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REPORTAGEM
27/07/2010 - 18h50 Bookmark and Share
"UM MÊS COM..."
Novo Uno encara com louvor teste da "vida real"
Versão que rodou 2.547 km foi a Way 1.4, cujo preço básico é de R$ 32.160
da Redação
Barbada nas principais eleições de Carro do Ano 2010, eis que o novo Uno participa da seção "Um mês com..." de Interpress Motor. Lançado no início de maio, o modelo da Fiat já encostou em vendas no Volkswagen Gol, ameaçando uma hegemonia de 23 anos. Em nosso teste, rodou 2.547 quilômetros.

Completamente renovado em relação à versão Mille (a famosa "botinha ortopédica"), que ao menos por enquanto continua em linha, o Uno chegou ao mercado em duas novas motorizações, a Fire 1.0 Evo, de 73 cv (cavalos) com gasolina a 75 cv com álcool, e a Fire 1.4 Evo, de 85 cv a 88 cv. A avaliada é uma unidade da versão Way 1.4 de quatro portas na cor verde Box.

A unidade traz direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros com função "one touch", travas elétricas, CD player, faróis de neblina, mas não vem com ar-condicionado, que o encareceria em R$ 4.330, nem os itens de segurança airbag e ABS (sistema antitravamento de freios), que custaria mais R$ 2.434. Seu preço básico fica em R$ 32.160. Como está equipado, o modelo sai por R$ 33.956.

Fiat Uno - foto Luís Perez
O Fiat Uno Way 1.4 que passará este mês rodando conosco

Em relação às outras versões do novo Uno, a Way vem com maior altura em relação ao solo, pneus de uso misto e console no teto com porta-objetos e espelho suplementar (do qual falaremos durante o teste...). É o segundo modelo da Fiat a passar por nosso teste de longa duração – e a primeira marca a enfrentar no site o desafio pela primeira vez. O anterior foi o Linea.

Logo nesta primeira semana, o teste do Uno passou por uma prova de fogo: o carrinho pegou a estrada para uma viagem entre São Paulo e Florianópolis (SC). Vamos ver como ele se saiu neste teste dia a dia. Por esta mesma seção, já passaram Citroën C4 Pallas, Ford EcoSport automático, Fiat Linea, Nissan Livina, Volkswagen GolChevrolet Agile e Honda Civic.

Galeria de fotos Veja a galeria do modelo.

32º dia - 27/8/2010
Uma jornada de 2.547 quilômetros!

por Luís Perez

Neste último dia de teste, preciso dar os parabéns à Fiat. É que leio em UOL Carros que o Uno, modelo que acabamos de testar, também será avaliado em testes de longa duração por dois outros sites parceiros do portal. É um duplo sinal: de coragem da Fiat de submeter o veículo à aprovação no dia a dia e de valorização deste veículo tão importante, que é a internet. Isso em um tempo em que os veículos on-line ainda são tratados como patinhos feios por muitas marcas...

Bem, vamos falar do teste. O Uno foi muito bem para o que se propõe. Ou seja, é um carro de entrada. Para deixá-lo bem equipado, ainda se gasta consideravelmente bem, mas a tendência é esse valor ser reduzido nos próximos anos, com a maior escala de fabricação de itens como ar-condicionado, direção hidráulica, ABS e airbag (estes dois últimos obrigatórios a partir de 2014).

Nosso Uno rodou bem, sem enfrentar nenhum problema. Foram 2.547 quilômetros, a maior parte deles em estradas – só o jornalista Paulo Crispiniano, que na primeira semana foi e voltou de Florianópolis, rodou mais de mil. O modelo é extremamente confiável, confortável e atingiu em cheio o gosto do brasileiro. Merece ser considerado em uma futura compra!

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31º dia - 26/8/2010
Preferência pelo 1.0

por Roberto Assunção

Neste penúltimo dia, o Uno se prepara para a sessão de fotos. O carrinho se comporta muito bem na cidade, é ótimo de estacionar, mesmo no centro de São Paulo. Com o motor 1.4, não percebo tanta diferença em relação ao 1.0, que também já dirigi. Ainda acho que falta espaço para as pernas de quem anda atrás. Se fosse para comprar um, optaria pelo 1.0, o que ajuda a economizar combustível.

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30º dia - 25/8/2010
Mais de 25 mil

por Luís Perez

Sim, o novo Uno ainda provoca olhares curiosos e torcicolos por onde passa. Mas a médio prazo quem quer exclusividade deve ou fugir dele ou escolher as mais bizarras tatuagens que estão à disposição na rede de concessionárias. Acabo de atualizar na Fiat os números de vendas do carrinho: foram pouco mais de 25 mil unidades vendidas, entre maio e julho, o suficiente para o carrinho já ser figurinha fácil pelas ruas. O novo Uno responde por 45% do mix. Os outros 55% ficam com o velho Mille.

