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REPORTAGEM
31/08/2010 - 15h32 Bookmark and Share
SERVIÇO
Tire suas dúvidas sobre cadeirinhas de criança
Saiba qual é o dispositivo de segurança mais apropriado para cada idade
por LUÍS PEREZ
Depois de adiar por seis meses em razão da falta do produto no mercado, agora a obrigatoriedade da cadeirinha (os chamados tecnicamente dispositivos de retenção) para crianças será para valer. Mas que tipo de cadeirinha comprar? A criança já pode usá-la desde que nasce? Esta reportagem tem o objetivo de responder as dúvidas mais comuns.

Para começar, os dispositivos devem ter o selo do Inmetro, órgão que garante que o equipamento foi submetido a uma série de testes de qualidade e eficácia. Há três tipos de dispositivo, que variam de acordo com idade ou peso da criança: o bebê-conforto, a cadeirinha em si e o assento de elevação (ou booster).

Desde que o bebê nasce, ele usa o bebê-conforto (sim, não só pode como deve sair da maternidade em um!). Esse primeiro dispositivo vai do nascimento até os 9 kg ou 13 kg (ou até aproximadamente um ano de idade), dependendo do fabricante, e é posicionado com a criança de costas para o movimento do carro, por uma razão muito simples: de tão novinho, o bebê ainda não tem firmeza no pescoço.

Bebê-conforto - foto Luís Perez
Bebê-conforto: vai de costas para o movimento desde o primeiro dia

Nissan Livina - foto Luís Perez
Com 9 kg ou 1 ano, a cadeirinha, de frente para o movimento

A cadeirinha (quando a criança vira para a frente) vai de 9 kg a 18 kg (ou de um a quatro anos). Por fim, o booster é usado dos 18 kg aos 36 kg (de quatro a dez anos), preso ao cinto de três pontos. Isso porque a criança ainda não tem altura suficiente para usar o cinto. Quando a criança for alta e o cinto de três pontos não passar mais pelo pescoço, pode-se dispensar o booster. Mas vale a regra: criança até dez anos, sempre no banco de trás!

Duvide das máximas absurdas que se ouve por aí, como "ah, criança recém-nascida não pode ir no bebê-conforto” ou “lugar de criança é no colo da mãe". Em uma batida, a criança é arremessada com um peso equivalente a algo entre 20 e 30 vezes o dela. E pode ser esmagada justamente pela mãe, a responsável por protegê-la.

Estatísticas

Estatísticas mais recentes sobre mortes de crianças por acidentes indicam que 40% delas ocorreram no trânsito. De acordo com levantamento do Datasus (Banco de Dados do Sistema Único de Saúde) e do Ministério da Saúde, morreram, em 2007, 5.324 crianças de até 14 anos, sendo 2.134 em acidentes de trânsito. A violências nas ruas e estradas brasileiras superam as mortes por afogamentos (1.382), sufocações (701), queimaduras (337), quedas (254), entre outras.

Assento de elevação - foto Luís PerezUma criança acomodada no bebê-conforto reduz em até 71% o risco de morte. Isso ocorre porque o dispositivo funciona como uma célula de sobrevivência em caso de acidente. Já a cadeirinha diminui o risco de morte para 64%, em caso de acidente ou desaceleração repentina. É importante que os pais aprendam a instalar corretamente os dispositivos, evitando folgas excessivas nas cintas (no máximo 2 centímetros) e não deixando a cadeirinha muito solta no banco.

Cadeirinha bem afivelada não pode ser aberta pela criança. Se isso acontecer (ou o fecho se soltar), é porque a fixação foi incorreta. Outra característica de uma boa cadeirinha é permitir que a criança seja solta em um clique. Na dúvida, ligue para o serviço de atendimento ao cliente do fabricante da cadeirinha ou vá à loja que a comercializou – ela em geral tem profissionais treinados para instalar e orientar sobre o uso.

De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), na primeira semana os motoristas parados e que não estiverem cumprindo a lei serão apenas alertados e orientados. Depois disso a infração será considerada gravíssima, acarretará a perda de sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54. O investimento na cadeirinha pode ser alto (entre R$ 300 e R$ 500), mas o que está em jogo é algo que é (ou deveria ser) muito mais valioso: a vida de seu filho.

Conheça os diferentes tipos de dispositivos de retenção

Bebê conforto
Quem usa: de recém-nascido até 9 kg ou 13 kg, dependendo do fabricante, ou até 1 ano.
Posição: no banco traseiro, voltada para o vidro traseiro, de costas para o movimento do carro.

Cadeirinha
Quem usa: de 9 kg a 18 kg, aproximadamente de 1 a 4 anos.
Posição: no banco traseiro, voltada para a frente, na posição vertical.

Assento de elevação (booster)
Quem usa: de 18 kg a 36 kg, aproximadamente de 4 a 7 anos e meio.
Posição: no banco traseiro, com cinto de três pontos.


Verdades e mentiras sobre o uso das cadeirinhas

- Para usar bebê conforto, um recém-nascido é muito novo. É preciso aguardar pelo menos três meses.
Mentira. Um bebê conforto apropriado pode ser usado logo que a criança nasce. O bebê pode deixar a maternidade no dispositivo.

- No caso de um acidente a velocidade baixa, posso proteger meu filho segurando-o junto ao peito.
Mentira. Em um acidente, o tempo de reação é inferior a meio segundo. Mesmo que você reaja rápido, em um acidente a 50 km/h, uma criança que pesa 10 kg seria arrancada de seus braços por uma peso equivalente a 250 kg.

- Crianças podem ser salvas se elas forem ejetadas para fora do carro durante uma colisão.
Mentira. Em acidentes graves, três quartos dos ocupantes que são ejetados do carro morrem.

- Duas crianças não podem dividir o mesmo cinto de segurança.
Verdade. Isso nunca deve acontecer. O impacto de uma batida pode forçar uma pessoa a esmagar ou espremer a outra.

- Só há a necessidade de afivelar meu filho na cadeirinha ou no assento de segurança e de usar meu cinto de segurança se estiver dirigindo em longas distâncias ou nas estradas.
Mentira. A maioria dos acidentes (75%) ocorre a no máximo 30 km de casa, enquanto 60% dos acidentes acontecem em vias com limite de velocidade inferior a 70 km/h.


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