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REPORTAGEM
17/03/2008 - 17h33 Bookmark and Share
UM MÊS COM...
Citroën C4 Pallas em avaliação na "vida real"
Versão testada é a GLX automática que tem preço sugerido de R$ 70.995
da Redação
O site Interpress Motor avalia durante um mês um exemplar do Citroën C4 Pallas, na versão GLX automática, cedido pelo fabricante. A idéia é testar o modelo não apenas em um rápido test-drive, mas em situações do dia-a-dia. Você confere a seguir o diário de bordo do modelo.
Galeria de fotos Confira imagens do C4 Pallas avaliado na galeria de fotos.

32º dia - 17/4/2008
Considerações e veredicto


por Luís Perez

Chega ao fim o primeiro "Um mês com..." de Interpress Motor, realizado com o Citroën C4 Pallas. Fabricado na Argentina e lançado no ano passado com direito ao astro Kiefer Sutherland – o Jack Bauer do seriado "24 Horas" – como garoto-propaganda, o modelo foi classificado como muito bom por nossa equipe. É um carro que recomendamos.

 

Vale ressaltar que não se tratava de um teste de resistência. Procuramos usar o modelo como alguém solteiro ou casado, com ou sem filhos, com um rodar "normal" do dia-a-dia. No final das contas, percorremos 2.109 quilômetros de 17 de março a 17 de abril. Não foi pouco, mas equivalente a alguém que rode bem (o número mágico fica de fato entre 1.500 e 2.000 quilômetros mensais). A foto abaixo foi tirada em Itu (SP), cidade que marcou a última viagem mais longa do modelo.

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez
No mês o C4 Pallas rodou 2.109 km e gastou R$ 789 de combustível

No total o veículo foi abastecido com 303,58 litros de gasolina aditivada – investimento de R$ 789. Quando o tanque era completado, o computador de bordo em geral assinalava 350 quilômetros, marca que poderia chegar a 500 quilômetros se usado na maior parte do tempo em estrada. Na cidade a autonomia caía bem (o que não é uma prerrogativa do C4 Pallas), para algo como 4 quilômetros por litro. Na estrada, no entanto, subia para até 11 km/l.

É um carro extremamente confortável, com espaço para bagagens dos mais generosos (se não o mais generoso da categoria), ótimo para família com filhos pequenos e para um casal levar até dois adultos em uma viagem de fim de semana.

Mas não é um esportivo. Quem quer andar rápido não compre um C4 Pallas, muito embora ele não negue fogo quando mais exigido. Com o trânsito batendo recordes de lentidão e a profusão de radares, porém, quem anda rápido hoje em dia?

 

A versão avaliada não foi a top de linha. Em tempos de crédito fácil, talvez valha a pena acrescentar mais R$ 7.000 para adquirir a Exclusive, repleta de mimos a mais. Mas a GLX automática mostrou-se um sonho de consumo que vale a pena.

Sua manutenção com preço programado ajuda a não levar sustos na hora da revisão. E números acerca da reparabilidade fornecidos pelo Cesvi Brasil eliminam a idéia de que os custos para mantê-lo seriam um bicho-de-sete-cabeças.

Este teste de um mês atingiu seu objetivo. Avaliou o carro em situações reais do dia-a-dia (chegando ao ápice de ter a responsabilidade de ter sido o primeiro carro em que a pequena Júlia, que nasceu em 7 de abril, passeou na vida), com muitos trechos urbanos, outros tantos rodoviários e várias vezes mirando em detalhes que podem ser cruciais para a decisão de compra.

Leitores participaram ativamente. Elogiaram, criticaram, cobraram e até decidiram sua compra baseados em nossas informações... Ao final, temos abaixo um verdadeiro dossiê sobre o sedã da Citroën, pronto a ser consultado por quem quiser. Mesmo assim, novas opiniões continuam muito bem-vindas.


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31º dia - 16/4/2008
Ah, as pesquisas...

por Luís Perez
 

No penúltimo dia do teste de um mês do C4 Pallas, é o caso de perguntar: será que o carro tem a sua cara? Para responder à questão, a Citroën nos envia o perfil de que adquire o modelo como zero-quilômetro. Veja se você se encaixa no perfil ou se está bem longe dele.

 

A maior parte (mas não maioria esmagadora) é composta por homens (67%), casados (82%), com idade entre 40 e 49 anos (29%) e sem filhos (40%). Quase a metade tem outro carro em casa (45%).

Antes de comprar, 68% realizaram um test-drive prévio. Declararam-se profissionais liberais 27% e trabalhadores especializados 24%. Sua maior base de comparação é com o Honda Civic (39%).

Quando o assunto diz respeito ao motivo da compra e ao nível de satisfação com a autorizada, a resposta é a seguinte: o principal fator de compra assinalado foi "beleza", com 32%. Seus carros anteriores eram Corolla (13%) e Civic (10%). Afirmaram estar satisfeitos com a concessionária 85%.

E então? Você se encaixa no perfil de um dono de C4 Pallas?


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30º dia - 15/4/2008
Na reta final, item por item


por Luís Perez

 

O "Um mês com..." o C4 Pallas está chegando ao final, mas ele ainda terá uma viagem e uma passagem por concessionária antes das conclusões. Mas já é possível, nesses 30 dias de convivência, falar em alguns itens separadamente. Vamos a eles.


Direção -
é eletridráulica, muito boa, permitindo ampla margem de manobra no trânsito do dia-a-dia. Destaque para o volante com comandos centrais fixos.

Suspensão - bastante confortável, absorve bem as irregularidades do piso, o que no Brasil não é pouco. Às vezes soa um pouco mole (vai do gosto do freguês...), o que é normal em um sedã médio.
Freio - é um ponto alto do modelo, uma vez que vem equipado com o AFU (Auxílio à Frenagem de Urgência), comum entre vários veículos da marca francesa.
Habitabilidade - extremamente agradável. Sim, pegamos no pé de alguns porta-objetos, mas o modelo oferece até porta-copos no descansa-braço do banco de trás. Boa ergonomia para o motorista, sem falar no mimo do aromatizador de ambiente (mais perceptível quando o carro fica um tempo fechado).
Segurança - a versão avaliada traz, além do AFU, freios com sistemas ABS (antitravamento), REF (repartidor eletrônico de frenagem) e freio a disco nas quatro rodas. Há também airbags para motorista (este potencializado pelo volante com miolo central fixo) e passageiro. Para crianças, um diferencial: o cinto comporta o bebê conforto, o que não se encontra em qualquer carro.

Citroën C4 Pallas - foto Roberto Assunção
Avaliamos item por item para que você resolva se vale a pena

Carroceria - é clássica, sem perder um quê de esportividade e atualidade. Para quem gostar de causar inveja aos vizinhos, é possível dizer que o carro que tem desde setembro só agora está sendo lançado na Europa.
Custos - um grande fantasma para quem compra automóveis das marcas chamadas "newcomers", o custo do sedã não é um absurdo nem seu conserto é complicado, como pode atestar o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Ajuda a exorcizá-lo a política da marca de preços fixos de revisão (a de 10 mil quilômetros do Pallas sai por R$ 295).

