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Kia Picanto, um coreano pequenininho e invocado
Menor do que um Ka e equipado como um Fit, modelo chega a partir de R$ 34.900
por ALBERTO POLO JÚNIOR, de Itu

Alberto Polo Júnior
O Kia Picanto assume o posto de menor carro vendido no país, com 3,49 m

Sua missão não é das mais fáceis: roubar clientes de Citroën C3, Honda Fit e Volkswagen Fox com tamanho de Ford Ka e Chevrolet Celta. Essa pretensão da Kia, no entanto, é justamente o que faz do Picanto, que começa a ser vendido agora no mercado brasileiro, uma opção interessante.

Alberto Polo Júnior
Linhas não surpreendem, mas agradam; chama a atenção a gama de cores

Para brigar com o “time de cima”, o compacto chega da Coréia do Sul carregado de equipamentos. O Picanto traz ar-condicionado, direção assistida, acionamento elétrico dos quatros vidros – sendo o do motorista com função um toque – das travas e dos retrovisores, toca-CDs da marca Clarion com reprodução de MP3, faróis de neblina e rodas de alumínio de 14 polegadas. O acabamento é bom, com tecidos e plásticos agradáveis às mãos e aos olhos, encaixes perfeitos e ausência de rebarbas, o que não acontece na maioria dos compactos brasileiros e até em alguns automóveis que pertencem a segmentos superiores.

Alberto Polo Júnior
Maiores rivais do modelo são Citroën C3, Honda Fit e Volkswagen Fox

Seu preço, no entanto, é semelhante ao das versões mais completas do “time de baixo”, todas nacionais. A versão com câmbio manual sai por R$ 34.900. Um Celta Super 1.0 de quatro portas, com todos os opcionais, sai por R$ 33.703, mas fica devendo o trio elétrico, sistema de som e as rodas de alumínio. A conta de um Ka GL 1.0 com todos os opcionais sai R$ 31.324, com duas portas e outros itens a menos.

Alberto Polo Júnior
Compacto custa R$ 34.900 (câmbio manual) e R$ 39.900 (automático)

O Picanto, vendido em versão única, a EX, tem ainda maçanetas, frisos laterais e retrovisores pintados na cor da carroceria, aerofólio, alarme, brake-light, pára-sol do motorista e do passageiro com espelho coberto, pára-bisa dégradé, lavador, limpador e desembaçador do vidro traseiro.

Alberto Polo Júnior
Kia Motors do Brasil quer vender 800 unidades neste ano e 2.400 em 2007

Há também bancos integralmente em tecido (sendo o encosto traseiro bipartido), aviso de postas abertas, além de porta-malas totalmente revestido de carpete e com iluminação. Na versão com câmbio automático, vendida por R$ 39.900, estão incluídos airbag para motorista e travas com acionamento na chave.

Alberto Polo Júnior
Showroom de concessionária em Itu dá idéia de como é a variedade de cores

Suas linhas não são surpreendentes, porém estão longe de desagradar. De acordo com a Kia, o Picanto tem nome e traços europeus. O primeiro tem origem francesa, de Piquant (picante), denominação que se estende às opções de cores vivas na carroceria e no interior. Já suas linhas seguem a escola do Velho Mundo. De fato o Picanto não remete aos coreanos. O visual é limpo, e as dimensões, bem compactas: 3,49 metros de comprimento, 1,59 m de largura, 1,48 m de altura e 2,37 m de distância entreeixos. O Ka, até então o menor carro à venda no Brasil, tem 3,67 m de comprimento, 1,63 m de largura, 1,45 m de altura e 2,44 de entreeixos.

