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OPINIÃO
15/08/2013 - 16h23 Bookmark and Share
Fim de uma era
Na curva queríamos virar a Kombi do seu Arsênio
Jornalista que nasceu no ano do início da produção escreve sobre o modelo
por MARCO PIQUINI

A Kombi começou a nascer de um rabisco numa caderneta, feito em 1947 por Ben Pon, importador da VW na Holanda, que provou para a montadora que dava para fazer um veículo de carga sobre o chassi do Fusca. Ela foi lançada na Europa em 1950. Pesava uma tonelada e levava uma tonelada de carga. Custava pouco, consumia pouco e se quebrasse dava para consertar com clipes e durex. Dizem que é o primeiro "sport-utility" do mundo. É a van mais vendida de todos os tempos.

Olhe ao redor: ela está em todo lugar. Fazendo "carreto" nas cidades, andando devagar nas estradas, abandonada em ferros-velhos, compondo a paisagem nas periferias... No Brasil sua imagem sempre foi a de um utilitário. Mas no mundo é um veículo "cult", entre outras coisas, porque nos anos 1960 foi o carro por excelência dos "hippies", oferecendo simplicidade, custo baixo e, especialmente, espaço interno para o pessoal do "flower power" protestar "on the road" contra o capitalismo e a caretice.

Rabisco Kombi - foto Divulgação
Rabisco de 1947 em caderneta de Ben Pon: onde tudo começou

Na Europa, saiu de linha em 1979, no México em 1994. Agora, "game over" no Brasil. Poucos lamentarão seu fim, mas ela deixará muitas lembranças. Porque todo mundo tem uma lembrança com uma Kombi.

A minha: eu morava em São Bernardo do Campo e entre 1973 e 1976 estudei em São Paulo. Todas as manhãs lá íamos nós para a escola, uma turma de sonâmbulos acomodada na Kombi azul calcinha do "seu Arsênio". A disputa era para ver quem ia lá atrás, sobre o motor: dava para deitar e era quentinho. Na ida, silêncio, bocejos e mau humor. Na volta, guerra de hormônios, barulho, uma zoeira geral. Quando fazia uma curva, a gente empurrava a lateral por dentro, para ver se "capotava". Nunca conseguimos.

Marco Piquini, jornalista, nasceu em 1957, ano em que a Kombi começou a ser fabricada no Brasil. Já escreveu sobre automóveis em jornais e revistas por 12 anos e foi durante 18 anos executivo de fabricantes. Hoje é proprietário da Três Meia Zero, consultoria em comunicação empresarial.

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