Agora o carro vai para o fotógrafo Roberto Assunção, que produzirá a já tradicional galeria de final de teste. Ufa! Nenhuma ocorrência grave, tudo correu às mil maravilhas com o carrinho!

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29º dia - 24/8/2010
Leitor pergunta

por Luís Perez

Eis que chega uma dúvida do leitor Rodrigo Griebeler, pedindo informações ao jornalista Paulo Crispiniano. Ele pretende viajar com um bebê até Florianópolis, percurso que nosso enviado fez a bordo do novo Uno.

Crispiniano respondeu prontamente: "É um prazer poder ajudá-lo, até porque eu também tenho o mesmo problema – levei minha filha, na época com dois meses, a Floripa. Bem, para ser muito sucinto, a Regis conta com alguns Graal na região de Registro. Ali tem boa alimentação e combustível mais caro. Até lá, é mato. Se você parar na Serra do Cafezal, como aconteceu comigo, pode ficar lá parado por tempo indeterminado. Sugiro ir de dia, para não ter o estresse de correr esse risco e ficar no breu, no mais completo breu com crianças. Depois de Registro e até Curitiba, uns 250 quilômetros, são bem ruins também. Minha sugestão: dirija até Joinville (umas seis horas) e lá se hospede. Depois enfrente os 200 quilômetros que faltam. Outra opção é parar em Curitiba, mas aí você faz um pequeno desvio da rota. Eu costumo ir à noite e parar em Joinville e voltar de dia, parando em Curitiba. Um abraço!".

Crispiniano terá sido, neste teste dos 30 dias, quem mais andou com o Uno!

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28º dia - 23/8/2010

Em defesa do Pasquale

por Luís Perez

Eis que alguns leitores vieram criticar o fato de o professor Pasquale ter se lembrado do Fiat 147 ao dirigir o novo Uno. Segundo eles, era um carro ruim. Discordo. Sim, ele enfrentou seus problemas. Mas era um belíssimo automóvel, que, segundo a própria revista "Quatro Rodas" comemorativa de 50 anos citou, era "moderno demais para a época e inaugurou o conceito de pequeno por fora e grande por dentro". Lembro que me sentia altão dentro dele, ao contrário do que ocorria com o Fusca.

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27º dia - 22/8/2010

Dados de tamanho

por Luís Perez

Como sou baixinho (1,69 metro), não costumo ser parâmetro para comentar espaço interno. Quase tudo está bom. Mas vale contar aqui uma história. Para definir o interior do Uno, a Fiat elaborou um banco de dados com as estimativas de estatura da população brasileira (uma espécie de Censo...). O resultado ajudou a definir desde o espaço interno necessário à disposição de diversos componentes, como pedais, alinhamento da pedaleira, volante, banco, visibilidade dos instrumentos e outros vários comandos. Você sabia?

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26º dia - 21/8/2010

Não, iPhone não...

por Luís Perez

Conectados de plantão vão gostar do cabo que brota do porta-luvas do Uno que estamos testando. Protegida por uma capinha, basta plugar seu iPod (ou outro tipo de MP3 player) para ouvir quiçá todos os CDs de sua casa numa viagem sem ocupar espaço e sem medo de perdê-los.

Fiat Uno - foto Divulgação
iPhone não é compatível com o cabo que brota do porta-luvas

Mas atenção: nem todos os equipamentos que permitem o uso de iPod funcionam também com iPhone. Aliás, a lista é bastante restrita. E o Uno tem essa questão a resolver. O iPhone não é compatível com o cabo auxiliar que vem no veículo. No caso, é preciso um adaptador mais para fazê-lo funcionar.

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25º dia - 20/8/2010

"One touch"

por Luís Perez

Observo em outra ocasião com o Uno que a unidade testada não traz itens que considero bastante importantes, como ar-condicionado, freios com sistema ABS (antitravamento) e airbag. Mas todos esses itens existem como opcionais. Bem diferente de anos atrás, quando o consumidor nem sequer tinha essa opção.

Fiat Uno - foto Divulgação
Painel traz os comandos do vidro elétrico

No entanto, o Uno tem vidro com acionamento elétrico (no caso, no centro do painel). E o do motorista tem o sistema "one touch". Ou seja, basta um toque para que o vidro suba ou desça por completo. Também permite abrir o porta-malas e o tanque de combustível por alavancas posicionadas à esquerda do banco do motorista (algo que vários carros da categoria não trazem e que podem ser encontrados em veículos do calibre de Honda Civic e Toyota Corolla). Por fim, no painel há uma tomada de 12 volts – sinal de que fumar anda mesmo em baixa.

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24º dia - 19/8/2010

Depois da garagem, a vaga

por Luís Perez

Anteontem foi dia do teste da garagem. Mas não é só nela que o caráter de compacto do Uno leva vantagem. Há alguns estabelecimentos – e sou frequentador de um deles – em que as vagas são pequenas, a ponto de o terceiro volume invadir o espaço destinado ao trânsito de pedestres.

