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LANÇAMENTO
16/04/2009 - 12h48 Bookmark and Share
AVALIAÇÃO
Carro "de cinema", Mini Cooper chega ao país
Compacto premium desembarca também nas versões S e S Clubman
por THAIS VILLAÇA

Em "Um Golpe à Italiana", de 1969, Charlie Crocker (interpretado por Michael Caine) e seus parceiros protagonizaram sequências memoráveis ao transportar milhões em barras de ouro pelas ruas de Turim (Itália) provenientes de um roubo a bordo de três Mini Cooper.

O diretor fez questão de usar os carrinhos – nas cores da bandeira do país: vermelho, branco e azul – na filmagem, mesmo com a fabricante British Motor Corporation recusando-se a doar os modelos e a Fiat oferecendo o 500 para substituí-los (e mais US$ 50 mil, além de uma Ferrari e um Lamborghini), por ser uma produção genuinamente britânica. O resultado foi prestígio imediato para o veículo, que ganhou ainda mais projeção após a recente refilmagem, em 2003, intitulada "Uma Saída de Mestre" (com Mark Wahlberg interpretando Crocker).

Mini Cooper - foto Divulgação

Mini Cooper - foto Divulgação
O Mini Cooper, que a BMW começa a importar para o Brasil

Não, você não entrou por engano na estação de cinema. Então qual é a relevância do parágrafo acima? É que esta semana marca o lançamento oficial do Mini Cooper no Brasil, bem como suas versões S e S Clubman. A marca promete ainda trazer o 4x4 Crossman mais adiante (o modelo deve ser lançado no início de 2010). Quem assistiu aos filmes mencionados acima já consegue ter uma idéia do apelo, desenvoltura e inquestionável charme do "pequeno notável".

O Mini foi lançado em 1959 como o primeiro compacto premium da indústria automotiva. Em 2000 a BMW assumiu a marca e apresentou sua nova versão no Salão de Paris (França), para relançá-lo oficialmente em julho de 2001. O que muitos imaginavam ser apenas um “revival” momentâneo inspirado em uma onda retrô transformou-se em uma história de sucesso. Até 2010 serão 240 mil carrinhos produzidos na planta de Oxford (Inglaterra). Por aqui a marca pretende comercializar 600 unidades até dezembro.

Mini Cooper - foto Divulgação
Marca também traz o carro nas versões Cooper S (esq.) e o Clubman

"O Mini é um carro formador de opinião, feito para um público descolado, de mente aberta, que quer demonstrar seu sucesso. Além disso, o modelo atinge várias gerações, desde jovens de 25 anos até os mais saudosistas, na faixa dos 70 anos", afirma Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW no Brasil.

Serão três opções para o mercado brasileiro. O Cooper, que tivemos a oportunidade de dirigir em um kartódromo da Grande São Paulo, é equipado com motor 1.6 capaz de gerar até 122 cv (cavalos) a 6.000 rpm e torque de 16,32 kgfm a 4.250 rpm. Segundo a fabricante, o carrinho atinge 203 km/h de velocidade máxima e vai da imobilidade aos 100 km/h em 9,1 segundos.

Mini Cooper 4

Mini Cooper 5
Preço inicial do modelo é de R$ 92.500 (com transmissão manual)

Dados de consumo dão conta de que o modelo roda 17,2 km/l no percurso combinado entre cidade e estrada, além de atender às normas do programa de emissões Euro 4, com 139 g/km de CO2. O preço inicial é de R$ 92.500 para a versão manual e de R$ 98.500 para a automática.

O carro mostrou-se bastante ágil e agradável de conduzir, uma vez que traz sistema de direção elétrica (igual ao usado no BMW Z4) e baixo peso. Pena que começou a chover na minha vez de fazer o test-drive, então como a pista no local fica muito escorregadia, não foi possível sentir com segurança a estabilidade do veículo. Tanto a versão com transmissão automática quanto a com câmbio manual (as duas de seis velocidades) são acertadas, a primeira acentuando o conforto e a segunda mais focada na esportividade.

O design também é um show à parte. Por fora o visual apresenta certa nostalgia, misturando o moderno com características dos carrinhos usados em competições nos anos 60, com destaque para as faixas no capô, retrovisores e teto pintados em cor diferente da carroceria. As rodas são de liga leve com 16 polegadas. Internamente o acabamento prima pelo bom gosto e escolha dos materiais, seguindo a mesma linha de combinar um estilo contemporâneo a um ar mais antigo, com detalhes inspirados no automobilismo.

