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LANÇAMENTO
01/07/2008 - 21h24 Bookmark and Share
IMPRESSÕES AO DIRIGIR
VW Gol muda tudo, sem perder a identidade
Líder de mercado há 21 anos, compacto vive a maior reformulação de sua história
por LUÍS PEREZ, enviado especial a Taubaté (SP)

A Volkswagen enfim apresentou o novo Gol, lançamento mais esperado do ano, por uma razão muito simples: é o carro mais vendido do país há 21 anos consecutivos. Embora esteja ganhando, a marca mexeu muito no time. Mas, pelo que pôde constatar Interpress Motor nas primeiras impressões ao dirigir, entre São Paulo e Taubaté, no interior paulista, o veículo deverá não só manter como também ampliar seu reinado. Embora seja um automóvel completamente novo e não uma mera reestilização, o novo Gol passaria com louvor em um eventual teste cego.

Volkswagen Gol - foto Divulgação
Novo VW Gol: preços entre R$ 28.890 (1.0) e R$ 36.420 (1.6 Power)

Galeria de fotos Confira mais imagem do novo Gol na galeria de fotos.

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Sim, caso vendássemos os olhos de alguém que já dirigiu vários modelos – inclusive o Gol – e ao final perguntássemos de que carro se trata, não seria muito difícil descobrir que é o velho e bom best-seller. Até porque ele incorpora elementos de design do velho Gol (cuja Geração 4 permanece em linha na versão duas portas para disputar mercado com Fiat Mille, por exemplo). Mas é no tato e no "vestir" que ele revela não ter perdido sua identidade, o que não deixa de ser um grande desafio enfrentado pelas áreas de design e engenharia.

Nunca, na história da Volkswagen, a empresa realizou tantas clínicas (pesquisas com consumidores) para o lançamento de um carro. Foram seis em dois anos e meio. Não raro, ao saber de que modelo se tratava, os consumidores diziam: "Por favor, não mudem o carro". Estava claro que o desafio seria fazer a transferência das qualidades – notadamente a confiabilidade e a robustez – sem perder de vista a necessidade de torná-lo mais belo e atual.

Volkswagen Gol - foto Divulgação
Todas as versões vêm com aerofólio na tampa do porta-malas

Ou, nas palavras da empresa, (re)criar um carro compacto, vibrante, moderno e ousado. "Desenvolvemos o novo Gol para superar as expectativas de nossos clientes, mantendo os atributos do modelo e dando a ele novos valores representados pela beleza do novo carro", diz Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil.

Dessa forma a Volks tentou (e conseguiu) manter intactas as qualidades de robustez, confiabilidade e versatilidade do modelo que traz inúmeras assinaturas que remetem a esses aspectos – "Use sem dó", "O carro mais querido do Brasil" e assim por diante. O novo Gol está mais bonito, com um design ousado e anguloso. Construído em uma na plataforma de Fox e Polo, traz novos motor (agora transversal e não longitudinal) e câmbio. Seu acabamento de forma geral também está mais esmerado.

Público x crítica

Embora fosse um sucesso de público, não faltavam críticos (entendidos de carros de plantão e jornalistas especializados) que torciam o nariz para o compacto da Volkswagen. Além do supracitado motor longitudinal (embora não seja propriamente um problema grave, ele denunciava a idade avançada do projeto), o volante era "torto" para a direita, o que incomodava bastante. Nos primeiros contatos com o novo Gol, ficou difícil criticar algo. Talvez idiossincrasia pura, mas só não me agrada a atual saída de ar (o Ford Fiesta tinha uma assim, mas mudou na última reestilização). De resto, o carro, que recebeu refinamentos no design nos estúdios da marca em Wolfsburg (Alemanha), ficou muito melhor como um todo.

O novo Gol chega nas versões 1.0, 1.6 e 1.6 Power, todas com quatro portas. A 1.0 e a 1.6 têm a opção do módulo Trend. Todas vêm com itens como banco do motorista com regulagem de altura, cintos de segurança dianteiros com regulagem de altura, controle interno dos retrovisores, hodômetro e relógio digitais, console, pára-sóis com espelho, porta-luvas, porta-malas revestido de carpete e tomada de 12 volts. Na tampa do porta-malas, há um aerofólio em todas as versões. Todos trazem pára-choque na cor da carroceria.

Volkswagen Gol - foto Divulgação
Painel em duas cores com detalhes cromados na versão Power

O Gol Power oferece aerofólio alongado, antena de teto com amplificador, faróis com duplo refletor e máscara negra, faróis de neblina, frisos, moldura dos faróis de neblina, grade dianteira e saída de escape cromados, lanternas escurecidas, maçanetas e retrovisores na cor do veículo, soleira e coluna central pretos.