Fiat Uno - foto Divulgação
Uninho: livre de multas por invadir a calçada

Inclusive há uma placa dizendo que apenas carros pequenos podem estacionar ali. O Uninho o faz com destreza. E não me consta que o espaço no banco traseiro seja comprometido, mesmo por pessoas mais altas, pois o desenho do teto permite (e Paulo Crispiniano confirmou) que não é preciso viajar curvando a coluna.

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23º dia - 18/8/2010

Brasil faz escola

por Luís Perez

Fiz uma longa entrevista com o presidente da Fiat, Cledorvino Belini, que inaugurou o meu blog na estação UOL Carros (leia aqui). Durante a conversa, uma jornalista que sabia que eu iria me encontrar com o executivo, enviou um torpedo para o meu celular, pedindo que eu o questionasse sober se o novo Uno seria fabricado em outra linha, possivelmente europeia. A resposta foi protocolarmente amistosa: "Não está nada definido". Uma negação total seria mais peremptória. Portanto, para bom entendedor...

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22º dia - 17/8/2010

O teste da garagem

por Luís Perez

Este é um dos poucos testes da seção “Um mês com...” em que o carro passou pouquíssimo tempo com este editor que vos escreve. Sim, foi um dos veículos mais exigidos. Pelo Paulo Crispiniano, que fez uma longa viagem com ele e pelo professor Pasquale, que deixou o carro na vaga da garagem da minha casa.

Fiat Uno - foto Divulgação
Novo Uno: a vaga de garagem dá e sobra

E no já tradicional teste da vaga o Uninho passa com louvor. Veja só na foto acima. Como em todo prédio "normal" de São Paulo, a minha vaga é pequena. O modelo cabe e ainda sobra um bom pedaço. Mostra de que ele cabe relativamente bem em qualquer vaguinha.

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21º dia - 16/8/2010
Saudades do 147

por Pasquale Cipro Neto

No domingo, na volta a São Paulo, o motor apresentou um leve "refluxo" nas desacelerações. No mais, o carro se comportou muitíssimo bem: os freios são muito eficientes, a direção é suave e precisa, a suspensão é muito bem equilibrada, a posição de guiar é ótima e mata a saudade do velho Uno e do mais do que querido e revolucionário 147 (às vezes ainda mal compreendido por aqui – o 147 simplesmente mudou o rumo da indústria automobilística brasileira).

Com o novo Uno, parece que a Fiat acertou em cheio, mais uma vez. Só falta chegar logo a versão de duas portas, mais do que adequada para quem sempre viaja sozinho ou no máximo com um acompanhante.

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20º dia - 15/8/2010
Outro ranger

por Pasquale Cipro Neto

No sábado, o novo Uno pegou a estrada, ou melhor, as estradas (Anhangüera e Bandeirantes). O carrinho confirmou as boas (e as poucas más) impressões anteriores. O motor (1.4) do novo Uno Way é um pouco barulhento – pouca coisa, é fato, mas o suficiente para incomodar depois de algum tempo numa rodovia, sobretudo quando o som está desligado. Ouviu-se um ou outro ranger no painel de plástico rígido.

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19º dia - 14/8/2010
Com álcool demora a deslanchar

por Pasquale Cipro Neto

Nesta sexta, depois de voltar de Curitiba, o carrinho trabalhou pouco. Por volta das 20h, levou-me para casa, sem grandes sobressaltos, visto que o trânsito já fluía bem. Esse Novo Uno me fez confirmar uma impressão relativa a todos os flex que conheço: abastecido com álcool, o carro demora para deslanchar, sobretudo quando faz algum friozinho. Depois que o motor atinge a temperatura ideal de trabalho, o carro vai bem.

Definitivamente, se eu tivesse um carro flex, não o abasteceria só com álcool quando fosse rodar pela cidade, cumprindo trajetos curtos. Deixaria esse combustível para o uso rodoviário ou para os dias em que tivesse certeza de que cumpriria trajetos longos.

Neste sábado, o Way deve ir para a estrada. Vamos ver como se comporta.

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18º dia - 13/8/2010
O danadinho chama a atenção

por Pasquale Cipro Neto

Na quinta-feira, o Uninho ficou "praticamente parado", o que não significa que não tenha saído de casa. Saiu, para levar-me até Congonhas. No caminho, com luz solar, muitos motoristas que me reconheceram fizeram alguma afirmação relativa ao carrinho (todas elogiosas). O danadinho chama mesmo a atenção.

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17º dia - 12/8/2010

A Curitiba, mas de avião!

por Pasquale Cipro Neto

Nesta quinta, o carrinho fica praticamente parado. A trabalho, vou para Curitiba (de avião, é claro – e eu sou louco de andar na Régis? – não tenho mais idade para isso, ou seja, não tenho condições físicas e emocionais para agüentar por 400 km a barbárie das estradas e dos motoristas brasileiros).