O que dizem os leitores

"Parabéns pela Júlia. Muito útil o comentário para minha família, pois serei pai em breve. É a primeira vez em que vejo reportagem com esse propósito. Acho que deveria haver um ranking neste aspecto. Aliás, gostaria de saber se o bagageiro tem fácil acesso para o carrinho de bebê."
Paulo Nogueira


Nota da Redação – Caro sr. Nogueira, a resposta é sim. Dobrado, o carrinho cabe perfeitamente no porta-malas e ainda sobra espaço.

 

"Bem que outras montadoras poderiam ceder seus carros para mais testes como esse. Baita confiança que a marca tem no produto! Ponto pra Citroën, porque ceder um carro para um teste de 30 dias não é pra qualquer um. E a Citroën melhorou muito a imagem dela comigo. Até cogito comprar um Citroën (não necessariamente um C4...) só por causa desse teste com o C4 Pallas. Não pelo resultado em si, mas pela atitude do tipo 'peguem o nosso carro, usem-no por 30 dias e depois espalhem pra todo mundo como foi'."
Daniel Moertl

"Sou proprietário de C4 Pallas e gostaria de contar a respeito do que está acontecendo com o meu carro. Na revisão de 10 mil quilômetros, mencionei que o motor por duas vezes apagou sem explicação em baixa rotação, falhava um pouco quando frio e uma vez teve muita dificuldade de pegar. Resultado: o carro está na concessionária há mais de 22 dias com motor aberto e, segundo as poucas informações que me deram, o cabeçote estaria carbonizado, o que alegaram ter sido causado por combustível adulterado. Após algumas idas à concessionária e de pedir para ver o carro, descobri que não estava mais na oficina. Aí é que me informaram que as camisas de pistão estavam com problema (arranhadas e/ou ovaladas). Desde então estou esperando a fábrica analisar o problema do meu veículo e até hoje não tenho resposta alguma. Pergunto a vocês: qual a atitude correta em um caso desses?"
Miguel A. D. Fernandez

Nota da Redação – Caro sr. Fernandez, enviamos sua carta à Citroën do Brasil. Esperamos que seu problema seja solucionado.


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29º dia - 14/4/2008
Ainda as coisinhas miúdas


por Luís Perez


Solícitos, vários leitores escreveram para dar sugestões a respeito de o que guardar nos porta-objetos do painel do C4 Pallas. "Controle remoto do portão da garagem. Dessa forma ele não fica caindo do quebra-sol e não fazem barulho na lateral da porta", escreveu um leitor que se identificou apenas como Mauricio. "Batom, refil do perfume, nota fiscal de abastecimento, moedas para pagar os flanelinhas, MP3 player, balas e chicletes", sugeriu Christian Paredes Barreto, funcionário público.

O advogado paranaense Estevão Busato acrescenta: "Essas gavetinhas são perfeitas para o troco do pedágio, compra rápida de jornal no semáforo etc. E, pelo que vi no carro na concessionária, essas gavetinhas têm acabamento em uma espécie de tecido. Ou seja, ainda por cima abafam aquele ruído um pouco incômodo do atrito entre moeda e plástico".

 

Vários sugeriram guardar dinheiro fora do alcance da vista de "amigos do alheio" para dar de gorjeta a manobristas. O leitor que se identificou apenas como Cristiano, sabe-se lá pensando em fazer o que no carro, simplesmente escreveu: "É pra guardar camisinha...".


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28º dia - 13/4/2008
Sobre travas e porta-objetos...


por Luís Perez


A polêmica da trava central do C4 Pallas continuou nestes dias. O leitor Bruno Abu, de Curitiba, por exemplo, nos chama a atenção de que não é preciso fazer contorcionismo para abrir o carro para a namorada. "Basta usar a cabeça! Use o trinco de sua porta! É só puxar a alavanca [o trinco interno] até abrir todas as travas e não a porta", escreve.

Trinco interno C4 Pallas - foto Luís Perez
Puxando de leve o trinco é possível destravar todas as portas

De fato. Puxando-o de leve, você libera todas as portas. Mas corre o risco de, no começo, sem querer acabar abrindo sua própria porta. Ah, e dessa forma a luz interna se acende, sendo preciso que se abra uma das portas e a feche novamente para apagá-la. De qualquer forma, é uma mostra de que existem vários sistemas possíveis para a mesma operação, o que não deixa de ser útil.


Porta-objetos C4 Pallas - foto Luís Perez

Porta-objetos C4 Pallas - foto Luís Perez
O que guardar neste porta-objetos? Celular!? Cartão de visitas!?

Por falar em útil, sinceramente não entendi ainda que tipo de item eu coloco nos porta-objetos que lembram pequenas gavetinhas sob as saídas de ar nas extremidades do painel. Hoje tentei colocar meu celular, mas não coube. Pensei: "Ah, dá certinho o cartão de visitas". Nada! Alguma sugestão?


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27º dia - 12/4/2008
Carroterapia

por Luís Perez


Bem que o médico que tirou a Júlia da barriga da mãe avisou: crianças adoram um passeio de carro. E é por isso que – para desespero de um leitor que falou que este relato está mais para um blog pessoal (ora, não é essa a proposta de uma avaliação da "vida real"?) do que uma avaliação de automóvel – voltarei a falar de nossa ilustre recém-nascida. Ela tem tido muita cólica, algo perfeitamente normal para seu sistema gástrico em formação.

Júlia no bebê conforto - foto Luís PerezSó há duas situações em que ela sossega: quando a ninamos andando pela casa (não, niná-la sentada no sofá não a contenta) ou quando ela faz suas primeiras viagens a bordo do C4 Pallas (ela só vai à casa de uma ou outra avó...). Além de não ter cólicas, costuma ou admirar a paisagem ou simplesmente tirar um cochilo restaurador...

 

Nessas curtas viagens, desliguei o rádio e procurei ouvir melhor o motor. De fato o isolamento acústico é muito bom, o que faz do sedã um dos melhores nesse quesito. Dados de fábrica dão conta de que seu nível de ruído médio é de 86 decibéis, mas o valor parece alto para a realidade. O ruído do motor está mais para o de uma geladeira (35 decibéis) do que para uma rua com trânsito intenso (80 decibéis).


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26º dia - 11/4/2008
Reparo fácil e barato, mas Mégane vence


por Luís Perez


Alguns leitores reclamam que não estamos falando aqui de custos de reparação. Há quem chegue a sugerir que batamos o C4 Pallas e o mandemos à oficina. Sinto informar que não é esse o tipo de teste que se possa estabelecer como padrão aos leitores de Interpress Motor. Mas nem por isso deixaremos de comentar se o modelo é ou não fácil e dispendioso em termos de reparo.


Cesvi Brasil - fotos DivulgaçãoPara estabelecer esse parâmetro, o Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária) criou o CAR Group, que compara nesse aspecto veículos de uma mesma categoria.

A classificação funciona em uma escala de 10 a 60, em que, quanto mais baixo, melhor é o reparo e mais baixo o seu custo.