Dentro a versão traz cintos traseiros retráteis, detalhes cromados, painel em duas cores e porta-objetos nas laterais das portas. Integram a versão direção hidráulica, abertura elétrica interna do porta-malas, seis alto-falantes e fiação elétrica para som, conta-giros, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, desembaçador, limpador e lavador do vidro traseiro, pára-sóis iluminados e temporizador no lavador de pára-brisa.

Volkswagen Gol - foto Divulgação
Porta-malas manteve capacidade do modelo anterior: 285 litros

Por dentro o carro foi todo renovado. Seu novo painel integra linhas arredondadas e formas geométricas. Na versão Power, o painel tem duas cores (Antracite e Cool Gray) e detalhes destacados na coloração Moon Silver, presentes ainda nas demais versões, facilitando o acesso do motorista aos comandos. Os mostradores vêm com hodômetro digital total e parcial (este com os números um tanto pequenos...).

O conta-giros é de série no 1.6 Power e opcional nas demais versões (1.0 e 1.6). O carro chega nas cores branco Cristal, vermelho Flash, cinza Urano e preto Ninja (sólidas), prata Light, cinza Vulcan (metálicas) e vermelho Radiante – esta "conceitual", como já ocorreu nos últimos tempos com o Volcano Orange do Chevrolet Vectra GT e o azul Neysha do Peugeot 207 brasileiro.

"Desempacotamento"

Nas versões básicas, o novo Gol tem os seguintes preços: R$ 28.890 (1.0), R$ 29.825 (1.0 Trend), R$ 32.290 (1.6), R$ 33.235 (1.6 Trend) e R$ 36.420 (1.6 Power). Segundo a Volkswagen, houve um esforço de "desempacotar" os opcionais, tornando a escolha mais versátil. Assim, quem adquire um Gol 1.0 e 1.6, por exemplo, pode adicionar isoladamente itens como aquecimento interno, preparação para som, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro com temporizador do pára-brisa (Funcional I), que custa R$ 420.

Ou optar pelo módulo Kit II (ar-condicionado, travamento elétrico das portas e vidros elétricos dianteiros), por R$ 3.420. Freios ABS em separado saem por R$ 2.955 no Gol 1.0. Já o módulo Trend no modelo custa R$ 780. E por aí vai. É possível encontrar desde a chave "canivete" (presente a partir do módulo Kit V, de R$ 3.770) – segundo Fabrício Biondo, gerente-executivo de planejamento de marketing, um dos atuais símbolos de status – até o módulo CD player com MP3 com entradas USB e SD Card, por R$ 400.

As laterais das portas agora permitem a aplicação de tecido em todas as versões. Os bancos também vêm com novos tecidos e nova forma, mais ergonômica. A versão Power traz um porta-revistas na parte de trás do banco dianteiro direito. Por dentro a versão se diferencia também pelos aros dos instrumentos e dos difusores de ar cromados, que nas outras versões têm cor cinza. Há ainda iluminação para os espelhos dos pára-sóis.

O modelo oferece como opcional bancos traseiros bipartidos com acesso ao porta-malas, que é totalmente revestido em todas as versões. Por falar em porta-malas, ele foi encurtado, mas ficou mais alto. Resultado: continua com os mesmos 285 litros do Gol anterior. Por falar em volume, o porta-luvas tem 4,3 litros de capacidade.

Na versão 1.6 Power, a direção é hidráulica de série, bem como o ajuste do volante em altura e profundidade, itens opcionais nas outras versões (1.0 e 1.6). Regulagem de altura do banco do motorista e dos cintos dianteiros são de série em todas as versões. Um curioso mecanismo facilita entrada e saída dos ocupantes dos bancos dianteiros: as portas se abrem em três etapas: 29 graus (para vagas apertadas em garagem), 49 graus (intermediária) e 68 graus (totalmente). A marca pretende assim acabar com a necessidade de ficar segurando a porta enquanto se sai do carro.

O Gol teve a carroceria encurtada em 32 milímetros e alargada em 5 mm. Também está 37 mm mais alto, o que proporciona maior espaço interno. Embora não tivéssemos um decibelímetro à disposição, é evidente a melhora no conforto acústico do modelo, sobretudo na versão 1.0 – cujo motor costuma "berrar" em giros mais altos.

Volkswagen Gol - foto Divulgação
Motor agora disposto na posição transversal em vez de longitudinal

Houve uma grande preocupação para manter baixo o custo de manutenção e, ainda falando em segurança, dificultar a ação dos ladrões, baixando substancialmente o valor do seguro. Exemplo 1: a frente do carro pode ser substituída, bastando para isso soltar os parafusos que a fixam. Exemplo 2: o número do chassi vem marcado no assoalho dianteiro, com fácil acesso. Com imobilizador Immo 4 e fechaduras das portas encapsuladas e protegidas, a expectativa é que os custos de seguro baixem bastante.

