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21/08/2009 - 16h22 Bookmark and Share
AVALIAÇÃO
Custo-benefício do Kia Cerato desafia rivais
Com preço de compacto (desde R$ 49.900), sedã médio deve sacudir mercado
por LUÍS PEREZ, enviado especial a Bertioga (SP)

No dia em que algum gênio da indústria automobilística mundial resolver inovar, inventando a roda quadrada, dificilmente será bem recebido pelo público. O designer Peter Schreyer sabe disso e, ao decidir pelos traços do novo Kia Cerato, resolveu deixá-lo mais genérico e familiar ao consumidor.

Com preço de carro compacto e atributos de médio, o modelo chega despertando, antes de tudo, familiaridade. Sim, a dianteira lembra (muito!) a do Honda Civic, enquanto a traseira tem um quê de Citroën C5. Ou seja, toma conta de quem conhece o Cerato a sensação de "já vi esse carro antes".

Essa impressão pode até ser verdade. O Cerato estava discretamente posicionado no estande da Kia no Salão de São Paulo, em novembro de 2008. Mas reduzir o modelo a uma simples cópia de veículos de marcas mais conhecidas no Brasil do grande público é uma tremenda injustiça.

Kia Cerato - foto Divulgação

Kia Cerato - foto Divulgação
No alto, comboio de Kia Cerato; acima, traseira do modelo

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Ao país o Cerato chega de Hwasung, na Coreia do Sul, apostando em custo-benefício quase imbatíveis para confrontar veículos como Honda Civic (e City), Toyota Corolla, Volkswagen Polo Sedan, Chevrolet Vectra, Nissan Sentra, entre outros. Seu motor é o mesmo 1.6 de quatro cilindros e 126 cv (cavalos) que equipa o Soul.

Em test-drive realizado por Interpress Motor entre as cidades paulistas de Mogi das Cruzes e Bertioga, o modelo se mostrou bastante estável (a carroceria inclina pouco, garantindo um bom conforto interno), com agilidade condizente com o tipo de veículo – por enquanto não está nos planos da Kia o motor 2.0.

Custando R$ 49.900 (sim, aquele preço "que nem chega a R$ 50 mil"), a versão de entrada, com câmbio manual, já traz direção hidráulica, vidros elétricos, retrovisores e travas elétricos, airbag para motorista e passageiro, computador de bordo, CD player com função MP3 com controle remoto no volante entrada para USB, iPod e auxiliar, rodas de liga leve aro 15, sistema keyless e ar-condicionado manual. Ou seja, uma proposta bastante interessante.

"Por esse preço público sugerido, vamos entrar na briga com os principais sedãs médios disponíveis no mercado brasileiro e, em muitos casos, com vantagens muito evidenciadas, mesmo recolhendo 35% de alíquota de importação", afirma José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil. A marca pretende comercializar 3.000 unidades do modelo até o final do ano.

Também com câmbio manual, a versão intermediária do Cerato inclui ainda rodas de liga leve aro 16, faróis de neblina, sistemas ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica da frenagem), freios traseiros a disco, encostos de cabeça dianteiros ativos, ar-condicionado automático digital, detalhe do painel com pintura metalizada e maçanetas internas e alavanca do câmbio com detalhes em aço escovado, volante, alavanca de câmbio e descansa-braço dianteiro de couro. Custa R$ 52.900. Com todos esses itens, mais transmissão automática sequencial, o Cerato sai por R$ 57.900.

Seu bom conforto interno é garantido pelas dimensões mais generosas em relação à versão anterior – 4,53 metros de comprimento (30 milímetros a mais do que o antecessor), 2,65 m de entreeixos. Em porta-malas, ele inclusive ganha do Civic (340 litros), pois oferece 415 litros, com boa acessibilidade.

Durante a avaliação, reparamos em dois poréns: quando se usa o farol durante o dia, simplesmente fica impossível visualizar os mostradores digitais (sejam as indicações do computador de bordo, sejam as do rádio); e faz falta também um controlador de velocidade, algo bastante ofertado no segmento. De resto, o Cerato chega para abalar as estruturas de um segmento que teve seu auge de lançamentos há três anos.

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