 

Dos modelos já avaliados até hoje pelo Cesvi, o Pallas está mais próximo dos melhores do que dos piores. Soma 19 pontos, empatado com o Ford Fusion (que a entidade classifica como sedã médio, embora no mercado ele seja considerado grande). O melhor de todos os que foram objeto de estudos do centro é o Renault Mégane, com 17. O pior é o Chevrolet Astra Sedan, com 28. Ou seja, o conserto do modelo da Citroën é um dos mais fáceis, rápidos e baratos, mas perde para o Mégane.

 

Na próxima semana, em que encerramos o teste, deveremos avaliar a eficiência do atendimento das concessionárias...

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25º dia - 10/4/2008
A polêmica da trava central


por Luís Perez


Detalhes tão pequenos... Pois sei de muita gente que compra ou não um automóvel por um simples detalhezinho. Um que causou polêmica em nossa caixa de e-mails nos últimos dias foi a questão do botão de travamento central das portas, que fica (e fica mesmo) em um ponto cego, escondido atrás do volante e da alavanca dos comandos do limpador de pára-brisa.

A observação foi feita por um leitor, mas outro logo retrucou, dizendo que o botão era inútil, pois as portas podem ser destravadas puxando o trinco interno e se travam automaticamente a partir de 10 km/h.


Painel C4 Pallas - foto Divulgação
Painel: há quem sugira trocar a trava central pelo pisca-alerta

Não é bem assim. O botão é útil sim, sobretudo quando você vai, por exemplo, buscar sua namorada em casa. Você deve apertá-lo tanto para evitar contorcionismos dentro do carro – para abrir internamente a porta do lado dela – quanto para destravar o porta-malas – caso você não queira descer para abrir o compartimento de bagagens. Pois é. A tecnologia fez o mundo do automóvel menos cavalheiro...


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24º dia - 9/4/2008
Bebê a bordo


por Luís Perez


Hoje o teste do C4 Pallas viveu um momento único e mais do que especial. A pequena Júlia, que nasceu segunda-feira, recebeu alta antecipada da maternidade. Uma imensa alegria. E o primeiro carro em que ela entrou na vida, para ir pra casa, foi o sedã da Citroën que está neste teste dos 30 dias.

Júlia sai da maternidade no C4 Pallas - foto Luís Perez
O Citroën C4 Pallas em frente à excelente maternidade São Luiz

Não deixou de ser uma prova de fogo para o carro que, no dia-a-dia, sem transportar uma coisinha tão delicada como uma criança recém-nascida, tem de se mostrar valente. Foi a vez de demonstrar delicadeza.

Filha minha e da jornalista Thais Villaça, Júlia foi acomodada no bebê conforto, voltada para o lado contrário em relação ao movimento do carro, ou seja, de maneira segura, como todos os bebês deveriam andar, em vez de ser transportados no colo da mãe, forma extremamente perigosa e que pode causar lesões graves ou até esmagamento em caso de acidente.

Júlia sai da maternidade no C4 Pallas - foto Luís Perez
Na saída da maternidade, Júlia é acomodada no bebê conforto

Bem, Júlia dormiu na maior parte do trajeto para casa. Às vezes abria seus olhinhos azulados para contemplar o mundo novo ao qual chegou, pela janela de trás do carro. Minha velocidade não variou muito além dos 40 km/h aos 50 km/h no caótico e moroso trânsito de São Paulo. Sua cabecinha ainda não tem firmeza, é extremamente frágil.

Devo dizer que o C4 Pallas passou com desenvoltura no teste da delicadeza. Sua suspensão absorveu muito bem as numerosas irregularidades dos pisos, e o ruído não a incomodou nem um pouco – até desliguei o rádio e pude verificar que, mesmo depois de ter enfrentado vários tipos de terreno, o carro continua silencioso.


Júlia sai da maternidade no C4 Pallas - foto Luís Perez
A pequena dormiu em quase todo o trajeto: 1ª vez em um carro

Foi possível então constatar que o C4 Pallas não é só carro de galã. É uma ótima pedida para famílias. Como as nossas, que há dois dias recebeu um presente tão lindo!

O que dizem os leitores

"Não há o que mencionar de negativo em relação à qualidade do carro. É maravilhoso e, por incrível que possa parecer, essa é a opinião de vários gerentes de vendas de outras concessionárias de Limeira (SP), onde resido. Mas ocorre que, apesar de tudo o que tem de bom, um fator muito importante que deveria ser analisado é a questão de custo e desvalorização de mercado. Uma vez que a pequenina princesa já está em casa, gostaria imensamente que nesse teste fosse analisado esse aspecto, até mesmo porque praticamente cheguei a comprar um, mas desisti em face disso tudo, optando por um Corolla completo."
Roberval Mazotti

"Parabéns pela linda filhinha. O C4 Pallas ficou mais bonito ainda carregando infinita preciosidade."

Jeferson Barbosa


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23º dia - 8/4/2008
Do outro lado do Atlântico


por Luís Perez


Nossa avaliação do C4 Pallas tem sido acompanhada por leitores de todo o mundo. Giuliano Sperandio, por exemplo, mora na Espanha e nos escreve de lá para contar que ia comprar um C4 de quatro portas (o modelo hatch). "Mas como acabaram de lançar o C4 Pallas (Sedan como é chamado por aqui) e o motor de 110 cv a diesel me parece ser bom em razão do torque, acho que isso pode fazer um pouco de diferença."

Sim, ele cita os 24,49 kgfm do modelo diesel, contra os 15 kgfm do a gasolina do europeu, ou mesmo dos 20,41 kgfm do brasileiro (embora a potência do que roda por aqui seja maior). Prova de que o que mais importa na cidade é mesmo o torque (força) o motor e não potência.

Pena que não temos por aqui motores a diesel – são proibidos desde os anos 70 para automóveis de passeio. Aliás, é o único país do mundo com tal veto. Por fim, Sperandio completa: "Como a concessionária ainda não tem o carro, não pude fazer o test-drive. Assim que fizer, lhes digo se o motor é bom".

 

Peço desculpas aos leitores por não falar tanto do dia-a-dia do carro. Mas tenho andado pouco nestes dias em que a pequena Júlia chegou. Como pai, tenho de passar ao lado dela em seus primeiros momentos ainda na maternidade.


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22º dia - 7/4/2008
São Paulo vazia, São Paulo cheia


por Luís Perez


A segunda-feira foi de novo dia de uso severo para o C4 Pallas. Saímos com o carro às 5h da manhã. O trânsito estava ótimo e fiz questão de não ligar o rádio para verificar, com São Paulo vazia (sim, seria um sonho que a cidade sempre estivesse com o trânsito da madrugada), como andava o nível de ruído. Mesmo pegando muitos buracos, estrada de terra, estradas pavimentadas, o que se ouve é apenas o ruído do motor, ainda assim bastante aceitável.

Tudo bem que o C4 Pallas não é um primor como o C3, carro que às vezes deixa o motorista na dúvida sobre se está ou não ligado às vezes, quando se pára no semáforo. Sim, quando falei outro dia sobre a mais ilustre passageira do sedã da Citroën, estava me referindo à pequena Júlia, que nasceu nesta segunda-feira às 7h52. Pesando 2,92 kg, com 47 centímetros de comprimento, ela ficará na maternidade nos próximos dias.

