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25/11/2011 - 00h06 Bookmark and Share
AVALIAÇÃO
Novo Civic mantém virtudes e corrige defeitos
Nona geração começa a ser vendida em janeiro; itens importantes só na top EXS
por ALBERTO POLO JÚNIOR, enviado especial a Indaiatuba (SP)
Depois de revolucionar o mercado de sedãs médios em 2006 com a oitava geração do Civic, a Honda se viu frente a um grande desafio. Chegava a hora de atualizar o modelo, porém era importante manter seu visual esportivo e comportamento dinâmico exemplar sem parecer apenas uma maquiagem. Também havia a necessidade de caprichar nos equipamentos e mimos, o que nunca foi o forte do Civic.

Honda Civic - foto Divulgação
O novo Civic mantém as três versões de acabamento

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A nona geração começa a ser vendida no mercado brasileiro na segunda quinzena de janeiro e pode-se dizer que teve melhoradas as qualidades do modelo antigo, bem como conseguiu evoluir em outros aspectos que deixava a desejar. O preço ainda não foi definido, mas a Honda deixou claro que, se não mantiver o da oitava geração, cobrará 1% a mais ou a menos. Hoje, o Civic custa entre R$ 66.660 (LXS com câmbio manual) e R$ 86.750 (EXS).

Não parece, mas o Civic 2012 tem 95% de componentes novos. Apesar de muito parecido com o de geração anterior, o desenho está mais contundente. A dianteira tem inclinação maior e traços mais angulosos. A traseira teve queda de teto suavizada, o que aproximou ainda mais seu perfil ao de um cupê. Olhando de trás, o modelo parece mais largo, apesar de ter mantido suas dimensões. As laterais têm ombros largos, passando uma sensação maior de robustez.

Para ganhar nacionalidade brasileira, o Civic passou por modificações em relação ao vendido no mercado dos EUA. Além dos para-choques e da tampa traseira, o conjunto óptico ganhou novo desenho. Os faróis trazem um novo bloco elíptico para a luz baixa, com desenho sugerido pelo fornecedor daqui. As lanternas recebem uma extensão reflexiva na tampa do porta-malas, mesmo artifício usado no Accord.

Honda Civic - foto Divulgação

Honda Civic - foto Divulgação
O Civic mantém o desenho esportivo e tem mudanças no Brasil

O painel mantém a distribuição dos mostradores em dois andares com iluminação em azul. Os revestimentos, contudo, evoluíram. Os plásticos permanecem rígidos, porém tem um aspecto superior e estão mais agradáveis aos olhos e às mãos. Houve ganhos em ergonomia, com comandos ainda mais próximos das mãos do motorista, e em visibilidade. No banco traseiro há fixação Isofix para as cadeirinhas infantis. O sistema utiliza ganchos presos à estrutura da carroceria e dispensa o uso do cinto de segurança.

Com a palavra, os donos

Um dos maiores defeitos apontados pelos proprietários do Civic da oitava geração é a falta de itens de série, especialmente os de conforto. Pois a Honda deu ouvidos a eles e corrigiu as falhas. Todo Civic 2012 sai com ar-condicionado digital automático, quatro vidros elétricos com abertura e fechamento por um toque e comando na chave.

Também foram incluídos acendimento automático de faróis (nas versões LXL e EXS) e computador de bordo i-MID com tela colorida de cinco polegadas no painel, possibilidade de personalizar funções do carro e câmera de ré. Nem tudo poderia ser perfeito: o simples sensor de chuva ficou de fora. Os airbags laterais, o sistema de navegação com tela sensível ao toque, a conexão Bluetooth e o teto solar aparecem somente na versão top de linha EXS.

Honda Civic - foto Divulgação

Honda Civic - foto Divulgação
O painel dois andares continua e o teto solar é inédito

Outro deslize do antigo Civic era a acanhada capacidade de bagagem do porta-malas, culpa do estepe de mesmas medidas dos pneus do carro. Na nona geração o problema foi resolvido com a instalação de um estepe temporário, de medida 135/80 R15. Estreito, ocupa pouco espaço e eleva a capacidade de 340 para 449 litros. Alegria para as famílias e tristeza para os malditos ladrões de estepes, que surgem aos milhares pelo país.

As versões não mudam. O Civic LXS é a porta de entrada e a única com opção de câmbio manual de cinco velocidades, além da automática com mesma quantidade de marchas. Tem os itens mencionados acima e ainda direção com assistência elétrica progressiva, airbag duplo, freios ABS (antitravamento) com distribuição eletrônica, sistema de áudio com entradas externas, volante com comandos de áudio, piloto automático e computador de bordo, rodas de alumínio de 16 polegadas calçadas em pneus 205/55, entre outros.

A versão LXL é a intermediária e vem sempre com câmbio automático com borboletas atrás do volante para trocas sequenciais, ausentes no LXS. Acrescenta revestimento interno em couro, retrovisores com repetidores de direção, acendimento automático dos faróis e grade do radiador com acabamento preto brilhante.