Alberto Polo Júnior
Garantia é de 5 anos sem limite de quilometragem, condicionada a revisões

Com essas medidas o interior não poderia deixar de ser contido. A posição de dirigir é boa, mas os motoristas mais altos sentirão falta de espaço para as pernas. Estreito, o Picanto obriga os passageiros a viajar com os ombros bem próximos. Atrás há espaço apenas para duas pessoas. A não ser que uma seja criança, colocar três pessoas é tortura. O porta-malas leva 157 litros com os bancos em posição normal e 882 litros se totalmente rebatidos. Como paliativo, há espaço para objetos sob o carpete e 19 porta-objetos na cabine.

Divulgação
Modelo traz detalhes como maçanetas, frisos e retrovisores na cor do veículo

Para empurrá-lo, a Kia escolheu um motor 1.1 de quatro cilindros, com três válvulas por cilindro. Como resultado, são 64 cv (cavalos) de potência a 5.500 rpm e 9,9 kgfm de torque a 2.200 rpm. O câmbio manual tem cinco marchas; o automático, quatro. Na suspensão e nos freios, a receita básica do segmento: sistema McPherson com discos à frente e eixo de torção com tambores atrás.

Alberto Polo Júnior
Design marcante lembra mais os automóveis europeus do que os coreanos

Interpress Motor avaliou o Picanto EX na cidade de
Itu, interior paulista. O percurso era misto, com subidas e descidas, pequenas retas, algumas curvas e asfalto bom. O comportamento do carro foi bom. Na versão manual, o motor 1.1 tem desempenho semelhante ao dos nacionais de 1.0 litro e porte semelhante. Seu funcionamento é suave, sem vibrações em excesso, porém o ruído é alto em rotações mais elevadas. As relações de marchas não são demasiado curtas – como é ordem no segmento – e os engates são corretos.

Divulgação
Painel traz acabamento funcional; note a cor viva no revestimento dos bancos

No automático, o desempenho é mais contido. Por ser um percurso um travado, com muitas reduções ao longo do caminho, o câmbio fazia muitas trocas e reduções. Em vias normais, contudo, esse inconveniente deve ser amenizado. O Picanto tem suspensão firme sem ser desconfortável. A carroceria oscila pouco nas curvas, e os freios são adequados. A direção é extremamente leve, o que é bom na cidade, mas nem tanto na estrada. Faltou uma avaliação em piso “brasileiro” e tráfego urbano, considerado pela Kia seu habitat ideal.

Divulgação
Um dos 19 porta-objetos da cabine fica em uma gaveta sob o banco da frente

A empresa aposta alto no compacto: pretende vender 800 unidades do Picanto até o fim do ano e mais 2.400 em 2007, o que representa mais de um terço das vendas totais da marca. Para isso, oferece garantia de cinco anos sem limite de quilometragem. Para fazê-la valer, entretanto, o proprietário tem de trocar o óleo do motor a cada 5.000 quilômetros e solicitar revisões a cada 10 mil quilômetros.

Divulgação
Também há espaço para itens pequenos sob o assoalho, no porta-malas

Pretensioso, o Picanto vai ocupar um nicho bem específico no mercado brasileiro. Tem qualidades suficientes para roubar os poucos clientes dos populares de entrada vendidos com todos opcionais. Para brigar com o “time de cima”, porém, falta a ele tamanho e fôlego.

FICHA TÉCNICA
Kia Picanto EX

Motor: dianteiro, transversal,
quatro cilindros em linha, três válvulas por cilindro, a gasolina,
1.068 cm³ de cilindrada
Potência: 64 cv a 5.500 rpm
Torque: 9,9 kgfm a 2.800 rpm
Câmbio: manual, de cinco velocidades, ou automática, de quatro
Suspensão: dianteira independente tipo McPherson; traseira semi-independente, com eixo de torção
Freios: a disco na dianteira e a tambor na traseira
Dimensões: 3,49 m de comprimento; 1,59 m de largura; 1,48 m de altura; 2,37 m de entreeixos
Peso: 890 kg (manual) e 910 kg (automático)
Tanque: 35 litros
Porta-malas: 157 litros
Preço: R$ 34.900 (manual) e
R$ 39.900 (automático)

 

 





















Publicado em 30/08/2006

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