O hospital fica na zona sul. Fui até minha casa, na zona oeste, pegar alguns objetos pessoais. O trânsito completamente parado de novo exigiu paciência do motorista e muito do carro. Na São Paulo em que a cada três minutos um veículo quebra, o C4 Pallas passou com louvor, sem aquecer demais nem gastar combustível acima do aceitável para uma situação limite dessas – o computador de bordo marcou 7,7 km/l, nada fora do comum para o anda-e-pára (mais pára do que anda...) da hora do rush. Aproveitei para trocar o perfumador de ambiente. O carro ficou com um toque de menta. Muito bom... Resta saber o que Júlia vai achar...


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21º dia - 6/4/2008
Nós temos, Europa não tem


por Luís Perez


Li neste domingo na internet que, da mesma forma que a minivan Grand C4 Picasso está demorando para chegar aqui – a nova data é início de maio! –, o C4 Pallas fabricado na Argentina (como este que estamos avaliando) enfim desembarcou na Espanha.

Ao lado da República Tcheca, são os dois países europeus que recebem o modelo, que anteriormente era fabricado apenas na China. Na Europa ele tem motor 1.6 de 110 cv (cavalos) a diesel e depois a gasolina. O 2.0 de 143 cv não estará à venda na Europa por enquanto. Lá o modelo custa entre 15.150 euros e 20.110 euros.

Se aqui o motor de "apenas" 143 cv já causa vontade de "quero mais", imagine no Velho Continente...


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20º dia - 5/4/2008
Preparativos...


por Luís Perez


Neste sábado instalei a base de um bebê conforto no C4 Pallas... Sim, o modelo deve receber nesta semana mais uma ilustre passageira. Mas não adianta, não vou dar detalhes agora.

Base bebê conforto no C4 Pallas - foto Luís Perez

Bebê conforto no C4 Pallas - foto Luís Perez
A base (no alto) e o bebê conforto propriamente dito (acima)

Ah, em outra foto há o bebê conforto propriamente dito. Mais informações no decorrer desta semana.


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19º dia - 4/4/2008
Estepe de outra marca!?


por Luís Perez


Nesta sexta-feira o repórter-fotográfico Roberto Assunção me devolveu o C4 Pallas. Ele ficou três dias com o carro, que participou da rotina de sua família. Elogiou o requinte do modelo, mas achou que ele ficou devendo em motor. Bem, esse é uma das dúvidas constantes dos leitores. Já ouvi a opinião da Citroën a respeito de carros velozes. Hoje, com radares e trânsito congestionado, andar rápido virou coisa do passado.

 

Aproveitei o retorno do carro e fui direto checar o estepe. O leitor Alberto Barreiro Jr., de Santos (SP), nos escreveu para perguntar por que os quatro pneus do carro são Michelin, enquanto o estepe é Pirelli. Bem, telefonei para o pessoal da Citroën que me esclareceu o seguinte: o estepe não é "um pneu a mais", mas um pneu para ser usado especificamente como estepe. Ou seja, o "titular" furou, coloque o estepe, repare ou troque o principal e depois recoloque o estepe em seu devido lugar.

Estepe C4 Pallas - foto Luís Perez

Estepe C4 Pallas - foto Luís Perez
Menor, o estepe é Pirelli e não Michelin, como os demais pneus

Segundo a marca, o estepe inclusive é menor, até para liberar espaço no porta-malas. O pneu-reserva é 195/65 R15 – 195 é a largura máxima, em milímetros, do pneu montado e inflado, 65 representa a série do pneu, a altura do flanco corresponde a 65% da largura, "R" quer dizer que o pneu é radial e 15 é o aro em polegadas –, enquanto os regulares são 215/55 R16.

 

Essa iniciativa de usar pneus menores não é absolutamente algo novo. No Brasil a moda começou com importados. Um dos primeiros modelos que vi chegarem assim foi o Fiat Coupé, uma sensação no início dos anos 1990.


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18º dia - 3/4/2008
Motor e suspensão à prova


por Roberto Assunção*


Pude experimentar melhor o C4 Pallas hoje em ruas com asfalto irregular e muitas subidas íngremes. Nestas, senti falta de um pouco mais de força no motor na hora da subida. A impressão que dá é que o carro está carregado. Quando a gente desenvolve mais velocidade, o que faz falta então é uma quinta marcha.

No capítulo suspensão, percebi que o sedã sofre um pouco nos pisos mais esburacados. Dá uma certa pena andar com um carro tão confortável no rali que são as ruas de São Paulo. Depois que as vias ruins terminam, no entanto, o barulho vai embora, o que é muito positivo.

Também não me senti confortável na hora de estacionar. O modelo é longo, o que faz com que as vagas sejam cada vez mais escassas e, na hora das manobras, faz falta um sensor de estacionamento. Mas dizem que num futuro próximo os carros vão estacionar sozinhos, não é mesmo!? Só pago para ver onde!


* Roberto Assunção é repórter-fotográfico 


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17º dia - 2/4/2008
Filha à escola, mulher ao trabalho


por Roberto Assunção*


Rodei em um dia cerca de 130 quilômetros com o C4 Pallas. Como não é sempre que a gente tem a oportunidade de dirigir um carrão desses, fiz questão de aproveitar. Hoje de manhã levei minha filha de seis anos à escola, no Jabaquara, e minha mulher ao trabalho, no Brooklin.

Quando cheguei em casa ontem à noite com o carro, já imaginando que ele faria sucesso. Logo que Maria Eduarda, minha filha de seis anos, saiu para me encontrar, correu direto para dentro do carro e, com um sorriso enorme, disse: "Que legal, é o C4 Pallas!". Sempre quis andar nesse modelo da Citroën, que ela conhece do comercial da TV. "Nossa, pai! O volante vira, mas onde fica a buzina não vira junto!", observou logo de início.

Maria Eduarda - foto Roberto Assunção
Maria Eduarda acomodada no banco traseiro do Citroën C4 Pallas

Ela presta bastante atenção aos carros. Minha esposa fez questão de dar uma voltinha a mais com o sedã, em vez de só ir ao trabalho. Foi direto olhar o tamanho do porta-malas, que achou gigante. "Vamos enchê-lo de compras?", perguntou. Por que eu fui mostrar o carro pra ela!?!?


* Roberto Assunção é repórter-fotográfico 


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16º dia - 1º/4/2008
Esconde-esconde

por Luís Perez

Alguns leitores escrevem para que eu comente a posição dos comandos. Bem, acho isso algo extremamente particular. Mas claro que alguns pecados podem ser evitados. Conheço alguns modelos – não é o caso do C4 Pallas que está sendo avaliado – que têm os comandos de vidros e espelhos elétricos bem sob a alavanca do freio de mão. Pior lugar, impossível.

 

No caso do C4 Pallas, o leitor Charles Blagitz, de São Paulo, diz ter seis páginas de anotações entre prós e contras. Um dos problemas, segundo ele, é que o botão de trava das portas é de difícil visualização pelo motorista. "Seria suficiente trocar de lugar com o de advertência", escreve. Tem razão. É preciso procurar um pouco, pois o volante fica bem no raio de visão, escondendo-o. Mas nada com que não nos acostumemos após um tempinho...


