abordar tantas questões que não tivessem relação com o fato de a versão ser híbrida. Não custa citar, no entanto, que o Fusion híbrido traz inúmeras comodidades do modelo apresentado em maio de 2009.

Um exemplo é o sistema Sync, elaborado especialmente para a Ford pela Microsoft, que inclui CD/DVD/MP3 player Sony com conexão para iPod, USB e celular Bluetooth, com jukebox capaz de armazenar até 10 GB de músicas e imagens. Permite comandar as funções de ar-condicionado (de duas zonas), áudio e telefone por voz ou com toques na tela de oito polegadas.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
iPod do iPhone pareado e todas as músicas no sistema de som

Para mim, o mais importante é o fim das dezenas de CDs ou pen drives ocupando espaço no veículo. Basta parear o celular ou o MP3 player por Bluetooth para "levar" todos os seus CDs a bordo, sem o risco de perdê-los ou riscá-los. E o som é fantástico (Dolby 5.1 Surround, com 390 Watts e 12 alto-falantes).

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29º dia – 14/1/2011
Motorista curioso emparelha

por Luís Perez

Estou na rua Guaicurus, no bairro da Lapa (zona oeste de São Paulo). Uma picape Toyota Hilux cabine dupla se aproxima e faz questão de emparelhar comigo no semáforo. A bordo, um casal. O motorista gesticula, mas o sinal abre e eu parto. Ele vai atrás. Mais um sinal fechado. Emparelha de novo. Pede que eu desça o vidro. Ele pergunta: "Ei, está gostando do carro? Como é a potência? Tudo normal?" Respondo que sim, que é como a versão a gasolina. O sinal abre de novo. Foi uma das raras vezes em que fui abordado nesse quase um mês de avaliação.

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28º dia – 13/1/2011
Até uma criança já sabe...

por Luís Perez

Quando fizemos no site o primeiro teste do "Um mês com...", com o Citroën C4 Pallas, chegamos a trazer a pequena Júlia da maternidade com o sedã. Hoje aos dois anos e nove meses, ela palpita sobre o carro, se arrisca a mexer em alguns comandos e adora brincar de dirigir quando visito alguma concessionária.

Nesta semana começou seu curso de férias. Quando vou buscá-la na escola, abro a porta traseira direita do Fusion para colocá-la na cadeirinha. Eis que ela se vira para o porteiro da escola e, por iniciativa própria, diz: "Esse carro não faz barulho...". Chama a atenção do funcionário, que se aproxima para verificar a novidade. E dispara perguntas sobre o carro.

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27º dia – 12/1/2011
Configurações dos instrumentos

por Luís Perez

Além de ajudar a economizar combustível, o trânsito parado de São Paulo nos permite fuçar à vontade nas configurações do mostrador de instrumentos. No Fusion Hybrid é possível configurar o grupo de instrumentos de LCD. Há quatro níveis de informação, que a Ford chamou de Informa (Inform), Destaca (Enlighten, numa tradução literal, "esclarece"), Acopla (Engage) e Autoriza (Empower).

O carro veio no modo Acopla e foi com ele que me senti mais confortável. As letras "EV" que aparecem de vez em quando se referem ao veículo quando ele está rodando no modo "veículo elétrico" (elas se referem a essa sigla em inglês). Elas, bem como o medidor de energia bipartido (mostra quando o motor a combustão ou elétrico atua) aparece no modo Acopla. No Destaca, há conta-giros. No Autoriza é possível visualizar o medidor de energia nos acessórios. No Autoriza, do veículo como um todo.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Mostradores no modo Acopla trazem medidor de energia bipartido

Um leitor me sugeriu descer a rodovia dos Tamoios freando, para carregar bem a bateria. Bem, não é preciso. Raras vezes ela chegou ao nível máximo, mas a energia é gasta e reconstituída o tempo todo durante a condução. A vida é assim mesmo... Também é possível configurar idioma (mas não tem português, apenas inglês, espanhol e francês), unidades, entre outras.

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26º dia – 11/1/2011

Ultrapassamos a marca dos 14 km/l

por Luís Perez

E não é que o consumo do Fusion Hybrid melhora a cada abastecimento? O quarto tanque se foi e hoje voltamos a medir. Rodamos 821 quilômetros com 58,37 litros, o que resulta em 14,06 km/l. É o novo recorde do nosso teste. Pelo visto, assim como o vinho, a condução do modelo faz o consumo melhorar com o tempo.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Pronto para dirigir: no alto, sinal da esquerda; acima, o da direita

Ah, um leitor me escreve pedindo que ilustre com fotos o que aparece no painel quando, mesmo sem ruído de motor, o carro está ligado, bastando engatar a marcha "D" (drive) e acelerar. Pois bem, a resposta está aí em cima. Do lado esquerdo, logo que se vira a chave pela primeira vez, aparece "Ready to drive" (pronto para dirigir), com uma flechinha verde sob o desenho de um carrinho, na mesma cor. Depois essa inscrição some e, do lado direito, fica apenas o carrinho com a flechinha. Sinal de que basta acelerar.

Ainda sobre a observação de um leitor: no dia de ontem postamos uma imagem do documento do carro, onde se lê como cor predominante o prata, sendo que o veículo é preto. Entrei em contato com a Ford, que esclareceu se tratar de um erro de digitação na confecção do documento. Isso será reparado tão logo o carro se reintegre à frota da fabricante.