De acordo com o gerente de marketing da Volkswagen, Marcelo Olival, o resultado obtido em simulações realizadas com o mesmo perfil de consumidor chegou a um seguro 45,6% mais barato do novo Gol em relação a seu concorrente direto, o Fiat Palio. Em relação ao carro de Geração 4, o novo Gol teve, graças a uma negociação com os concessionários, os valores das peças reduzidos em 15%, em média. Outra boa notícia é a possibilidade de o carro vir com airbag para motorista e passageiro e freios com sistema ABS (antitravamento), como opcional, em todas as versões.

Cavalaria

São duas as opções de motor, os novos VHT (Volkswagen High Torque) 1.0 Total Flex, cuja potência varia de 72 cv (cavalos) com gasolina a 76 cv (com álcool), e 1.6 Total Flex (101 cv a 104 cv), que se integram ao câmbio MQ 200 (o mesmo que equipa o Polo). A versão 1.0 anda muito bem, obrigado, surpreendendo pela suavidade na condução. A versão "mil" tem tanta desenvoltura que, na volta do test-drive, Interpress Motor não sentiu tantas diferenças de uma em relação à outra. Mas que elas existem, elas existem...

Medições de fábrica indicam que o novo Gol na versão 1.0 acelera de 0 a 100 km/h em 13,4 segundos com gasolina e 12,9 segundo com álcool, chegando à velocidade máxima de 167 km/h com gasolina e 169 km/h com álcool. Seu consumo urbano é de 14,1 km/l com gasolina e 9,6 km/l com álcool. Em estrada, esses valores sobem para 18,6 km/l (gasolina) e 12,6 km/l (álcool).

No caso da versão 1.6, o Gol atinge 190 km/h (gasolina) e 192 km/h (álcool). Chega a 100 km/h em 9,8 segundos com gasolina e em 9,6 segundos com álcool. O consumo urbano é de 13,1 km/l (gasolina) e 8,8 km/l (álcool), enquanto o rodoviário fica em 18,5 km/l (gasolina) e 12,4 km/l (álcool). Em tempos de domínio flex, nada melhor do que ampliar o tanque. O do Gol agora comporta 55 litros (eram 51).

A Volkswagen produz o novo Gol nas fábricas de São Bernardo do Campo e Taubaté. No desenvolvimento do modelo, que durou três anos e meio, foi investido R$ 1,2 bilhão. As fábricas foram todas renovadas, sobretudo a da Anchieta, que foi inaugurada nos anos 50. Para produzir o modelo, as duas unidades receberam mais de 500 robôs e diversos equipamentos, dentro os quais se destaca o sistema Framer, usado na fabricação de Audi na Alemanha, que fecha a carroceria com precisão de dois décimos de milímetro.

Desde o seu lançamento, em 1980, já foram produzidos 5 milhões de Gol. Durante visita à fábrica, pudemos avistar um exemplar com o emblema "Pointer GT". Era o Gol Geração 4 que seria exportado para o México, onde lá se chama Pointer. Há exemplares do Gol rodando em mais de 50 países – foram embarcadas para o exterior mais de 800 mil unidades.

Pelo que vimos do novo modelo, ele deve continuar sendo sucesso de público – e a crítica terá de se virar para encontrar problemas. Quem antes torcia o nariz pode agora dizer que sim, agora já dá para ter um Gol.


FICHA TÉCNICA
Volkswagen Gol

Motor: dianteiro, transversal, quatro cilindros em linha, 8V, flex, 999 cm³ (1.0) e 1.598 cm³ (1.6) de cilindrada

Potência: 72 cv (gasolina) a 76 cv (álcool) a 5.250 rpm (1.0) e 101 cv (gasolina) a 104 cv (álcool) a 5.250 rpm (1.6)

Torque: 9,7 kgfm (gasolina) a 10,6 kgfm (álcool) a 3.850 rpm (1.0) e 15,4 kgfm (gasolina) a 15,6 kgfm (álcool) a 2.500 rpm (1.6)
Direção: mecânica (hidráulica opcional)
Câmbio: manual de cinco velocidades
Suspensão: dianteira independente, tipo McPherson, com amortecedores pressurizados e barra estabilizadora; traseira interdependente, com molas helicoidais e barra estabilizadora
Freios: a disco na dianteira e a tambor na traseira

Dimensões: 3,90 m de comprimento; 1,66 m de largura; 1,45 m de altura; 2,47 m de entreeixos

Peso: a partir de 934 kg
Tanque: 55 litros
Porta-malas: 285 litros
Preços: R$ 28.890 (1.0), R$ 29.825 (1.0 Trend), R$ 32.290 (1.6), R$ 33.235 (1.6 Trend) e R$ 36.420 (1.6 Power)


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