Baixe o aplicativo  INTERPRESS MOTOR para seu iPhone / iPad Adicionar aos favoritos Recomende a um amigo Faça deste site sua página inicial
Lançamento
Opinião
Reportagem
Galeria de fotos
Notícias
Blog do Luís Perez
Manutenção
Vídeos
Caminhões e ônibus



Papel de parede
Jogos

Shopping









OPINIÃO
13/05/2008 - 10h17 Bookmark and Share
Alta Roda
Se melhorar, estraga
Recordes viram rotina; nunca se vendeu e produziu tanto em tão pouco tempo
por FERNANDO CALMON
Fernando Calmon - foto DivulgaçãoBater recorde de vendas e produção a cada mês virou rotina, mas agora até as previsões conservadoras estão sendo pulverizadas. O ano começou há quatro meses e meio e vendeu-se, no acumulado, 1 milhão de unidades no mercado interno: nunca em tão curto espaço de tempo (primeiras 18 semanas). A produção em abril rompeu, de forma inédita, a barreira de 300 mil unidades. E o faturamento com as exportações cresceu 16%, em relação a 2007, puxadas por veículos de maior valor e aumento de preço em dólares dos demais.

Se melhorar, estraga, diz o velho ditado popular. Todos os segmentos vendem bem, embora os chamados carros "populares" (motores de 1.000 cm³) venham perdendo espaço na preferência do consumidor. No mês passado sua participação entre automóveis, stations e monovolumes caiu para 50,8%, de um patamar superior há 70%, em 2001. Devem encolher ainda mais, mantidas as condições atuais.

Levantamento feito pela Citroën indica que o preço médio dos carros evolui com rapidez. Em 2006 era de R$ 42 mil e, nessa altura do ano, já passou de R$ 50 mil, sem praticamente nenhum efeito inflacionário no cálculo. Não foi só pelo aumento de poder aquisitivo. O financiamento em prazos maiores e juros menores permitiram que, mantido o mesmo valor da prestação, se pudesse comprar um modelo mais equipado e/ou mais potente.

Entre os paradigmas superados está o de que o comprador de automóvel resiste ao financiamento longo. A média atual – 45 meses – desmente essa referência. Pudera, nunca foi tão fácil comprar a crédito. Gunnar Murillo, diretor de vendas do banco GMAC, afirma que em média a aprovação sai em dez minutos. "Ou 15 segundos, se for um cliente conhecido." O mercado de crédito cresceu tanto que se pode obter financiamento facilmente e comprar carro de um particular, sem a intermediação de um lojista. Basta escolher em classificados de jornal ou internet. Pagamento à vista continua em 30% do total das vendas. Consórcio permanece quase morto (4%).

Outra virada ocorreu no leasing. Depois dos traumas da correção cambial em 1999, o arrendamento (35%) voltou a ultrapassar o Crédito Direto ao Consumidor (31%). Com prestações fixas e um pouco menores em relação ao CDC, o leasing mantém a desvantagem do mínimo de 24 meses para pagar. Quitação antecipada sem taxa escorchante, porém, já é possível, além da sempre permitida troca do veículo por outro de igual ou maior valor. Repassar o contrato, em caso de dificuldade financeira eventual, tende a se difundir pelo maior número de interessados.

A única má notícia é o atraso na aprovação pelo Congresso do chamado cadastro positivo. Dificilmente sairá neste ano. Quando vigorar, cada tomador de empréstimo terá uma taxa de juro individual, atribuída de acordo com seu histórico de bom pagador. O cadastro negativo cerca apenas o devedor inadimplente. Nos vários países que o adotaram, o positivo levou a uma baixa dos juros generalizada em médio prazo. Aqui os legisladores querem adicionar penduricalhos sob falsa alegação de privacidade. O consumidor entende e sabe muito bem o que quer. E também aquilo que não quer: mais intervenção, mais burocracia.



Roda Viva

ARGENTINA reserva muitas novidades ao mercado brasileiro. Além dos Citroën C4 hatch (setembro) e Ford Focus hatch e sedã (novembro), a Renault se apressa para oferecer nova opção. No final deste ano ou começo de 2009, aporta aqui mais um sedã que se posicionará (em termos de preço) entre Logan e Mégane II. Arquitetura é a do Clio sedã, produzido só no país vizinho.

PEUGEOT 308 está previsto para meados de 2009. Da mesma fábrica de El Palomar, perto de Buenos Aires, também poderão vir as novas gerações das multivans Citroën Berlingo e Peugeot Partner, em 2010. Igualmente se espera que Renault dê o troco com o Kangoo 2, no mesmo prazo. Problema no Brasil é a baixa aceitação desse tipo de carroceria. Mas o mercado está comprando de tudo...

REAL menos valorizado frente ao euro do que ao dólar não impediu o Grand C4 Picasso de chegar da Europa pelo preço razoável de R$ 90 mil. Entre várias sofisticações, destacam-se freio de estacionamento de desacoplamento automático e ar-condicionado quadrizona. Visibilidade é o ponto alto. Suspensões são algo ruidosas, em piso irregular. Como leva até sete passageiros, precisaria de potência maior.

INDIANOS em evidência. Tata cogita de comprar parte da Pininfarina. Casa de estilo italiana está em dificuldades financeiras geradas pelo ramo industrial. Renault e Nissan, finalmente, anunciaram sociedade com a Bajaj para desenvolver novo carro de custo ultrabaixo. Esse fabricante indiano de triciclos diz que empata com o Tata Nano em preço: menos de R$ 10 mil.

BRASÍLIA tem menos de um terço da frota de São Paulo. Mas deve ser a cidade mais vigiada do mundo. Entre pardais e radares há nada menos de 685 câmeras, segundo um fabricante de orientador eletrônico por GPS. Megalópole paulistana só agora totaliza 200. Indústria de multa é ficção?

Fernando Calmon é engenheiro e jornalista especializado desde 1967. Foi diretor de Redação da revista "Auto Esporte" (1976 a 1982 e 1990 a 1996) e editor de Automóveis de "O Cruzeiro" (1970 a 1975) e "Manchete" (1994-1990). Produziu e apresentou os programas "Grand Prix", na TV Tupi (até 1980), e "Primeira Fila" (1985 a 1990), em cinco redes de TV. Exerce consultoria em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. É ainda correspondente para a América do Sul do site "Just Auto", da Inglaterra. Fale com o colunista aqui.

leia mais Coluna anterior: Falatório demagógico.


voltar
Carpress | Shopping | Expediente
© 2006-2014 Carpress - Todos os direitos reservados
É proibida a reprodução de conteúdo deste site em qualquer meio
de comunicação, impresso ou eletrônico, sem autorização por escrito
Desenvolvido por AD&R Web