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16º dia - 11/8/2010
Carro exige em trocas de marcha

por Pasquale Cipro Neto

Na quarta-feira o novo Uno cumpriu um roteiro básico: casa da mamãe, "Folha de S.Paulo", uma passada por Perdizes e Lapa e lar, doce lar. O motor deu uma ou outra engasgada no trânsito não muito congestionado (salvo engano, o carro está abastecido com álcool, que certamente não é o melhor combustível para trajetos curtos).

Fiat Uno - foto Luís Perez
O novo Uno, que está com o professor Pasquale nestes dias

No trânsito fluente, câmbio e motor vão bem, mas não se pode ser preguiçoso em relação à troca de marchas – refiro-me à redução de marchas, quando a rotação cai: pé na embreagem e marcha para baixo, que o carro responde bem e logo.

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15º dia - 10/8/2010
Prova involuntária de retomada

por Pasquale Cipro Neto

E lá vai o novo Uno, na quase madrugada paulistana. Da casa do Luís Perez à minha, os caminhos são vários, mas escolhi o "pior": o das mais do que íngremes ladeiras de Perdizes, tradicional bairro da zona oeste de São Paulo.

O esperto motor 1.4 do Way ia muito bem, mas a melhor fase do teste (a superladeira da rua Caiubi) foi interrompida por um/a típico/a motorista brasileiro/a, ou seja, por alguém que anda NO MEIO DA RUA. Até quando (até quando? – dizei-me Vós, Senhor Deus, até quando???), até quando 99,99% dos motoristas brasileiros vão continuar andando no meio da rua ou na faixa esquerda das rodovias de pista dupla? Até quando???

Até quando vão desconhecer uma regra básica, que vale para as ruas e para as RODOVIAS: a faixa de rolamento é a da DIREITA; a da esquerda serve para a ultrapassagem? Até quando?

Mas até que foi bom encontrar o/a desconhecedor/a da lei mais do que elementar: o episódio serviu para avaliar a retomada do motorzinho 1.4 Evo – bastante aceitável, por sinal.

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14º dia - 9/8/2010
À espera do professor

por Luís Perez

Começa a semana. E estou na expectativa de passar o Uninho para o meu já tradicional colaborador, o professor Pasquale, que sempre me pergunta sobre o carro. Acho que ele vai buscar o possante hoje à noite em minha casa. Pasquale tem hábitos mais noturnos do que os meus. Vamos ver o que ele escreve sobre o carro!

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13º dia - 8/8/2010
Plena Fernão Dias

por Luís Perez

Depois do início interessante do “Um mês com...”, em que outra pessoa que não o editor do site – o jornalista Paulo Crispiniano tem um excelente texto e andou um bocado com o carrinho... – dirigiu o novo Uno, é chegada a minha vez. Pego o carrinho e logo enfrento a rodovia Fernão Dias, em direção a Atibaia (SP), a fim de visitar a filhinha do meu primo, que nasceu lá.

Acho que estou velho. Não me sinto mais tão seguro em um carro sem airbag e ABS. Sei que pode ser psicológico. Também não me agrada a falta de ar-condicionado. Mas o carro é esperto com seu motor 1.4 e responde muito bem aos comandos. Bom para o que se propõe a oferecer...

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12º dia - 7/8/2010
Em abastecimento, tudo errado

por Paulo Crispiniano*

Pode-se dizer que fiz tudo errado. Nas quatro ou cinco vezes em que abasteci o tanque do Uno em viagem, preferi o álcool, desculpem-me, o etanol, que em Santa Catarina custa, em média, R$ 1,60. Como eu desconhecia o preço em São Paulo, achei de graça. Mas de graça era a gasolina, que mesmo em Florianópolis anda pela casa dos R$ 2,05. Só pode ser algum estratagema eleitoral.

Hoje, ao abastecer com álcool em São Paulo para passar o carro para o meu substituto, vi que em vez de gastar R$ 64 por tanque, podia gastar, como gastei, R$ 53. Quanto a consumo, o Uno fez, historicamente, comigo, 11 km/l de álcool na estrada. Neste último abastecimento, que teve apenas 80 quilômetros de estrada e uns 300 quilômetros de cidade, o consumo baixou para 8,6 km/l (sempre álcool).

Moral da história: para assuntos de que combustível usar em seu novo Uno, Crispiniano não é bom conselheiro.

Foi um prazer tê-los comigo.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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11º dia - 6/8/2010

Altinhos viajam bem...

por Paulo Crispiniano*

Sou brasileiro, mas, diferentemente da música, de estatura mais alta que a média. Pelo menos a média da minha geração, que já dobrou o Cabo e fareja o Índico. Os brasileiros mais novos e mais altos devem estar a obrigar as montadoras a quebrar a cabeça para achar espaço para pernas e troncos sem perder a rentabilidade jamais.