Até agora já rodamos 3.112,2 quilômetros com o carro.

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25º dia – 10/1/2011

IPVA de carro a gasolina


por Luís Perez

Alguns leitores escrevem para perguntar como é taxado o Fusion Hybrid no que diz respeito a alíquota de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Bem, enquanto não houver regulamentação a respeito e híbridos no Brasil, o que vale no CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo) são os dados do motor a combustão. Por isso consta do documento que o modelo tem motor de 2.488 cm³ de cilindrada e 158 cv (cavalos) de potência.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Documento do Fusion Hybrid: carro licenciado em Camaçari (BA)

Pesquisei ainda sobre o IPVA. Como o modelo é licenciado na Bahia (a Ford tem fábrica em Camaçari, cidade da região metropolitana de Salvador), sua alíquota é de 2,5% (no Estado de São Paulo é de 4%) sobre o valor venal. O imposto total em 2011 sai por R$ 2.571,81 ou três parcelas de R$ 902,39 (o que resulta em R$ 2.707,17 no total), com cota única ou primeira parcela vencendo em 16 de março.

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24º dia – 9/1/2011
Carro de polícia

por Luís Perez

Em agosto do ano passado, o Fusion Hybrid como o que estamos testando começou a substituir os beberrões Chevrolet Impala da polícia de Nova York. Serão 102 unidades do modelo, que participará do esforço de diminuir em até 30% a emissão de poluentes provenientes de veículos na cidade nos próximos sete anos.

Ford Fusion híbrido da Polícia de Nova York - foto Divulgação
O modelo foi adotado pela polícia de Nova York no ano passado

As vendas do modelo nos EUA começaram em março. Em outubro já foi a atração da Ford no Salão de São Paulo e, agora, o veículo começa a ser vendido no Brasil.

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23º dia – 8/1/2011
Tomada a bordo

por Luís Perez

Outro dia produzi uma reportagem, para uma revista mensal, sobre um equipamento que converte a energia do acendedor de cigarros para uma tomada, com essas encontradas em  casa. Sim, as famosas tomadas de 110 volts. Pois o Fusion híbrido tem uma, na parte traseira do console.

Ford Fusion Hybrid - foto Divulgação

Ford Fusion Hybrid - foto Divulgação
Tomada de 110 volts do Fusion Hybrid: padrão americano

O detalhe é que equipamentos comprados no Brasil agora precisam de um adaptador, pois o novo padrão das tomadas brasileiras é de uma bizarrice sem precedentes. Mas a tomada do Fusion é muito útil para ligar pequenos equipamentos, como geladeirinhas ou mesmo um DVD player. E o melhor: vem no carro, sem riscos maiores de um objeto estranho descarregar a bateria.

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22º dia – 7/1/2011
Uma pequena palestra

por Luís Perez

Nestes últimos dias o trabalho recomeçou. Por conta disso, tive uma nova viagem ao interior (mais 400 quilômetros) para levar a pequena Júlia à casa de parentes e, em seguida, mais eventos em São Paulo. Depois de passar por alguns apertos causados por manobristas que não conhecem a tecnologia híbrida, passei a dar uma pequena palestra sempre que chego a algum lugar com o Fusion Hybrid.

Ao deixar o carro no Sofitel da Vila Mariana (zona sul), expliquei que se tratava de um carro que funcionava no início com motor elétrico. O manobrista: "Ah, nós sabemos. O carro foi lançado aqui. No início também apanhamos, mas agora já sabemos como é". Na sexta (7) foi a vez de esclarecer os profissionais que trabalham no Renaissance: "Avise ao pessoal que vai trazer o carro que ele só tem de verificar se acendeu a luz verde com um carro sobre uma flechinha no painel. É sinal de que o carro está ligado".

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
A chave do carro; não seria melhor ligá-lo por um botão?


Pois é. Não seria mais lógico que o carro tivesse, em vez de chave, um botão (ou, para fazer uma analogia mais próxima a equipamentos elétricos, um interruptor)? Em vez disso, ele tem uma chave com quatro botões: o de abertura, o de fechamento, o da tampa do porta-malas (é preciso pressioná-lo duas vezes) e o de pânico, já “usado” pela pequena Júlia uma vez, em uma padaria. O atendente veio me alertar: "É o alarme do seu carro que está tocando".

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21º dia – 6/1/2011
Terceiro tanque se foi

por Luís Perez

Nosso teste de um mês completa três semanas e lá se foi mais um tanque de gasolina. Estamos propositalmente rodando mais do que um motorista médio (coisa de 1.500 quilômetros por mês), justamente para termos condições de realizar várias medições de consumo. Desde 17 de dezembro, foram 2.282,7 quilômetros percorridos tanto em cidade quanto em estradas.

Nesta terceira medição de consumo, esperávamos um resultado ruim em razão do contratempo do pneu furado. Pneu sem as condições ideais de rodagem (e o estepe também não parece ajudar...) fazem com que o consumo de combustível aumenta. Mas ocorreu o contrário. O Fusion Hybrid bateu o recorde de consumo.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Terceiro tanque registra o menor consumo do Fusion

Foram percorridos 826 quilômetros com 60,32 litros, o que resulta em 13,69 km/l (os dois registros anteriores foram 11,99 km/l e 13,42 km/l). Pelo que estamos percebendo, ainda é possível ir mais longe, algo que ainda faremos com o modelo. Mas como o teste é o da "vida real"...