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15º dia - 31/3/2008
Quanto custa encher o tanque


por Luís Perez

 

Fui olhar a ficha técnica do C4 Pallas e reparei que, da última vez em que abasteci, estava mesmo no osso. Ela diz que a capacidade é de 60 litros. Abasteci com 60,03 litros. Vale então ressaltar, para o leitor, que abastecendo com gasolina aditivada  a R$ 2,599 (sim, inventaram a malandra terceira casa após a vírgula como forma de amenizar a chegada à dezena seguinte), o tanque do modelo fica cheio com R$ 156.

Fazendo as contas, chega-se a uma autonomia média de 450 quilômetros. Talvez, com o lançamento da versão flex, seja preciso ampliar o tanque de combustível, a exemplo do que ocorreu com outros modelos, como Chevrolet Vectra e Ford EcoSport.

Alguns leitores ficam desanimados com o consumo, mas vale lembrar que se trata de um automóvel 2.0, de quase uma tonelada e meia (1.409 kg). Ou seja, não pode ser comparado a um veículo 1.4 ou 1.6... E os primeiros dados divulgados foram no anda-e-pára de São Paulo. ou seja, um número mais próximo da realidade é 8 km/l.

 

Nesse teste do dia-a-dia, o carro tem demonstrado que, apesar de ser um sedã, não é um carro ruim para ser utilizado por jovens (desde que possam pagar R$ 70.995), principalmente casais com um ou dois filhos.

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez
Completar o tanque inteiro (60 litros) do C4 Pallas saiu por R$ 156

Ainda não toquei aqui na polêmica do espaço para bagagem. Aí vai: a Citroën divulga no Brasil que ele tem capacidade para 580 litros. Mas há quem afirme que esse valor se refere ao porta-malas todo preenchido com líquido, portanto fora do padrão adotado pelos fabricantes, segundo os quais o tamanho cairia para 513 litros (3 litros a maior que o compartimento de bagagens de um Renault Logan, por exemplo).

Mas a sensação de amplitude no entanto, é de fato bem maior no C4 Pallas. Alguém mais baixo custa a alcançar um objeto encostado no fundo do porta-malas. Acho que a solução para a charada é: seja qual for o dado certo de volume em litros, o C4 Pallas permite carregar mais objetos úteis, não tão altos, como alguns de seus concorrentes de espaço no porta-malas. Tanto é que, na última semana, a TV de 21 polegadas (mais alta, portanto) não entrou no compartimento. Mas fizemos a mudança de roupas de um armário inteiro no modelo uma semana antes.


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O que dizem os leitores

"Comprei um C4 Pallas em outubro passado e com 5.000 quilômetros o carro começou a perder força e apagar quando estava frio. Só melhora quando o motor esquenta. Com 8,000 quilômetros levei à concessionária e foi trocada a junta do cabeçote. Peguei o carro na semana passada, porém, para minha surpresa, o problema persiste. Levarei o veiculo novamente à concessionária, mas estou bastante chateado. Fora isso, quando esquenta, o carro é tudo que dizem mesmo."
Pedro Roriz

 

"Sou proprietário de um com bancos de couro, farol de milha e câmbio manual. Para mim, que fiz todos os test-drives (Vectra, Civic, Toyota e Fusion), é de longe a melhor opção e imagino que nem serve de comparação devido à tecnologia aplicada e que já vem de fabrica."

Luis Renato Padovani


14º dia - 30/3/2008
Manual reciclável
 
por Luís Perez

 

Tirei o domingo para dar uma lida mais detida no manual do proprietário. E o que chamou a atenção não foi nem o seu conteúdo. Mas o fato de ele ser impresso em papel reciclável. Mostra preocupação ambiental, algo fundamental hoje em dia.

Manual do C4 Pallas - foto Luís Perez

Manual do C4 Pallas - foto Luís Perez
Manual do proprietário do C4 Pallas: impresso em papel reciclável

Quem compra papel sabe que o reciclado ainda é mais caro do que o comum. É um detalhe que poderia ter passado despercebido (afinal, pouquíssimos lêem manuais), mas que diz muito sobre as preocupações de uma empresa...


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13º dia - 29/3/2008
TV e sanduíches de metro
 
por Luís Perez

 

Neste sábado foi dia de fazer o carro de novo transportar carga pra lá e pra cá... Uma festa em família com direito a karaokê fez com que eu tivesse de transportar uma TV de 21 polegadas, que não entrou pelo porta-malas (acabou indo no banco de trás). Mas interessante mesmo foi poder levar no compartimento de bagagens meia dúzia de sanduíches de metro, que couberam perfeitamente...

 

Ah, também foi dia de reabastecimento (afinal, a semana foi cheia). Foi possível ter uma idéia melhor do consumo misto. Afinal, peguei vários trechos de estrada, de asfalto e terra. Rodei 500 quilômetros e abasteci até encher o tanque com 60,03 litros. Ou seja, média de 8,33 km/l. Cabe a você, leitor, dizer o que acha.

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12º dia - 28/3/2008
Mais sobre a estrada de terra...
 
por Luís Perez

 

Bem, alguns leitores escrevem para saber mais detalhes sobre como o carro se saiu em estradas de terra. Bem, vamos lá. Em duas oportunidades, o C4 Pallas chegou a atravessar alagamentos. Vale lembrar que manda o bom senso que o nível da água não ultrapasse metade das rodas. Caso se tenha dúvida sobre a profundidade, melhor é não atravessar a poça.

O sedã se saiu muito bem nas duas ocasiões. A primeira delas chegando ao Guarujá após uma chuva torrencial. Tive o bom senso de recuar quando não sabia se seria seguro entrar em uma rua alagada. A segunda vez foi em uma estradinha de terra próximo a Itu (SP). A poça não era tão funda, mas bastante lamacenta.

 

Por fim, atravessar a estrada de terra não trouxe grandes sustos, fora os dois buracos já narrados, em que pensei que o pneu poderia ter furado. Mas nada aconteceu. Claro que vale o conselho de não desenvolver uma velocidade muito alta (no máximo 40 km/h). Pouco bateu no assoalho, e o carro não ficou com barulhos estranhos após a jornada.

 

Vale uma nota: se tanto no C4 VTR (o hatch esportivo que a Citroën traz da França) quanto as primeiras unidades do C4 Pallas viviam raspando nas valetas paulistanas, isso tem ocorrido bem menos – uma vez nesses 12 dias em que estou com o carro. O que me faz pensar que a Citroën tratou de aumentar o vão livre do solo. A conferir.

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11º dia - 27/3/2008
Estradas na serra, estradas de terra
 
por Luís Perez

 

Os leitores pediram e agora sim o Pallas foi de fato bastante exigido em situações adversas que não só na cidade. Primeiro, na terça-feira, uma viagem para o Guarujá (SP), onde ele pôde ser experimentado no tapete que está a rodovia dos Imigrantes, mas também em trechos de muitas curvas na serra, onde pegamos bastante chuva.

A unidade avaliada tem freios com sistema ABS (antitravamento), o que dá uma ótima sensação de segurança em pisos irregulares. Também tentei, mas não consegui, achar que o câmbio automático dá muitos trancos. Seu rodar, bem como as trocas, é absolutamente macio.