Posto isso, digo que pedi para a minha mulher tocar o Uno enquanto eu viajava no banco de trás. Não íamos pescar no Pantanal nem repetíamos aquelas jornadas heróicas à Bahia, quando voltávamos com o Gol 1.6 com metade da produção agrícola do Estado. Na verdade, o "teste" durou uns 20 minutos, entre Pinheiros e a Lapa.

Mesmo assim, acho que me autoriza a tecer algumas considerações. E positivas. O carro tem bom espaço para o carona, mesmo um sujeito de 1,82 metro. Não sei se esse mesmo sujeito de 1,82 m se sentiria muito confortável atrás de outro sujeito de 1,82 m (ou mais). Mas aí sempre haveria a possibilidade de migrar para o outro lado. E se houvesse dois sujeitos altos na parte da frente? Bom, aí não seria nem mais uma improbabilidade estatística: seria burrice.

Tem um troço legal também. Os três encostos de cabeça, retráteis, sobem até a altura da cabeça de um sujeito de 1,82 metro. E travam, para tranquilidade geral da nação. Para descer, é preciso pressionar um botãozinho. De qualquer forma, não acho uma boa idéia colocar três sujeitos de 1,82 m no banco de trás.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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10º dia - 5/8/2010
O velho e o novo

por Paulo Crispiniano*

Há um programete num canal europeu de notícias que exibe imagens, sem qualquer comentário, locução ou caractere. É a tal ideia de que elas, as imagens, falam por si mesmas. Então aí está uma breve comparação do Uno de sempre (hoje versão Mille) com o novo Uno.

Mille e novo Uno - foto Léo Feltran

Painel do Fiat Mille - foto Léo Feltran

Painel do Uno - foto Divulgação
Mille e Uno (alto), painel do Mille (meio) e do Uno (acima)

Fotos e o carro propriamente dito são cortesia, apenas mais uma, do incansável cafuçu paulista Léo Feltran. (Que disse, aliás, que não vende o Uno 95 dele por dinheiro nenhum. Diz que não roubam e que faz 17km/l na estrada. O cara é meio Tim Maia).

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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9º dia - 4/8/2010
O editor me paga!

por Paulo Crispiniano*

Está chegando o dia de passar o bastão verde-abacate para um professor de gramática que ganhou notoriedade por não dirigir carros, digo, não por dirigir carros. É o que leio no blog do editor. Não, eu não estou enciumado nem com dor aguda de cotovelo por essa traição inominável do editor. Afinal, o que são 21 dias a menos com o Uninho, 21 dias em que não verei pessoas virando o pescoço e crescendo os olhos à passagem do vert-avocat.

Que venha a mesóclise! A zeugma! Urras ao adjunto adnominal.

Mas devolvo o Uninho feliz, embora pior, olha essa, enquanto pessoa. Deixei-me contaminar por essa vaidade ignóbil, vil, essa vaidade vaidosa que eu julgava odiar. E eis-me a sofrer, por antecedência, de síndrome de abstinência de ser o centro das atenções nas ruas da Lapa e nos pedágios da BR-101.

O Uninho chama a atenção, e eu gostei disso. Nesses quase dez dias rodamos cerca de 2.000 quilômetros, jamais passamos dos 130 km/h (tentamos) e o consumo andou regular, na casa dos 11 km/l (sempre álcool; estrada mormente). Até sábado digo a vocês como ele bebeu na cidade.

Saio dele, mas a recíproca pode não ser verdadeira. E isso mesmo sabendo que comprá-lo não é negócio. Mais de R$ 40 mil sem ABS, airbag, ar e espaço no porta-malas. É Carlos, o Marx, que vem soprar nas minhas orelhas peludas: "É o fetichismo da mercadoria, irmão!" A frase tem 150 anos, mas a Fiat a atualizou para seu carro mais popular. Well done, diriam os americanos. Como conseguir chamar tanto a atenção numa época em que nunca se lançou tanto carro, nunca se pôde importar tanto? Fico imaginando os risinhos, os esagares, as mensagens por smartphones dos aspones na histórica reunião em que um manda-chuva disse: "Quero fazer do Uno o talk of the town, a celebridade-instantânea, a Luma de Oliveira dos carros".

Luís Perez, você me paga.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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8º dia - 3/8/2010
Pneus bons, farol duro

por Paulo Crispiniano*

O editor me chama a atenção. Pergunta se eu levantei o capô do carro alguma vez. Se forcei as molas do carro com meu peso. Me diz que não é para se fiar o tempo todo nos instrumentos do painel. Entendo, mas não seria prudência demais para um carro com apenas 4.000 quilômetros de uso?

