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AVIAÇÃO
Lineage 1000 amplia aposta da Embraer em jatos executivos
Avião baseado no 190 é o quarto do segmento oferecido pela fabricante brasileira
por LUÍS PEREZ

Não é preciso ir muito longe. Basta olhar mais atentamente para o céu (ou reparar na pista do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo): há alguns anos a aviação regional está trocando os aviões turboélices por jatos, mais rápidos e modernos. Movimento semelhante acontece agora com a aviação executiva, que cresce no vácuo da falta de comodidade das empresas comerciais para clientes de alto poder aquisitivo.

É nessa tendência que aposta a Embraer, que já faz sucesso mundo afora com o Legacy 600 (baseado na plataforma do ERJ 135/145, outro sucesso que pode ser visto em vários aeroportos mundo afora) e há um ano já havia apresentado seus “very light jets” Phenom 100 e Phenom 300. Agora lançou o jato executivo Lineage 1000, baseado no Embraer 190, o maior avião nacional já certificado.



Phenom 100, Phenom 300, Legacy 600 (no alto) e Lineage 1000 (avião maior)

Quem traz a notícia é o vice-presidente sênior de jatos executivos da empresa, Luís Carlos Affonso, que acaba de chegar da Ebace (European Business Aviation Convention & Exhibition), maior feira de aviação executiva da Europa, que aconteceu em Genebra, na Suíça. Se no último ano o mercado de entregas de jatos executivos no mundo chegou a US$ 13,3 bilhões, a previsão é de céu de brigadeiro – ou melhor, de rota ascendente. Projeções indicam que, em 2015, esse mercado ainda estará em alta, movimentando US$ 16,6 bilhões.

Divulgação
Lineage 1000: externamente modelo é "irmão gêmeo" do Embraer 190

“Não é só o crescimento da economia que contribui para essa tendência. Vemos ainda uma redução na participação de empresas tradicionais e o aumento das companhias regionais e das de baixo custo”, afirma Affonso. “Assim os passageiros que voavam de primeira classe não estão sendo mais tão bem servidos. Isso abre oportunidades para a aviação executiva.”

Não se trata de simplesmente dizer: “Ah, como não posso voar de primeira classe, vou comprar um avião”. Enquanto no passado era preciso comprar uma aeronave inteira, hoje já é muito mais disseminada a compra compartilhada, em que é possível adquirir apenas uma fração dela – de 1/2 a 1/12, por exemplo. Assim os proprietários o utilizam durante um número de horas compatível com a parcela de sua propriedade.

Outros dados segundo os quais a aviação comercial se mostra “inconveniente” (no sentido puro da palavra) na visão do vice-presidente da Embraer: estatísticas do setor aéreo indicam que 90% dos atrasos ocorrem nos 35 principais “hubs”, que concentram 75% dos passageiros que fazem uso do transporte aéreo.

Eis por que a Embraer pretende se firmar não só como fornecedora de produtos (os aviões), mas também de serviços em suas bases pelo mundo. Nesse ponto o Legacy 600, lançado há quatro anos, exerce um papel fundamental. O modelo já teve 71 unidades entregues em 17 países, abrindo caminho para o Phenom 100, que só deve ter o primeiro exemplar no hangar de um cliente em 2008.

Divulgação
Cockpit do Lineage 1000: tecnologia de ponta inclui sistema fly-by-wire

“Em breve haverá o primeiro corte de metal do avião. Ou seja, começará a ser construído o primeiro Phenom 100”, diz Affonso (mostrando aliás como o mundo dos aviões é diferente em relação ao dos carros...). Atenção: até 31 de maio, o Phenom 100, feito para transportar quatro passageiros em configuração executiva, custará US$ 2,75 milhões. A partir de 1º de junho, o preço passa a US$ 2,85 milhões. Sorte de que apostou nele no último ano. Já o Phenom 300, que leva até nove pessoas, chega ao preço de US$ 6,65 milhões.

O Lineage 1000, que por fora é igualzinho ao Embraer 190, se enquadra na categoria dos jatos “ultra large” e deve entrar em operação em meados de 2008. Oferecerá uma ampla cabine de luxo, dividida em cinco áreas distintas (a escolha é feita pelo cliente), que podem acomodar até 19 passageiros em ambientes como salas de estar e de reuniões, três lavatórios e até suíte com chuveiro. Além do compartimento de bagagens que existe em qualquer avião do porte, será possível (assim como ocorre no Legacy) acessar um maleiro de 17,4 m³ em pleno vôo.

Divulgação
Luís Carlos Affonso: "O Lineage 1000 pertence a uma classe distinta"

Por fora, o Lineage 1000 e o Embraer 190 são iguais. “Escolhemos o 190 como plataforma pela necessidade do mercado de ter mais de 4.000 milhas de alcance”, explica Affonso. Precisamente, são 4.200 milhas náuticas (7.778 km ou 4,833 milhas) com reservas NBAA IFR e alternativa de 200 milhas náuticas. Permite ao modelo voar sem escalas de Londres a Nova York ou de qualquer lugar da Europa e do Oriente Médio. Ou de Nova York a Paris, Brasília ou qualquer lugar da América do Norte.

Da mesma forma que a BMW DesignworksUSA foi contratada para conceber o interior dos “very lights” Phenom 100 e Phenom 300, a Embraer vai contratar uma empresa especializada para desenhar o interior do Lineage 1000, que chega ao preço de US$ 40,95 milhões. É a Embraer apostando firme em um mercado importante, em que atuam competidores de peso, como Cessna e Bombardier. De qualquer forma, assim com aconteceu com a família Embraer 170/190, de novo a empresa brasileira parece estar no lugar certo na hora certa.

Publicado em 16/05/2006

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