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez
Modelo foi para o litoral e o interior, rodando 447 km em dois dias

Para ninguém dizer que só fiz elogios, começo a conviver mais com o veículo e a sentir falta de itens que eu gostaria de ter em um carro de R$ 70.995, a saber: farol de neblina (o que ajudaria bastante na visibilidade à noite) e banco com revestimento de couro (o de tecido já começa a sujar bastante e não acho que será assim tão fácil limpar).

 

Esta quinta-feira serviu ainda para simular o uso de alguém que vai para o sítio no fim de semana. Aproveitei um evento em Itu (SP) e andei bastante com o modelo em estradas de terra, com muitas pedras e buracos, o que despertou em mim certo dó da suspensão e do assoalho. Alguns trancos foram bem fortes, mas o modelo resistiu com bravura.

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez
Suspensão sofreu com buracos e pedras, mas carro só ficou sujo

Cheguei a pensar, por duas ocasiões, que o pneu dianteiro (primeiro o direito, depois o esquerdo) poderia furar. Mas, ainda bem, nada aconteceu. Até tirei fotos do modelo passando por um trecho de muito barro e uma poça d'água. Mas (oh, santa distração) me esqueci de colocar o cartão na máquina e voltei sem as imagens.

Então ficarei devendo o C4 Pallas em seu dia de off-road, que ficou de novo bastante sujinho. Só nesses dois dias, entre a viagem para o Guarujá e para Itu, rodamos com o carro 447 quilômetros (o hodômetro passou de 2.118 km para 2.565 km. Desde que o teste começou, foram 1.110 quilômetros. E preciso arranjar um tempo para alinhar e balancear as rodas, como já comentei antes...

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O que dizem os leitores
 

"Comprei um C4 Pallas em dezembro e acho que falta mais motor para o carro (que é pesado e a arrancada dele é fraca) e o seu retrovisor interno me atrapalha a visibilidade quando realizo curvas (acho que é porque o vidro dianteiro é muito reclinado). O conforto é bom, mas o CD do carro é ruim (o meu não toca MP3 e a concessionária me prometeu trocar, mas até hoje nunca fizeram contato)."
Paulo Eduardo Martins Machado


"Tenho um C4 Pallas igual a esse que você está testando. Eu o adquiri em outubro. Já rodei 5.500 quilômetros e estou satisfeitíssimo. É um carro grande, moderno e agil, motor que me atende com perfeição, um câmbio automático muito bom. Porém o meu também está com esse problema de trepidação quando se atinge a velocidade de 120 km/h. Precisa ser balanceado e alinhado novamente, faz um consumo de 6,3 km/l na cidade e 11 km/l na estrada. Acho que a Citroën acertou em cheio no seu sedã e quem estiver pensando em adquirir um pode comprar sem medo, pois o carro é bom. Não tenho do que reclamar, nem do carro e nem da concessionária que me atendeu, a Lion, pois por enquanto estou safisfeito."

Marcos Leandro Tozi


10º dia - 26/3/2008
Só pra diretoria
 
por Cláudio de Souza*


Meu primeiro contato mais íntimo com o C4 Pallas foi com esse carro de teste que o colega Luís Perez está avaliando por um mês. Peguei uma carona com ele de São Paulo ao Guarujá, litoral sul, onde estamos conhecendo o novo Toyota Corolla. Como queria aproveitar a viagem para escrever um texto no notebook, pedi para ir atrás. No banco do passageiro foi um outro colega jornalista - que, aliás, também andava de Pallas pela primeira vez.


Banco de trás do C4 Pallas - foto Luís Perez
Banco de trás é espaçoso e oferece como "bônus" o apoio de braço

A impressão que tive do C4 Pallas no banco de trás - ou melhor, como "diretor", aproveitando os serviços do "motorista" Luís Perez - foi muito positiva. O espaço para uma ou duas pessoas é amplo - se você estiver sozinho, tem o bônus do apoio do braço, largo e firme. Pegamos estrada boa (pista nova da Imigrantes), e durante o trajeto foi possível produzir um longo texto com o notebook apoiado sobre as pernas sem cometer muitos erros de digitação.

Ou seja, o Pallas - pelo menos no asfalto liso - mostrou-se estável e bom de suspensão. O nível de ruído me pareceu baixo, permitindo que três pessoas conversem sem precisar gritar. Em suma, as condições para usá-lo como escritório sobre rodas são bem razoáveis.

* Cláudio de Souza é editor do UOL Carros

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9º dia - 25/3/2008
Praia e independência
 
por Luís Perez

Nesta terça-feira foi dia de levar o C4 Pallas ao Guarujá, onde participo de uma convenção de lançamento (foi bom avaliar o carro em serra, com chuva torrencial; logo mais vou relatar tudo o que aconteceu). Tenho recebido alguns e-mails de leitores questionando a respeito da isenção e da independência do site em avaliar o C4 Pallas durante um mês.

Quero ressaltar que tanto isenção quanto independência são totais. Claro que a Citroën quer que falemos bem do carro (que montadora não quer?). Mas nunca deixamos (nem deixaremos) de criticar pontos negativos dos veículos testados (na avaliação anterior do Pallas, por exemplo, mostrei que ele raspava facilmente em valetas) ou mesmo de publicar notícias que não são interessantes para a montadora divulgar agora (ontem, por exemplo, revelamos que o modelo deverá ter versão flex já no segundo semestre).

Aliás, já noticiei aqui que a unidade avaliada está com problemas de trepidação no volante, o que provavelmente é causado por desalinhamento das rodas, algo que não deveria acontecer em um carro com apenas 2.000 quilômetros. Mas tudo depende do uso anterior do veículo... Enfim... Também há espaço, após cada post, para comentários de leitores (leia abaixo), alguns bem críticos, por sinal.

Também quero dizer que o mesmo veículo deverá ser avaliado por outros potenciais consumidores, não apenas este repórter. Críticas mais pertinentes ou mesmo problemas (encontrados durante o teste ou mesmo enviados por leitores) serão encaminhados à Citroën. Ao final desses 30 dias, o leitor terá à disposição em verdadeiro dossiê com inúmeras informações úteis para quem pretende adquirir um sedã médio.

O que dizem os leitores


"Engraçado. Em teste semelhante, feito por outro site há algum tempo, o C4 Pallas usado no também apresentou, com poucos quilômetros rodados, desalinhamento. Tudo bem que, conforme já dito, depende da qualidade da estrada, quantidade de buracos etc., mas é mera coincidência ou será que esse carro desalinha com facilidade?"
Thiago Galvão


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8º dia - 24/3/2008
Espelho, espelho meu...
 
por Luís Perez

Hoje voltei a andar na cidade com o carro. Nada muito pesado, umas voltas em Guarulhos... Mas se no fim de semana ele foi bem exigido na estrada (e não decepcionou) para a serra, nos próximos dias estão programadas viagens para litoral e interior de São Paulo. Aguarde!


Aproveito para fazer um esclarecimento ao leitor Airton Carregosa Menezes, de Santo André (SP). Ele foi um dos primeiros a adquirir o C4 Pallas, em setembro do ano passado. Entre outras observações pertinentes (e que ainda serão aqui abordadas), ele escreve: "O veículo não possui espelho no quebra-sol. Já imaginaram a falta que faz para uma mulher? Como pode um veículo que custou R$ 78 mil não dispor desse acessório?"