Com pneus que dá vontade de tocar de tão novos – e que, ainda bem, se comportaram bem na pesada chuva paranaense?  Mas ele me fez pensar em alguns detalhes que esquecia de comentar. Como a bem-vinda área de apoio para o pé esquerdo, junto da embreagem. Não tem nada a ver com a posição Cruise – um “Cruise à brasileira”? –, mas já dá um descanso pro guerreiro nas longas quilometragens, coisa que (lá vou eu de novo) a Weekend não tem.

Aquela no cravo, esta na ferradura: achei o comando de farol muito duro. É o mesmo modo deslizante, no volante, dos outros carros da Fiat. Mas é preciso uma força considerável para ligar o alto. Talvez seja pelo fato do verde-abacate ser tão novo. E mais uma na ferradura, para não perder o costume: esse sistema para reclinar o banco por solavanco, sem roldana, é, numa palavra, pobre.

É bem verdade que eu vivo mexendo na posição do meu banco da Palio em viagem, mas esse do Uno é a parte posterior da cobra. A gente sempre procura uma posição intermediária onde os solavancos nos deixam. Posição intermediária que, claro, não existe.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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7º dia - 2/8/2010
Ahhhh, o MP3 player!

por Paulo Crispiniano*

Deus dá o frio conforme o cobertor, diz o Joca, ou o Mato Grosso, sei lá. Mais incorreta que essa frase só aquela outra, a primeira de uma obra filosófica importante (ganha um pneu pretinho quem descobrir o autor; e-mails ao editor): ''O bom-senso é a coisa no mundo mais bem partilhada''. A Fiat deu a este sem-bom-senso e sem-noção um carro com muito mais coisas do que ele é capaz de usar (e, por favor, esta conclusão não tem nada a ver com a minha pegação de pé com eles por conta do preço da máquina).

É que eu estava procurando a p... da chave da minha moto e virei minha casa inteira, depois a casa para onde estou mudando inteira e finalmente o novo Uno inteiro. Abri o porta-luvas e o que estava lá? Não, não era a chave, mas um plug, possivelmente USB, de algo que eu nem desconfio para o que serve. Na verdade, desconfio: para um iPod, um MP3 player. Não, eu não tenho such a thing.

Luxo, não? Nem tanto, me diz meu vizinho Jeferson, o popular Petróleo. Ele faz uso desses recursos na Palio Weekend dele já faz tempo. Sei que não tive e provavelmente não vou ter tempo de adaptar um tocador de MP3 ali, mas já adianto que o som deve ficar bem legal.

Nenhum sistema de som original de automóvel tem impedância (puxa, eu sempre quis usar essa palavra) para fazer uma festa dentro do carro, mas para o motorista e o carona da frente, onde estão as caixas, tá bom demais. Na minha viagem para Floripa eu desfrutei do som. Consegui ouvir uns CDs da minha coleção arqueológica.

Eu também ouvia esses CDs no meu próprio carro, que já disse um dia aqui, é uma Palio Weekend 02/03 (ei, que tal eu pedir um upgrade para a Fiat?). Ouvia. Quando minha filha fez 2, gravamos uns discos piratas do Barney, o dinossauro roxo, para dar como lembrancinha aos convidados. Um deles entrou lá e jamais saiu. Minha filha já fez 5.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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6º dia - 1º/8/2010

Uno-duni-tê...

por Paulo Crispiniano*

Uno-dune-tê, um novo Uno colorê... Eu não vi a propaganda, mas me falaram dela em Curitiba. Foi em Curitiba também que a Luana, 6, amiga da minha filha, a quem visitávamos, disse para os pais quando viu nosso carro: ''Olha, é um Novo Uno!''. O departamento de criação da agência que atende a Fiat pode tirar férias até o fim do ano: a rapaziada já cumpriu sua parte. Assim como o pessoal que bolou o design do carrinho, que foi feito, até onde o editor deste site me explicou, de uma maneira meio colaborativa.

Seja como for, é de design, publicidade, cor e coisas do tipo que se trata. Quem me acompanhou até aqui leu este motorista atento e mantenedor de carro displicente a variar sob o mesmo tema. Estética/emoção x razão/preço. O novo Uno me lembra uma tirinha do Angeli do milênio passado. Um sujeito se aproxima de outro que segura um saxofone e diz algo assim: ''Puxa, você toca sax!?''. E o cidadão: ''Nenhuma nota''. ''Mas esteticamente é do cacete.''

É verdade, o carro anda, responde bem, enfrentou chuva em 200 quilômetros de Régis Bittencourt e não entregou o ouro. A lembrar, apenas, que meu verde-abacate tem pouco mais de 5.000 quilômetros. Cabaço. Assim dá para pisar sem muito medo. E a lembrar, de novo, que ele custa cerca de R$ 40 mil.