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20º dia – 5/1/2011
Pneu mais caro e muitas dúvidas

por Luís Perez

Fui à concessionária e a troca do pneu foi relativamente rápida. Só que preciso fazer uma correção. O funcionário para quem liguei ontem havia me informado o preço incorretamente. Em vez de R$ 790, o pneu na verdade custa R$ 1.050. Segundo o responsável pela área de serviços que me atendeu, por algum motivo o atendente por telefone (e olha que não me identifiquei como jornalista...) me informara o preço sem impostos. Um engano. Importante é que tive o pneu trocado, o estepe colocado no lugar e imediatamente peguei a estrada para rodar mais cerca de 400 quilômetros.

Desde que o teste do Fusion Hybrid começou, recebemos cerca de 80 mensagens de leitores, com os mais variados tipos de dúvida – que vamos procurando responder aos poucos, durante esta jornada. Especialmente hoje chegaram algumas bem pertinentes. Rodolfo, empresário de Ourinhos (SP), perguntou se a velocidade inferior a 75 km/h o carro não consome combustível.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Pneu novinho colocado no Fusion Hybrid: R$ 1.050

Veja bem, não é que o motor a combustão não funciona com velocidade menor. É interessante dosar o pé direito no pedal do acelerador e verificar esse comportamento. Mesmo a velocidades mais baixas, caso o veículo precise de fôlego para vencer um obstáculo (sair numa subida, por exemplo), o motor a combustão será sim acionado. Ele também é solicitado para recarregar a bateria do motor elétrico. Enfim, em várias situações vemos o motor a combustão atuar a menos de 75 km/h.

Complementando, o leitor Haroldo Fiuza, de Fortaleza (CE), quer saber se, quando o motor a combustão entra em ação, após 75 km/h, ouve-se o tradicional motor de arranque acionando o motor a gasolina ou se ele assume o comendo de forma discreta. Haroldo, é até divertido desligar o rádio e ouvir os motores "trocando figurinhas". Como eu disse, os 75 km/h não são uma fronteira inexorável. O motor a combustão pode atuar antes. Para o leigo, no entanto, a passagem de bastão ou o trabalho em conjunto é quase imperceptível. Quem gosta de carros ouve, sim, o motor a combustão atuando. Mas é algo feito naturalmente, sem trancos (até porque o câmbio é CVT) ou maiores ruídos.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
O estepe é menor e menos confortável para dirigir

Por fim respondo a um leitor que se identificou como JL Duran (não sei se é nome mesmo ou pseudônimo...), mas que se mostrou muito atento e que fez uma observação extremamente pertinente. Ele notou que as quilometragens que aparecem nas fotos com as mensagens no painel, de pressão baixa e falha no sensor, respectivamente, deveriam estar com os números invertidos: junto à mensagem de pressão baixa, a quilometragem é mais alta do que na de falha (pretensamente a chegada ao borracheiro). Acontece que as duas imagens são ilustrativas, para mostrar ao leitor o que aparece no painel. Confesso que, quando o pneu bateu no buraco e apareceu o aviso, a última coisa que eu pensei em fazer foi sacar a câmera e fotografar o aviso. Queria achar um lugar seguro para estacionar o mais rápido possível, antes que ele murchasse completamente. Mas o aviso de pressão baixa estava lá.

Acontece que, depois que o estepe é colocado, as duas mensagens ficam se alternando – ora aparece a de pressão baixa, ora de falha no sensor. Mas a ordem em que as coisas aconteceram foi essa. O consultor na autorizada me explicou ainda que não se deve dirigir a mais de 80 km/h com o estepe. Sim, é um pneu menor, o carro fica mais ruidoso e menos estável. Não só incomoda dirigir assim por muito tempo como fica-se completamente inseguro sem estepe.

Os dois avisos só cessam quando o pneu "titular" é recolocado. Foi o que eu fiz no começo da tarde desta quarta (5) e segui viagem. A dirigibilidade voltou a ser perfeita. Mesmo na volta a São Paulo, com chuva torrencial, o carro passava segurança extrema.

Espero ter respondido boa parte das dúvidas dos leitores que nos escreveram hoje.

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19º dia – 4/1/2011
Pneu caro

por Luís Perez

Vou ao borracheiro mais próximo de casa, na zona oeste. Ele examina o pneu e chega à conclusão de que o melhor mesmo seria substituí-lo. "Mas é possível vulcanizar", diz. Quanto sai? R$ 150.

Só que, como o carro ainda rodou um pouco com o pneu murcho, a banda foi danificada mais do que seria desejável. Ou seja, a segurança poderia ficar comprometida, com o pneu estourando em plena estrada. Com o estepe no lugar do pneu original, o painel passa a indicar falha de sensor (que só existe no "titular").

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Borracheiro mostra rasgo; painel passa a indicar falha no sensor

A solução é adquirir um novo. Apesar de o buraco ter sido fatal para o pneu, aparentemente a roda não foi danificada. Ligo para uma concessionária. O pneu do Fusion custa R$ 790, enquanto a roda, caso fosse necessária a troca, sairia por R$ 1.480. É, devo levar o pneu nesta quarta (5) para realizar a troca.