 

Caro sr. Airton, gostaria de esclarecer que ainda é uma verdade afirmar que no mundo do automóvel (e não só!) os primeiros proprietários de um veículo acabam pagando um certo preço pelo pioneirismo.

Logo no lançamento do modelo, nós jornalistas observamos a falta do espelho. O presidente da Citroën do Brasil, Sergio Habib, admitiu que o item havia sido suprimido pela Citroën argentina e que as primeiras unidades acabaram chegando sem porque esse detalhe escapou. Depois o espelhinho passou a ser instalado – e com iluminação.


A unidade que estamos testando já traz o item.

Sim, os fabricantes (todos eles) vivem fazendo alterações nos modelos, sem necessariamente fazer alarde.

O que dizem os leitores

"Comprei o C4 Pallas em dezembro, igual a esse que você está testando, já rodei 3.000 quilômetros com ele e estou satisfeitíssimo. Uso-o diariamente para ir e voltar do meu serviço (andando apenas dentro de cidades) e venho usando-o para ir ao litoral nos finais de semana. É um carro seguro, sem barulhos, motor que me atende com perfeição, um câmbio automático agradável, muito espaçoso e que faz uma média de quilometragem (cidade/estrada) perto de 11 km/l. Estou muito contente com ele e com a concessionária que me atende (a Saint Bernard). Indico-o para compra, sem medo."
Mário Emerson


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7º dia - 23/3/2008
Haja mala
 
por Luís Perez

É sim possível fazer a mudança de uma pessoa no porta-malas do C4 Pallas. Não de uma vez, mas em duas ou três viagens. Isso porque ele é bastante espaçoso – 580 litros, segundo dado divulgado pela Citroën. De fato, na foto abaixo há uma mala grande, duas sacolas, duas mochilas e uma série de objetos.

C4 Pallas carregado - foto Luís Perez
Porta-malas do C4 Pallas: muita bagagem e declarados 580 litros

Pessoas menos altas (como este repórter) podem penar para pegar objetos no fundo do porta-malas. É um item importante na hora da compra. Mas vale lembrar que o sedã médio mais vendido, o Honda Civic, tem apenas 340 litros de porta-malas. Ou seja, nem sempre é algo diretamente relacionado à decisão de compra.

O que dizem os leitores

"Meu cunhado comprou um C4 Pallas GLX graças ao teste que vocês estão fazendo e demonstrando no site o dia-a-dia do veiculo. E realmente o C4 Pallas é uma nave espacial."
Charles Anderson Pessoa

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6º dia - 22/3/2008
Aleluia! Quase 400 quilômetros!
 
por Luís Perez

Finalmente uma viagem mais longa! Aproveitamos o Sábado de Aleluia para ir até Campos do Jordão (SP). Enfim foi possível, na estrada, desenvolver uma boa velocidade. Antes de partir, abastecemos com 21,9 litros.

C4 Pallas em Campos do Jordão - foto Luís Perez
O Citroën C4 Pallas no portal de entrada de Campos do Jordão (SP)

Como no uso anterior, quase todo na cidade, havíamos rodado 130 quilômetros, foi possível constatar que na cidade o consumo é de fato bem alto graças ao anda-e-pára: 5,93 km/l. Na viagem de ida e volta entre São Paulo e Campos do Jordão, foram rodados 392 km. O consumo melhorou sensivelmente na estrada: 11 km/l, segundo apontou o computador de bordo.

Durante a viagem, uma constatação: será preciso alinhar e balancear as rodas. Quando o velocímetro marca 120 km/h, o volante está trepidando um pouco. Boa oportunidade para testarmos os serviços (e preços!) das autorizadas. Aguarde!


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5º dia - 21/3/2008
Hora do banho!
 
por Luís Perez

Leitores ávidos para que o C4 Pallas pegue uma estradinha um pouco mais longa podem comemorar: neste sábado será o grande dia! Hoje finalmente, desde que o carro chegou, conseguimos dar um trato nele. A ducha foi brinde por abastecer mais de 20 litros.

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez
O primeiro banho desde que o carro chegou, na segunda-feira

Podem falar o que quiserem. Mas carro limpo é mais seguro. A visibilidade melhorou sensivelmente, bem como a visualização das lâmpadas. Água, óleo, tudo certinho... Neste sábado é dia de pegar estrada!

O que dizem os leitores

"
Por favor, ande com esse carro! Bote pra quebrar... Ande em estradas de terra, pedra, areia, faça manutenção, troque peças da suspensão, pneus, filtros, correias... Dê uma amassadinha (risos). Troque o pára-lama e a lanterna... Depois nos informe sobre os custos e o atendimento, é claro! Estou pensando em comprar um. Mas rodo bastante e preciso de mais informações. Somente o design não me convence. Um abraço e boa sorte."
José Braz Ribeiro 


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4º dia - 20/3/2008
A garagem da discórdia
 
por Luís Perez

Fiquei devendo uma imagem do tamanho da encrenca em que se metem pessoas que compram carros médios ou grandes, enquanto as vagas de condomínios estão cada vez mais diminutas. Confira abaixo:

Pallas em minha nova vaga - foto Luís Perez

A traseira do Pallas "sobra" na garagem que sortearam...

Pois é. E no meu prédio está cheio de carro pequeno em vaga grande. A discussão dá pano pra manga. "Você acha que no futuro eu não serei capaz de comprar um carro maior?", perguntavam alguns vizinhos no prédio em que eu morava antes, ao que eu prontamente respondia: "Sim, claro. Torço para que isso aconteça. Mas, nesse meio tempo, não podemos trocar nossas vagas?"

Esse diálogo por enquanto não aconteceu aqui. A partir de segunda-feira, no entanto, deverá ocorrer. É quando começam a valer as novas vagas de garagem...

 

Sim, tenho mais coisas a dizer sobre o carro. Mas um amigo outro dia me deu um pito de que os posts aqui devem ser mais curtos. Concordo. Até!


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3º dia - 19/3/2008
Até que enfim uma estradinha
 
por Luís Perez

Aos leitores que queriam minha cabeça, folgo em informar que enfim peguei uma estradinha com o C4 Pallas. Segue então uma notícia para quem não tem controle nem limite: o sedã da Citroën tem os dois. Pude testá-los em plena rodovia Castelo Branco (a estradinha se resumiu a uma fugidinha ao centro histórico de Santana de Parnaíba, berço do movimento bandeirante).

Tanto o controlador de velocidade quanto o limitador funcionam por meio dos botões no volante – aquele famoso, com miolo central fixo – e podem ser manuseados com o polegar esquerdo. Regulei 100 km/h (o limite da estrada), e o velocímetro que fica no centro do painel não passava dos 101 km/h, 102 km/h (pequena margem de erro), por mais que eu pisasse à vontade. Ótima pedida para evitar multas, mas que pode retardar um pouco uma manobra evasiva.

Citroën C4 Pallas - foto Thais Villaça
Velocímetro mostra limite de 100 km/h: pode pisar à vontade

Depois resolvi dar férias ao pé direito. Regulei para o controlador (também conhecido por piloto automático) para não sair dos 100 km/h. Ah, um senão: adepto que sou dos navegadores portáteis, no caso do Pallas é preciso posicioná-lo um pouco mais para a direita, de modo que não prejudique a visão do velocímetro. Nunca havia pensado nisso. Mas a gente se adapta...