Depois que cheguei a São Paulo descobri que o Uno tem limpador de pára-brisa traseiro. Cabaço.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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5º dia - 31/7/2010

Detalhes de Floripa a Curitiba

por Paulo Crispiniano*

Deus está nos detalhes, já dizia, ou já deveria ter dito, São Tomás de Aquino na Suma Teológica. A máxima teológica-ludopédica também se aplica ao Maravilhoso Mundo do Novo Uno, uma vez que o carro, na falta do principal, é salpicado do acessório.

São detalhes bacanas o espelho retrátil que dá visão para o bebê conforto, os retrovisores grandes, o relógio do painel, o som que lê CD e MP3 e sincroniza Bluetooth. Há um porta-copos no console também, e ele me auxilia a guardar o dinheiro miúdo do pedágio.

Mas Deus também faltou ao novo Uno em um monte de lugares. Na regulagem do banco, feita aos solavancos, típica dos carros de entrada da Fiat; na falta de um regulador automático dos retrovisores; na posição dos botões dos desembaçadores e do farol de neblina, escondidos sob o volante – entendo que neste caso por fundamentadas razões estéticas; na ausência de um termômetro digital nos instrumentos do painel; e no barulho do carro, seja o do motor como de seu sistema de circulação de ar - a posição 3 é como ter um filho adolescente em casa numa tarde de domingo.

Fiat Uno - foto Paulo Crispiniano
O novo Uno em praia catarinense

Reclamo do principal (preço, mais motor, ABS, airbag, palheta do limpador de para-brisa), mas reconheço um pouco de casmurrice da minha parte. O carro comportou-se exemplarmente no retorno de Floripa a Curitiba, mantendo-se em velocidade constante e com boas retomadas.

Subiu bem a serra no Paraná, graças a Ele sem neblina, e melhorou seu consumo, para a casa dos 11km/l (álcool). Difícil é enxergar quando o combustível está acabando naquele marcador tão pequeno.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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4º dia - 30/7/2010

Tudo de bom, tudo de ruim

por Paulo Crispiniano*

O novo Uno embaralhou um pouco o seu segmento. Comprá-lo já não é assim como comprar o primeiro carro, dar para o filho que entrou na faculdade (ainda fazem isso?), para a filha que fez 18 anos. Não é como comprar qualquer Celta. É mais ''Será que eu não devia ver quanto custa aquele Forester usado?"

O bicho pode chegar a custar R$ 40 mil. Então acredito que o comprador irá optar pelo Uno por uma decisão fetichista. Cor, design e especialmente a surpresa pela transformação total do carro são capitais na decisão.

Fiat Uno - foto Paulo Crispiniano
Rádio, comandos do vidro e de ventilação no console central

Pensando nisso, preparei um quadro de prós e contras à partir do que já conheço do carro. Hoje ele me surpreendeu ao enfrentar bem o ladeirão de retorno da Praia do Forte, numa primeira marcha tranquila. A passagem para a segunda marcha, no entanto, não rolou.

Tudo de bom

- Cor + design
- Trio elétrico
- Som (CD, entrada para MP3 player, celular com Bluetooth)
- Faróis de neblina
- Desembaçadores dianteiro e traseiro
- Retrovisores generosos
- Dirigibilidade
- Espaço interno (para um carro compacto)

Tudo de ruim

- Preço
- Acabamentos de plástico
- Vidros manuais traseiros
- Porta-malas de carro compacto
- Ar, ABS e airbag como opcionais caros
- Espaço interno (tente não esquecer seu filho lá dentro)

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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3º dia - 29/7/2010

Emocional duela com racional

por Paulo Crispiniano*

Freio motor é um conceito comum no mundo das duas rodas. Eu, que sempre tive motos Honda numa época em que Honda significava ''motor quatro tempos'' e Yamaha, dois, costumava ouvir: ''Compra Honda, tem freio motor''. E assim foi, da CG para a XL, da XL para a outra XL, desta para a terceira XL e finalmente um downgrade para a NX. De qualquer forma, tornei-me useiro e vezeiro do tal freio motor, ou seja, da redução de marchas.

E assim cheguei aos carros, mandando ver na redução. Toda essa introdução para dizer que reduzir para a terceira, eventualmente para a segunda, na rotatória (em catarinês: rótula) com o Uninho pode não ser um bom negócio. O tal freio motor não fala alto como nos carros de mais motor e, claro, nas motos.

Fiat Uno - foto Paulo Crispiniano
Muita estrada na jornada entre São Paulo e a capital catarinense

Mas é só uma questão de costume, de se habituar com os produtos inferiores que as montadoras oferecem aos brasileiros. O lindo Uninho que dirijo custa o equivalente a uns US$ 19 mil, mas não tem airbag nem ABS. Os leitores deste site devem saber melhor do que eu o que conseguiriam comprar com essa quantia nos EUA e na Europa (um Lexus? uma BMW?).