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18º dia – 3/1/2011
Batida seca, pneu rasgado

por Luís Perez

Andando por uma rua escura da cidade, chuva fraca, eis que de repente só sinto a batida seca. Sim, era um buraco, pela intensidade da batida, dos grandes, disfarçado por uma poça d'água. Imediatamente acende a luz indicadora no painel de instrumentos, com a inscrição, em inglês: "Pressão baixa do pneu", com o famoso desenho de um pneu murcho com um ponto de exclamação dentro.

Tudo bem, a gente quer testar o Fusion Hybrid em situações reais, mas o perrengue não precisaria ser desse tamanho – simplesmente não havia lugar seguro onde parar. Resolvo sentir a dirigibilidade do carro, que não era das piores. Ando ainda algumas centenas de metros, até encontrar um local iluminado. Desço para conferir o tamanho do estrago.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Batida seca em um buraco e aviso no painel: pneu murcho

Sim, o pneu estava quase totalmente murcho. Retiro o estepe do porta-malas (ufa, pelo menos não era no assoalho...) e, sem grandes dificuldades, coloco no lugar do dianteiro esquerdo. Imediatamente percebo um rasgo. Dependendo da profundidade, é possível vulcanizar.

Consigo rodar ainda cerca de 60 quilômetros, torcendo para não ser vítima de mais um buraco traiçoeiro e procurando um borracheiro na volta para casa. Nada feito. Tudo fechado. O pneu que equipa o Fusion é Michelin, P225/50 R17. O estepe, para não ocupar muito espaço no porta-malas, é menor (T145/80D16).

Foi-se o tempo em que se dava uma garibada no pneu furado e deixava o estepe rodando. Estepe é estepe e deve ser tratado como tal. É preciso consertar (se tiver conserto) ou substituir o pneu danificado, colocando o estepe de volta em seu compartimento. Amanhã vou cedo a um borracheiro.

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17º dia – 2/1/2011
Ar-condicionado elétrico

por Luís Perez

Na rua pouca gente nota que o Fusion é híbrido. Quando ele para e alguém vê os emblemas, nos enchem de perguntas. Ontem um motorista disparou logo três: "Recarrega na energia solar?", "Tem de colocar na tomada, não tem?" e "E o ar-condicionado, funciona mesmo com o motor elétrico?"

Bem, as duas primeiras já respondemos. Não usa energia solar nem recarrega na tomada. A energia do motor elétrico vem das frenagens e do motor a combustão. Sobre o ar-condicionado, há outro detalhe interessante: ele é diferente, é elétrico. Ou seja, não depende do motor a gasolina para acionar o compressor, não retirando potência da tração.

Em outras palavras, ele funciona mesmo com o trânsito parado, garantindo a temperatura desejada (é dual zone) mesmo nos dias quentes...

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16º dia – 1º/1/2011
Parece avião

por Luís Perez

Além do sensor de estacionamento traseiro, do detector de carros em ponto cego e da câmera de ré, o Fusion Hybrid tem o mesmo sistema de alerta de tráfego cruzado que existe no crossover Edge.

Se você vai sair de uma vaga de estacionamento e outro carro se aproxima na perpendicular, o carro emite um aviso sonoro e um alerta surge escrito no painel. O sedã é grande e, por conta disso, o equipamento é muito útil.

Sem exagero, são tantos os comandos que existem à disposição do motorista para ajudar na dirigibilidade que dá até para lembrar dos comandos de um avião...

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15º dia – 31/12/2010
Dois homens adultos

por Luís Perez

Boa parte dos leitores que escrevem estão felizes com o desenrolar do teste. Outros pedem detalhes mais técnicos, como se a proposta não fosse justamente fazer observações sobre o comportamento do veículo no dia a dia.

Sim, nós pincelamos dados técnicos na medida em que eles nos interessam para comprovar ou refutar uma tese. Um desses internautas nos cobra detalhes sobre o comportamento dinâmico do Fusion Hybrid em relação à versão normal.

É, gostaríamos de ter muito o que dizer. Mas não temos, o que é muito bom. As especificações técnicas do modelo híbrido em relação ao 2.5 são exatamente as mesmas quando se fala em suspensão. Muda um pouco apenas o peso.

Enquanto a versão apenas a gasolina tem 1.563 kg, a híbrida pesa 1.687 kg. Enquanto o eixo dianteiro pesa 935 kg na versão normal e 991 kg na híbrida, o traseiro tem 628 kg e 696 kg, respectivamente. Um peso nada do outro mundo – algo como dois homens adultos.

Na versão a gasolina, o peso bruto total é de 1.949 kg (1.063 kg no eixo dianteiro e 929 kg no traseiro), enquanto a híbrida tem 2.073 kg (1.099 kg na frente e 974 kg atrás). Absolutamente nada muda em termos de quantidade de óleo no motor e sistema de refrigeração.

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14º dia – 30/12/2010
"Tem segredo, patrão!?"

por Luís Perez

Já estava demorando para acontecer. Vou tomar um café na Galeria dos Pães, lanchonete badaladinha da região dos Jardins. Paro o Fusion híbrido com o manobrista no estacionamento. Na hora de ir embora, outro manobrista vem até mim e pergunta: "Seu carro tem segredo, patrão!?" Eu: "Não, por quê?". Ele: "Porque não quer pegar".