Nas ultrapassagens, o modelo foi competente, respondendo rápido a meus pedidos de aceleração, às vezes soltando um pequeno urro, quando o giro subia bem... O indicador de nível de combustível pouco baixou. Vantagem de usar um carro a gasolina...
.

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2º dia - 18/3/2008
Falta de sorte
 
por Luís Perez

As notícias não são lá muito boas. Ontem contei ao leitor que haveria sorteio de vagas no meu prédio. Peguei uma daquelas duplas, horrendas, que todo mundo abomina, mas pelo menos estou prendendo outro – não sendo preso por ele (ô afirmação politicamente incorreta...). Ainda não conheço o vizinho felizardo, mas adianto também que o C4 Pallas não cabe na tal vaga diminuta.

Com 4,77 metros de comprimento, fica exatamente o porta-malas "sobrando" na parte de trás. Aguarde os próximos capítulos para saber como vai acabar essa disputa (ou negociação, palavra que prefiro; afinal, desde que nascemos só fazemos negociar, a começar pelo choro inicial...).


Perfumador do C4 Pallas - foto Luís Perez
A fragrância Jasmim Mimosa que vem no Citroën C4 Pallas

Ah, hoje andei pouco com o carro (sim, ainda estou devendo estradas e ladeiras a nossos leitores ávidos por informação), mas deu para curtir um pouco o perfumador de ambiente, um dos diferenciais do C4 desde o lançamento da versão esportiva VTR, em setembro de 2006.

Aproveito para observar que adorei a repercussão do teste de um mês do Pallas para com os leitores. Quanto maior a participação, melhor!

O que dizem os leitores

"Excelente a iniciativa de vocês e muito corajosa a Citroën por ceder o carro para tal test-drive. Espero que esse tipo de teste se torne padrão e espero também que vocês não aliviem nenhum eventual defeito. Mas pelo jeito já senti que o espírito não é esse. Afinal, divulgar esse consumo é ser transparente. Nós que moramos em São Paulo sabemos que um carro automático com motor 2.0 faz médias ridículas mesmo, não é um mal exclusivo da Citroën, mas isso nunca é divulgado. Aposto que nas mãos de outro veículo de imprensa essa média teria subido pra 8 km/l fácil fácil... Parabéns!"
Gustavo Aquino

"Seria interessante também testar o atendimento nas concessionárias, o que tem sido apontado com um ponto fraco da Citroën (além de barulhos e preços de peças). Estou considerando a troca de meu Corolla por um Pallas, mas vou aguardar o final do teste."
Mauro Marques

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1º dia - 17/3/2008
A dura vida na cidade
 
por Luís Perez
 

Juro que tentei. Minha idéia, ao combinar com a Citroën a avaliação de um mês do C4 Pallas, era começar a avaliação em um dia ensolarado. Sem chance. São Pedro patrocina o sol em propaganda de bronzeador, não em teste de carro.

Bem, a primeira providência hoje era lavar e abastecer. Qual o quê... Seria perda de tempo lavá-lo. Apenas abasteci. Foram 50,79 litros (a capacidade total do tanque é de 60 litros) de gasolina aditivada (R$ 132 com o litro a R$ 2,599), suficientes para fazer o computador de bordo assinalar autonomia de 350 quilômetros.

Hoje rodei pouco. Chuva, trânsito infernal e muito o que fazer no escritório. Em apenas 6 quilômetros, no entanto, o Pallas já percebeu o quanto é dura a vida na cidade. Aproveitei a saída para abastecimento para almoçar. Tudo pertinho. Mas ele já sentiu o drama do anda-e-pára da cidade – no que aliás conforta bastante ter câmbio automático.

Citroën C4 Pallas - foto Luís Perez
Sob chuva, resolvemos só abastecer (a lavagem fica para outro dia)

Ao final do percurso, o computador marcava consumo instantâneo de absurdos 4 km/l e velocidade média vergonhosa de 16 km/h. Depois tem gente que acha que uso severo do veículo é distância curta na cidade... Meu reino por uma boa estrada com fluidez suficiente para desenvolver velocidade de cruzeiro.

Por parte da Citroën, ter aceito o desafio de deixar nossa reportagem testar o C4 Pallas durante um mês é prova de confiança em seu produto. De nossa parte, também é um desafio submetê-lo a condições reais de uso, fugindo do test-drive comezinho.

Como o leitor verá mais à frente, o sedã será parte integrante de momentos extremamente importantes da vida de algumas pessoas. É por isso que pouco importa que ele esteja chegando em dias de frio e chuva torrencial.

Citroën C4 Pallas - foto Divulgação
Pausa para o almoço: andamos pouco neste primeiro dia de teste...

O C4 Pallas é produzido na Argentina, foi lançado em meados do ano passado com direito a ter o ator Kiefer Sutherland (o Jack Bauer do seriado "24 horas") como garoto-propaganda e começa a ser avaliado hoje por Interpress Motor (e por motoristas designados pelo site) em sua versão GLX Automática.

Tem motor 2.0 de 143 cv (cavalos) de potência e preço sugerido pela marca de R$ 70.995 (embora um concessionário na semana passada tenha chegado a pedir R$ 71.500 pelo modelo, admitindo em seguida que poderia conseguir um descontinho).

Não é nem a versão mais barata (a GLX manual custa R$ 65.640) nem a mais cara (a Exclusive automática sai por R$ 77.760), mas traz uma boa relação custo-benefício para quem precisa bom espaço para ocupantes (o entreeixos mede 2,71 metros) e bagagem (seu porta-malas tem 580 litros).

Ah, o C4 Pallas chega exatamente no dia em que haverá no meu prédio sorteio de vagas de garagem. Antes os melhores lugares eram de quem chegasse primeiro. Hoje à noite vamos descobrir onde exatamente ele vai "dormir" durante parte do teste...

O que dizem os leitores

"Vocês estão de parabéns por essa idéia inovadora de test-drive por 30 dias. Gostei muito! Será que outras montadoras vão encarar esse teste?"
Marcos Monteiro

"O veículo a ser testado pode também ser levado não somente ao trânsito, mas a curtos percursos, como um passeio para chácara no fim de semana, para verificar como um carro com tanto conforto e elegância se sai em estradas de terra batida."
Emmanuel Muzeti Mastroantonio

"Gostaria que vocês analisassem os trancos do cambio em suas trocas de marcha na versão automática, quando o carro enfrenta trânsito, principalmente nas subidas."
Mariana Amora

"Que coincidência! Estou trocando de carro e a Citroën com o C4 é o que mais está em conta para mim, considerando preço, o valor que estão pagando do meu (Focus Sedan 2002 com 154 mil quilômetros) e a tudo o que o carro oferece. Mas estou inseguro pela marca, pela possibilidade de lançarem o 2.0 flex e também a alguns problemas de barulhos no carro, já relatados por diversos proprietários em outros sites. Vou tentar postergar ao máximo a troca para acompanhar os testes, mas se alguém puder me adiantar alguma coisa, eu agradeço."
Luís Crispino


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