Mini Cooper 1

Mini Cooper 2
Interior traz visual retrô (no alto); partida é dada por um botão

Mas antigo mesmo é só o visual, a começar pela chave (ou falta dela, no sentido tradicional), um dispositivo redondo eletrônico que deve ser inserido em um slot atrás do volante. Para dar a partida ou desligar o carro, é necessário apertar o botão start/stop. A lista de equipamentos de série também inclui, além da direção elétrica, ar-condicionado, seis airbags (que podem ser desligados manualmente do lado do passageiro), freios com os sistemas ABS (antitravamento), EBV (distribuição eletrônica da força da frenagem) e CBC (controle de freio nas curvas), faróis de neblina, toca-CDs compatível com MP3 e entrada auxiliar, volante ajustável em altura e profundidade e sistema de fixação de cadeirinhas infantis Isofix.

Uma das vantagens do Mini é poder tornar o carro exclusivo, pois há mais de 260 possibilidades de combinações de acabamentos e cores, além de grande número de equipamentos opcionais, que vão desde o sistema de iluminação da cabine, suspensão esportiva e até sistema de recepção para TV digital. O porta-malas tem 160 litros, podendo a chegar a 680 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Mini Cooper S Clubman 2

Mini Cooper S Clubman 1

Mini Cooper S Clubman 3
Portas do Mini Cooper S Clubman são abertas ao contrário

Chegam ainda ao país as versões S e S Clubman, dotadas de motor 1.6 turbo de 175 cv de potência a 5.500 rpm e torque de 24,49 kgfm entre 1.600 e 5.000 rpm. Nesse motor há a função Overboost, que aumenta o torque para 26,53 kgfm em caso de uma aceleração rápida. Os dois são oferecidos somente com câmbio automático de seis velocidades com opções de trocas feitas por borboletas atrás do volante.

No Mini Cooper S, que custa a partir de R$ 119.500, a velocidade máxima é de 225 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,1 segundos. O consumo é de 17,2 km/l. Além dos equipamentos do Cooper, o S vem ainda com ar-condicionado digital, pacote de luzes (que controla as cores da iluminação da cabine, podendo ir do laranja ao azul), rodas de liga leve aro 17 com pneus run-flat (rodam vazios), teto solar de cristal elétrico, sistema ASC+T (controle automático de estabilidade e tração) pacote de visibilidade com sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, espelhos anti-ofuscantes e volante esportivo.

Mini Cooper - foto Divulgação
Lançado há 50 anos, foi o primeiro compacto premium da história

Já o S Clubman, por ser 239 mm maior que as outras versões, tem velocidade máxima de 219 km/h, acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e tem consumo médio de 12,8 km/l. Seu preço é de R$ 129.500. Um dos grandes diferenciais do modelo é o sistema de abertura da porta, em que uma parte da carroceria abre no sentido contrário para dar mais espaço para que os ocupantes entrem e saiam do carro. Conta também com sistema antifurto com controle remoto por ondas de rádio e alarme com tecnologia EWS. Todos os modelos vêm com garantia de dois anos.

Inicialmente apenas duas concessionárias terão os Mini à venda, sendo uma em São Paulo (Caltabiano) e uma em Curitiba (Euro Import). A marca pretende vender um mix de 60% do Cooper S, 30% do Cooper e 10% do Cooper S Clubman. Seus principais concorrentes por aqui no segmento de compactos premium são Audi A3, Mercedes-Benz Classe B e Volvo C30, além de Volkswagen Beetle e do recém-lançado smart fortwo, que são carros de categorias diferentes e preços inferiores, mas que também apresentam um apelo mais emocional, como no caso do Mini.

Aliás, há outro detalhe digno de nota: com o Mini Cooper, o Brasil ganha mais uma marca de automóveis, a segunda em questão de duas semanas. A anterior foi a smart, que acaba de desembarcar no país com o modelo fortwo.

FICHA TÉCNICA
Mini Cooper

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, a gasolina e 1.598 cm³ de cilindrada
Potência: 122 cv a 6.000 rpm

Torque: 16,32 kgfm a 4.250 rpm

Direção: elétrica
Câmbio: manual de seis velocidades, ou automático de seis velocidades com possibilidade de trocas por borboletas atrás do volante

Suspensão: dianteira tipo McPherson, com barra estabilizadora; traseira com braços longitudinais de alumínio, com barra estabilizadora
Freios:
a disco nas quatro rodas, com ABS (antitravamento), EBV (distribuição eletrônica da força da frenagem) e CBC (controle de freio nas curvas)
Dimensões: 3,70 m de comprimento; 1,68 m de largura; 1,41 m de altura; 2,47 m
de entreeixos
Peso: 1.515 kg

Tanque: 40 litros
Porta-malas: 160 litros
Preços: R$ 92.500 (manual) e R$ 98.500 (automático)


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