Eu então sorrio e vou até o estacionamento para dar uma pequena aulinha técnica. "Está vendo? Não faz barulho nenhum. Para saber se já pode andar, é só ver se há essa flechinha verde com um carrinho em cima no painel". Logo forma-se uma rodinha de manobristas. Todos ficam maravilhados com o "carrão elétrico". Pois é, eles precisam se preparar para esse futuro.

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13º dia – 29/12/2010
Mais leve

por Luís Perez

Meu passatempo predileto por São Paulo, nestes dias em que me recuso a viajar (para não ter dor de cabeça) é passear pela cidade de carro. Vazia com bem que poderia ser, a metrópole pode ser desfrutada sem trânsito. Vou ao bairro que quero e não paro a não ser nos semáforos.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Fusion Hybrid na marginal Tietê: quando mais trânsito, melhor

Nesta quarta tive de levar uma pessoa ao aeroporto de Guarulhos. Na volta, muito trânsito na marginal Tietê. Discordo de um leitor que me escreveu dizendo que "ah, se o Fusion Hybrid é tão mais caro, melhor comprar um carro diesel". Não acho. A gente se sente mais leve sabendo que está poluindo quase nada o ar.

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12º dia – 28/12/2010
Consumo melhora

por Luís Perez

Mais uma viagem ao interior de São Paulo. Mais cerca de 400 quilômetros rodados. Com o segundo tanque, o Fusion Hybrid rodou 781,60 quilômetros. Foram 58,24 litros. Média agora de 13,42 km/l, melhor do que no tanque anterior, quando foram 11,99 km/l.

Já rodamos bem com o modelo – cerca de 1.500 quilômetros em 12 dias. O trânsito tem estado bom em dezembro, o que não favorece o uso do motor elétrico, pois desenvolvem-se velocidades mais elevadas e pegamos muitas estradas.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Comandos do controlador de velocidade estão integrados ao volante

Nessas condições é essencial o controlador de velocidade, facilmente regulável por botões integrados ao volante. Aliás, hoje esbarrei em um deles e acionei, sem querer, o comando de voz. O comportamento do sedã em nada difere em relação ao normal.

Vale ressaltar que não é uma ação em que, exatamente, a partir de 75 km/h, o motor elétrico passa o bastão ao movido a combustão. O carro se encarrega de, da maneira mais coerente possível, fazer com que os dois trabalhem integrados – e o motorista vê o trabalho de cada um no painel.

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11º dia – 27/12/2010

Um quase assalto

por Luís Perez

Em um dos cursos de direção defensiva que fiz, o instrutor especialista em segurança disse algo de que nunca mais me esqueci: que parece que há pessoas que atraem assaltos no carro, enquanto outras parecem protegidas por uma redoma. Acredito muito nesse pensamento. Conheço gente que é seguidamente assaltada em semáforos, chegando a ser roubada duas ou três vezes na mesma semana. Eu nunca fui roubado. "Nunca" é exagero. Já fui. Mas sempre estava com outra pessoa (o que me leva a crer que ela era a azarada).

Mas também não costumo marcar bobeira. Deixo uma distância relativa em relação ao veículo da frente e demonstro sempre estar ligado. Não foi diferente na noite de ontem, quando parei com o Fusion Hybrid no Jaguaré (zona oeste de São Paulo), no semáforo da avenida Torres de Oliveira para entrar à direita na avenida Jaguaré.

Ford Fusion Hybrid - foto Divulgação
Capô aberto: arrancada com motor elétrico não faz barulho

Um rapaz em atitude um tanto suspeita parecia que iria atravessar a rua normalmente. Em vez disso, desvia, passando do meu lado (eu o acompanho pelos retrovisores) e me observando. Ele então contorna o carro e resolve voltar pelo outro lado. Através do retrovisor externo direito, vejo ele se aproximar do vidro do passageiro do banco da frente. Só que não espero para ver (não avistei arma, nada, até porque estava escuro...) e, não vendo nenhum carro vindo da avenida Jaguaré, acelero, uma fração de segundo antes de o sinal ficar verde. Só que o Fusion híbrido, ao acelerar, sai direto, sem fazer barulho algum.

Se ele vinha para me abordar, não sei. Sei que a atitude foi bem suspeita. E, se era um ladrão, foi pego de surpresa pela partida absolutamente silenciosa do veículo. Sei que a regra manda não acelerar quando se é abordado (muita gente morre atingido por uma bala nas costas). No caso, parti antes de qualquer abordagem.

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10º dia – 26/12/2010
Anda-e-para na estrada

por Carol Lima*

Viajar de carro é sempre muito gostoso. Pegar uma estrada bacana pra deixar a mente livre, esquecer dos problemas e testar alguns equipamentos (e limites) do automóvel. Mas nessa época de festas de fim de ano, o que sempre foi prazer acaba se tornando uma fonte de dores de cabeça, ainda mais com essa chuva que parece não dar trégua.