Honda Civic - foto Divulgação

Honda Civic - foto Divulgação
O GPS é integrado ao painel e o porta-malas tem 449 litros

Já a top de linha EXS se diferencia pelas rodas de 16 polegadas com desenho distinto, faróis de neblina no para-choque dianteiro e maçanetas cromadas. Dentro, há airbags laterais, tela de navegação por GPS Navitech com 6,5 polegadas, sensível ao toque e integrada no painel e conexão Bluetooth. Outro diferencial do Civic EXS é o controle de estabilidade e tração VSA com o sistema MA-EPS (direção elétrica adaptável ao movimento). O recurso deixa o volante mais rígido, caso o motorista tente movimentá-lo de forma que provoque instabilidade, e mais leve no sentido inverso, induzindo-o a girá-lo no sentido correto.

Mecanicamente as mudanças foram mais discretas. O motor 1.8 16V Flex manteve os números de potência e torque, porém está mais elástico, isto é, tem torque alto desde as baixas rotações. Entre outras alterações, houve mudanças nos dutos de admissão para melhorar a combustão, o que oferece maior desempenho, economia e menos emissões de poluentes. São 140 cv de potência com etanol e 139 cv com gasolina, sempre a 6.500 rpm. Seu torque é 17,5 kgfm a 4.500 rpm (gasolina) ou 17,7 kgfm a 4.500 rpm (etanol).

A suspensão mantém a configuração McPherson na dianteira e Multilink atrás e recebeu melhorias nos subchassis. O câmbio automático de cinco marchas teve aumentada a capacidade do conversor de torque e redução de atrito do pacote de embreagem. A Honda também aplicou um revestimento acústico melhor, com mantas de fibras têxteis por dentro das caixas de rodas, diminuindo o ruído de rodagem. O tanque de combustível passa de 50 para 57 litros.

Intepress Motor
avaliou o Civic EXS em um autódromo particular em Indaiatuba, na região de Campinas (SP). Apesar de não ser o local mais apropriado para um sedã familiar, foi possível perceber que a excelente dirigibilidade da oitava geração foi mantida, com direção de relação direta, suspensão equilibrada e firme e bom comportamento do conjunto motor/câmbio.

Honda Civic - foto Divulgação

Honda Civic - foto Divulgação
O comportamento dinâmico do Civic continua excelente

Também é notável a atuação do modo Econ. Por meio de um botão verde do lado esquerdo painel, o Civic passa a operar de forma mais econômica. São alteradas a abertura da borboleta do acelerador, a resposta do câmbio automático e o funcionamento do controlador de velocidade. O ar-condicionado passa a utilizar 70% da recirculação de ar para reduzir a carga do sistema.

A função Econ também reduz a velocidade do ventilador, diminuindo a demanda elétrica. Para auxiliar ainda mais o motorista a visualizar a eficiência no consumo de combustível, foram criadas barras laterais ao velocímetro digital que alteram suas cores à medida que o veículo é conduzido. A coloração varia do azul intenso, passando por uma tonalidade turquesa, até ficar verde, que indica a condução mais econômica.

O plano inicial era lançar o novo Civic no Brasil em setembro. O terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em março, entretanto, atrasou o fornecimento de componentes utilizados no modelo. A solução foi transferir a produção dos itens para a Tailândia, que acabou sofrendo com inundações nos últimos meses, atrasando ainda mais o cronograma. Com isso, a Honda começa a vender o modelo no país somente na segunda quinzena de janeiro de 2012.

Mesmo mantendo as virtudes, corrigindo velhos defeitos e oferecendo mais equipamentos, a vida não será fácil para o Civic no segmento de sedãs médios. Se em 2006 o modelo se sobressaiu frente a concorrentes defasados, em 2012 o mercado mudou. O Toyota Corolla foi revitalizado e chegaram concorrentes modernos como Chevrolet Cruze, Hyundai Elantra, Renault Fluence, Peugeot 408 e Volkswagen Jetta.

Honda Civic
DADOS DO VEÍCULO

Motor 4 cilindros em linha, 16 válvulas, flex, 1.799 cm³
Potência 139 cv (gasolina) e 140 cv (etanol) a 6.500 rpm (gasolina)
Torque 17,5 kgfm (gasolina) e 17,7 kgfm (etanol) a 4.500 rpm
Transmissão manual ou automática de 5 velocidades
Peso 1690 kg
Pneus 205/55 R16
Tanque 57 litros
Porta-malas 449 litros
Comprimento/largura/altura/entre-eixos 4,52/1,75/1,45/2,66 (em metros)
Fabricado no Brasil
PREÇOS
Não revelados
ACELERAÇÃO DE 0 A 100

Não revelada
VELOCIDADE MÁXIMA
Não revelada
CONSUMO
Não revelado
DE SÉRIE
Ar-condicionado digital, airbag duplo, freios ABS,direção elétrica, banco do motorista com regulagem de altura, volante de três raios, computador de bordo, rodas de alumínio
OPCIONAIS
Não tem
PRINCIPAIS CONCORRENTES
Toyota Corolla, Chevrolet Cruze, Hyundai Elantra, Renault Fluence, Peugeot 408, Nissan Sentra, Citroën C4 Pallas, Volkswagen Jetta


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