Fiat Uno - foto Paulo Crispiniano
O Uninho diante das casas do bairro de Jurerê, em Florianópolis

O Uninho tem vidros manuais nas portas traseiras e um monte de acabamentos de plástico. É por essas e por outras que compra emocional de carro só para os ricos e os românticos. O diabo é que o Uninho é realmente tão bonito, tão chamativo, que eu, cartesiano feito uma mula, também compraria.

Veja se ele não combina com a natureza do norte de Florianópolis e as mansões de Jurerê. E me manda um e-mail para dizer se eu devo ou não ficar com ele.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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2º dia - 28/7/2010

Sem perrengues até Floripa

por Paulo Crispiniano*

Ele é bonitinho, atraente, chamativo, tem um painel que dá até vontade de mostrar para as visitas. Tem cara mesmo de novo. É novo. Mas também é Uno. Quero dizer: novo Uno pode ser novo, mas continua sendo Uno. Então a gente até fica orgulhoso quando três pessoas (uma no pórtico de Joinville; outra num posto da 101 perto de Itajaí, que pediu pra ver dentro; e mais uma no estacionamento do McDonald's, em Florianopólis) assuntam, perguntam o preço, vão metendo as fuças na janela. Essa é a parte do Novo. Sucesso. Mas tem a parte do Uno, que a gente (eu, pelo menos) esquece por estar num carro justamente tão cheio de updates.

Foram pouco mais de 700 quilômetros de São Paulo até Florianópolis, distância vencida em dez horas. Dez horas. Claro, a culpa por eu (e uma centena de caminhões) ter ficado uma hora e meia parado no breu da Serra do Cafezal, na Régis Bittencourt, não foi do carro, mas do caminhão de melancia que virou uns 20 minutos antes de eu passar por aquela curva.

Fiat Uno - foto Paulo Crispiniano
Até a máquina de lavar louça viajou no novo Uno

Mas o carro não conseguiu passar dos 120 km/h. Precisava carregar forte no pedal. Na marcha lenta, embora com menos de 1.000 rpm, ele parecia vibrar demais. E, a bordo, na estrada ou em boa velocidade na cidade, ele é bem menos silencioso do que eu gostaria.

Como eu disse no post anterior, tenho uma Palio Weekend 1.6. É bem verdade que ela precisa de muita funilaria, e a suspensão, quando eu mexer, vai ser uma caixa de Pandora. De qualquer forma, ele é minha principal referência na estrada, e aí o Novo Uninho vai ficar sempre atrás. Mas para um carro compacto, de motor menos potente, ele até que chegou bem à Ilha. Um senão foi o limpador de pára-brisa. Apesar de estar com uma palheta nova, deixava uma mancha que lembrava um triângulo retângulo bem na linha dos meus olhos.

Fiat Uno - foto Paulo Crispiniano
A caminho de Florianópolis, o carro chega a Joinville (SC)

Ajudaria também se eu tivesse percebido uns 400 quilômetros antes que o carro tem faróis auxiliares, que auxiliam bastante a iluminar o caminho. Mas se, com tudo isso, você quiser saber se eu passei algum perrengue até chegar à Floripa, a resposta é não, não e não.

No posto foi relaxante saber que o álcool custa R$ 1,60 e encher o tanque não passa de R$ 70. Na estrada ele fez pouco mais de 10 km/l de álcool. Tá bom, vai.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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1º dia - 27/7/2010

A mulher já queria assinar o cheque

por Paulo Crispiniano*

A mulher adorou. Apesar de ter na garagem um carro melhor, maior e mais potente em todos os aspectos, a primeira visão do Novo Uno verde Box (no popular: verde abacate) abalou. Já quis ir entrando, arrumando os bancos, dirigindo. Ao descobrir o espelho retrátil interno voltado para a posição cadeirinha de bebê logo perguntou onde assinava o cheque.

Difícil resistir à novidade. De nada valeu dizer que os acabamentos internos são em plástico, que o espaço interno e o do porta-malas são muito menores que o da nossa Palio Weekend. Fazia muito tempo que eu não levava para casa algo que estimulasse tanto minha mulher.

Fiat Uno - foto Luís Perez
Mostradores do painel do novo Uno avaliado: retrô

De fato dá vontade de entrar. O painel redondo, retrô, lembrou-me o Charger RT do meu pai, circa 1980. E também lembra o do Mini Cooper. Não fosse a Fiat uma mestre do design talvez a gente se surpreendesse mais com os detalhinhos, suporte para copos, essas coisas.

Mas logo mais eu vou poder falar em mais propriedade do Novo Uno. Ele vai comigo para Florianópolis, a 700 quilômetros de São Paulo, onde vou resgatar a minha filha. Como minha mulher não pode ir, ela atulhou o carro com uma máquina de lavar louças, um carrinho de brinquedo e malas, coisas para eu deixar nos meus sogros. Se fosse no Palio, ficava tudo no porta-malas. Mas essa é uma conversa para amanhã.

* Paulo Crispiniano é jornalista especializado em turismo

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