Voltando do interior de São Paulo, onde passei o Natal com a minha família, peguei a rodovia Castello Branco mais congestionada que a avenida Paulista na hora do rush. Posso dizer que, se o limite de velocidade ali é de 120 km/h, foram poucas as vezes em que o motor a combustão precisou entrar em ação (lembrando que ele é acionado quando a velocidade ultrapassa os 75 km/h).

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Fusion Hybrid: prova de que não precisa ser pé-de-boi

Se pelo lado da economia de combustível isso foi vantajoso, o percurso beirou a monotonia com o fatídico anda-e-para. Então pude, pelo menos, aproveitar alguns confortos do Fusion, como ótimo sistema de som e o ar-condicionado potente. Outro ponto importante foi sentir segurança atrás do volante, o que o modelo transmite certamente.

Já falei dos freios supereficientes, mas há também o sistema de monitoramento de pontos cegos, sensor de pressão dos pneus, controle de tração e sensor de chuva – providencial para o dia de hoje. Além disso, se algo der errado, os passageiros contam com sete airbags para protegê-los do pior. Faltou só a tração integral, que ajudaria a segurar o sedã nas vezes que ele aquaplanou.

Mas é legal constatar que o Fusion Hybrid não deve nada ao modelo convencional. Não é porque um carro é “verde” que precisa ser modesto, certo?

* Carol Lima é jornalista

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9º dia – 25/12/2010
Outros testes de consumo

por Carol Lima*

Fui ler algumas matérias que já saíram a respeito do Fusion Hybrid para ver se é normal o consumo de 12 km/l que registramos. A ideia foi verificar em veículos que também fazem o teste por conta própria. Na revista "Quatro Rodas", o resultado foi muito semelhante ao nosso: 11,8 km/l na cidade e 13,3 km/l na estrada.

Já no teste publicado pela "Folha", que é aferido pelo IMT (Instituto Mauá de Tecnologia), o modelo fez, tanto na cidade quanto na estrada, 18,6 km/l. São marcas muito interessantes. Ainda assim, o jornal chega a uma conclusão: de que, levando-se em conta que a pessoa rode em média 15 mil quilômetros por ano, o carro leva 16 anos para se pagar.

É, o Fusion Hybrid não é para quem pensa em ter lucro. Mais para pessoas que respeitam o meio ambiente. Bem, é hora de pegar estrada de novo e rodar cerca de 400 quilômetros por estradas paulistas.

* Carol Lima é jornalista

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8º dia – 24/12/2010
Dúvidas on-line

por Carol Lima*

Em plena véspera de Natal, fui testar o FAQ do Fusion Hybrid, o site que a Ford mantém para quem tem dúvidas sobre o carro. Estava cheia de dúvidas. E posso dizer: é incrível. Uma equipe de engenheiros e profissionais de comunicação para responder on-line nossas dúvidas sobre o carro. Basta entrar no site http://www.fusionhybridfaq.com.br.

FAQ Fusion Hybrid - foto Reprodução
O site do FAQ do Fusion Hybrid: respostas em tempo real

Para testar o serviço, comecei perguntando se o porta-malas do híbrido é igual ao do modelo normal. A resposta veio rápido: "Não, são 405 litros". É, não falaram que o do normal são 530 litros. Depois quis saber se, em caso de acidente, não é mais perigoso por conta da bateria de alta voltagem. Algum tempo depois (eles informam quantas perguntas há na sua frente), veio a resposta: "Não é mais perigoso". Mas não explicou o porquê.

Fica a sugestão de respostas mais detalhadas.

* Carol Lima é jornalista

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7º dia – 23/12/2010
Freio sensível

por Carol Lima*

Não é a primeira vez que dirijo um carro híbrido. Entretanto, é a primeira vez que dirijo um híbrido a eletricidade. A primeira vez que peguei um híbrido foi um modelo a célula a hidrogênio, ainda bastante incomum nesse meio. Foi numa pista fechada, portanto não deu para ter impressões muito realistas sobre o carro.

Então chegou a minha vez de rodar com o Fusion Hybrid. Não vou repetir a mesma ladainha de que o modelo é extremamente – mas extremamente mesmo – silencioso. Até desliguei o rádio para ouvir o... nada! Essa é uma diferença entre as tecnologias a célula de combustível e eletricidade. No carro a hidrogênio, apesar de também não ser barulhento, era possível escutar um "vuuush" durante as acelerações, lembrando o barulho de uma turbina.

Ford Fusion Hybrid - foto Divulgação
É preciso adaptar pressão no pedal do freio do Fusion híbrido

Mas consegui encontrar uma semelhança entre os dois veículos. Achei a sensibilidade dos freios bastante aguçada. Basta um leve toque no pedal para o carro estancar bruscamente. Demorei alguns minutos para me acostumar, mas depois ficou moleza. O Fusion tem um sistema de freios regenerativos, que recupera a energia usada na frenagem para recarregar a bateria. É o mesmo princípio do Kers, já usado na Fórmula 1.

Segundo a Ford, a redução da velocidade do automóvel é primeiramente feita pela ação do gerador para transformar a energia da frenagem em carga para a bateria e só então as pinças entram em ação sobre os discos de freios. Um sensor no pedal comanda a força de desaceleração, criando a modulação adequada, como num carro convencional. Tudo isso influencia na sensibilidade. Mas é só ter um cuidado extra para evitar a "chicotada" na hora de parar.

* Carol Lima é jornalista

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6º dia – 22/12/2010

Primeiro tanque: 12 km/l

por Luís Perez

Quando chego ao posto de combustível, o computador de bordo ainda marca 50 quilômetros de autonomia. Com o litro da gasolina a R$ 2,80, desembolso R$ 157,56 para completar o tanque. Dos 66 litros que o abastecem completamente, entram 56,29 litros. Com eles havia rodado 675,1 quilômetros. Resultado: 11,99 km/l (praticamente 12 km/l...).

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
O Fusion híbrido em seu primeiro abastecimento: suspense

É um resultado mais baixo do que o anunciado pela Ford (16,4 km/l na cidade e 18,4 km/l na estrada), mas vale lembrar alguns pontos: 1) O carro foi utilizado em duas viagens nesse período, condição em que consome mais, pois usa basicamente o motor a combustão; 2) O veículo nos foi entregue na Ford como tendo sido recém-abastecido, ou seja, não dispomos da informação exata de quanto ele teria rodado entre o posto e a Ford e 3) Usamos e abusamos de aceleração nessa primeira fase do teste.

Ainda assim, 12 km/l é um consumo ótimo para um sedã desse tamanho. O que mais me satisfaz, como já escrevi, é a possibilidade de fazer pouquíssimas visitas ao posto. E já adianto um teste que faremos para tentar tirar o máximo da economia de combustível: abasteceremos o veículo em um posto de estrada e iremos até outro, a velocidade constante, tentando otimizar o uso do motor elétrico. Tenho muita curiosidade de saber a marca que atingiremos.

Depois de abastecer, ao sair do posto, o computador de bordo marca 828 quilômetros de autonomia.

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5º dia – 21/12/2010

Sem choques

por Luís Perez

Algumas pessoas me perguntam se não é perigoso levar um choque com o Fusion híbrido. Olha, não creio. O sistema elétrico funciona em alta tensão (275 volts), mas um conversor transforma essa energia em 12 volts (a mesma das famosas tomadinhas do carro) para uso em faróis, vidros elétricos e demais equipamentos. O sistema é isolado. E a Ford já fabrica híbridos nos EUA há quase oito anos...

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Bateria isolada e know-how de oito anos

Bem, hoje o carro entrou na reserva (o que no Fusion acontece quando a autonomia cai para 80 quilômetros). Amanhã é o grande dia de medir o consumo do primeiro tanque.

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4º dia – 20/12/2010
Sensor bloqueado

por Luís Perez

Uma das grandes sacadas do Fusion Hybrid é que sua condição de elétrico e a combustão não tira nenhum mimo de que os ocupantes sintam mais falta. Em uma das viagens que fiz nestes últimos dias (e o carro está quase com apenas cem quilômetros de autonomia...), pude constatar a utilidade do sensor de ponto cego.

Quando há um automóvel no ponto cego, uma luz amarela se acende no retrovisor externo do lado correspondente. No entanto, na rodovia dos Bandeirantes, de repente a luz ficou amarela permanentemente, e um alerta surgiu no painel, em inglês: "Sensor de ponto cego bloqueado. Consulte manual".

Ford Fusion Hybrid - foto Divulgação

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
No alto, sensor de ponto cego; acima, imagem da câmera traseira

No manual do proprietário, vários fatores podem causar esse bloqueio, nenhum mais grave: uma barreira contínua, vários carros passando na sequência ou mesmo algum resíduo no sensor, que fica sob a caixa de roda traseira. Como eu havia passado em um chão de terra batida num dia de chuva fraca, suponho que foi isso.

Já estava pronto para fotografar a obstrução quando, antes mesmo de chegar ao destino, o sensor voltou a funcionar sozinho. Os resíduos devem ter caído. Outro mimo importante que o Fusion tem (sobretudo em um carro de 4,84 metros de comprimento) é a câmera traseira, que, em conjunto com o sensor de estacionamento, evita batidinhas que podem causar dores de cabeça.

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3º dia – 19/12/2010
Menos espaço para bagagem

por Luís Perez


Dia de viajar de novo. Desta vez para um lugar mais longe – Itapetininga (SP), cidade na região de Sorocaba. São cerca de 400 quilômetros entre ida e volta. Na hora de carregar o carro, a gente se dá conta de que o porta-malas do Fusion Hybrid é menor do que o do normal.

Sim, a bateria ocupa parte do espaço antes destinado à bagagem. Em vez de 530 litros, a versão oferece 405 litros. É uma redução considerável, mas o espaço não fica tão diminuto. Duas malas grandes e alguns objetos pequenos couberam perfeitamente. Em três dias, já rodamos 633,3 quilômetros com o carro. Logo poderemos medir o consumo do primeiro tanque.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Bateria tira espaço de bagagem, mas cabem duas malas grandes

Na viagem o carro se comportou perfeitamente bem. Só raspou na hora de sair da garagem por estar mais pesado. É divertido, na estrada, conferir o trabalho conjunto do motor a combustão e do motor elétrico. O painel mostra essa alternância o tempo todo. A autonomia demora a baixar. Muito bom não ter de ir ao posto a toda hora.

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2º dia – 18/12/2010
Autonomia de até 1.214 km!

por Luís Perez

Confesso que, no dia do test-drive de lançamento do Fusion híbrido, achei seu painel de instrumentos um pouco complicado – ou poluído. São muitas informações. Mas bastou uma convivência de pouco mais de 24 horas para eu me acostumar relativamente bem a ele. Também fico feliz pelo fato de o teste do "Um mês com..." ter despertado uma imensa curiosidade dos leitores por vários aspectos. Vou respondendo aos poucos.

Antes disso, preciso contar que fiquei preocupado ao notar, logo ao retirar o carro, que este teste deveria ir um pouco além da "vida real". Será necessário rodar mais do que a média desse tipo de análise. Simplesmente porque, logo a chegar a São Paulo, o painel marcava não menos do que 733 quilômetros de autonomia (!). Ou seja, teremos de fazer algumas viagens, curtas e longas.

Ford Fusion Hybrid - foto Divulgação
Mostradores: a gente acha poluído, mas depois se acostuma

Pelos dados de consumo fornecidos pela Ford multiplicados pelo tanque, que é de 66 litros, o veículo é capaz de parar só depois de rodar por algo entre 1.082,4 km (cidade) e 1.214,4 km (estrada). Aquele velho comercial da motocicleta que combina com tudo, menos com posto de gasolina, cairia como uma luva para o Fusion Hybrid.

Ainda na noite desta sexta (17), saí para rodar com o modelo pelas congestionadas ruas de São Paulo. Sim, nesta época natalina não há horário para engarrafamentos. Meti-me em dois: ao lado do parque Ibirapuera na avenida Paulista (este mais cruel, cerca de uma hora e meia para vencer os dois quilômetros da via). Dá uma sensação diferente saber que, devagar, o carro simplesmente não polui absolutamente nada. Penso: como seria melhor a qualidade de vida, sobretudo dos pedestres, se todos os veículos fossem assim...

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Mostrador exibe autonomia de 733 km: vamos ter de rodar!

Neste sábado (18), fiz uma viagem até Jundiaí. Queria verificar o comportamento do carro na estrada. O que tenho a dizer é que simplesmente não se nota diferença alguma em relação a um veículo a gasolina ou flex. Nas arrancadas e ultrapassagens, tudo normal. Em subidas, mesmo com quatro pessoas a bordo, idem.

A gente só lembra que o carro é híbrido ao ver o painel psicodélico que citei no início deste post. Os dados que ele fornece são: temperatura do motor, hodômetro, potência de bateria e motor, nível de carga da bateria (quando a gente freia, mostra que recarrega), velocímetro, nível do combustível, consumo instantâneo (em litros por cem quilômetros) e autonomia. Além disso, uma lúdica animação com folhinhas verdes mostra se o motorista está otimizando ou não os recursos do sistema – quanto mais folhinhas, mais economicamente ele está dirigindo.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Quanto mais folhinhas, mais economicamente você está dirigindo

Seu motor elétrico gera 107 cv (cavalos) de potência, enquanto o 2.5 Duratec a gasolina tem 158 cv – combinados, são 193 cv. Segundo a Ford, a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 9,1 segundos. Sua velocidade máxima é limitada em 180 km/h, como acontece aliás com todas as versões.

Na rodovia dos Bandeirantes, um carro emparelhou e o passageiro baixou o vidro para olhar o modelo. Deve ter notado nos emblemas que se trata de um híbrido. Como o modelo é discreto e já conhecido do público, a versão "verde" não desperta tantos olhares.

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1º dia – 17/12/2010
Shhhh


por Luís Perez

Fui buscar o Fusion híbrido na sede da Ford, em São Bernardo do Campo (SP). Quando o carro chega, noto (ou melhor, não noto...) um detalhe que havia passado despercebido durante o test-drive de lançamento, realizado em um percurso dentro da cidade de São Paulo: o carro chega sem fazer barulho nenhum!

Como a cidade estava barulhenta no dia em que o modelo foi apresentado, condição oposta à do pátio da Ford, não foi possível ter essa percepção de forma tão evidente. Rodando com o carro dentro da fábrica, em direção à saída (portanto a velocidade inferior aos 75 km/h a partir dos quais é acionado o motor a gasolina), só se ouve o barulho dos pneus rodando no asfalto.

Ford Fusion Hybrid - foto Luís Perez
Emblema na tampa traseira (há outro na porta) indica ser um híbrido

Como o Fusion já é um carro conhecido do público e por fora só o que identifica a condição de híbrido são os emblemas na lateral (na porta) e na tampa do porta-malas, o carro não chama a atenção na rua. Estaciono normalmente na garagem. Quando vou sair de novo, a primeira gafe: condicionado ao barulho do motor, giro a chave três vezes em falso, aguardando a partida. Até que me toco que carro elétrico não faz barulho e então presto atenção ao aviso de "pronto para dirigir", em inglês, que aparece aceso no painel.

Vou produzir as primeiras fotos do veículo, na Vila Madalena (zona oeste de São Paulo). Ao passar pela rua Aspicuelta, uma pedestre distraída atravessa na frente do carro de repente, fora da faixa, olhando para o outro lado. Fosse um carro "normal", ela teria ouvido o ruído do motor e não cometeria a imprudência.

É, logo de cara a gente nota que, para ter um carro híbrido, é preciso tomar alguns cuidados especiais no trânsito.

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